Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que, no Brasil, fica mais barato pagar a prestação relativa à compra de um imóvel do que pagar aluguel. O estudo mostra também que a proporção dos que pagam prestação de imóvel aumentou ao longo da última década.
Segundo o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Pedro Humberto Carvalho, o aluguel tem um sistema contratual que leva o inquilino a renegociar o valor das prestações a cada trinta meses e ao sabor do mercado. Como vivemos um boom do ponto de vista da valorização dos imóveis, isso é automaticamente repassado ao aluguel.
Em contrapartida, explica o economista, os contratos de financiamentos são de longo prazo, com taxas de juros mais baixas e têm ainda como proteção o fato de que o valor do imóvel aumenta, mas o valor da prestação continua o mesmo.
Ele ressalta, porém, que o levantamento do Ipea só vai até 2009 e que a situação pode mudar daqui para frente a partir do programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal. Nós só vamos sentir os efeitos do Minha Casa, Minha Vida na próxima Pesquisa de Orçamento Familiar [POF], se [o programa] realmente procura corrigir esse problema aumentando o crédito para a população de mais baixa renda, que ganha até 3 salários mínimos.
Os dados indicam que o custo da habitação pesa mais sobre a população mais pobre, que chega a pagar de aluguel por mês até 2% do valor venal do imóvel, enquanto a população mais rica paga uma prestação bem mais baixa por ter acesso a financiamentos imobiliários.
Entre a fatia dos 25% mais ricos da população brasileira, 9% têm contratos de financiamento imobiliário, enquanto na outra ponta, dos 25% mais pobres, apenas 1,3% são mutuários de programas habitacionais.(Exame)
6 de dezembro de 2010
3 de dezembro de 2010
Aluguel sai mais caro que financiamento de imovel
Despesa com prestação de casa própria consome 6,7% da renda; aluguel representa 12,3% do orçamento
Financiar um imóvel para realizar o sonho da casa própria pesa mais no orçamento do que pagar aluguel, certo? Errado. Apesar dos juros e amortizações, alugar pesa em média o dobro que as prestações de imóveis nos gastos das famílias brasileiras, de acordo estudo que está sendo divulgado nesta quarta-feira (1) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Com base nos microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), o Ipea apurou que a despesa dos mutuários com financiamento consome 6,7% da sua renda, enquanto o gasto com aluguel representa 12,3% do orçamento de quem tem esta despesa. Os dados foram calculados a partir da POF de realizada de 2008/2009, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Sai mais barato financiar do que alugar porque os preços dos aluguéis têm subido sem proteção. São contratos renovados a cada 30 meses, conforme acordo com o mercado e refletem, portanto, a valorização dos imóveis e dos preços das terras", explica o pesquisador do Ipea Pedro Humberto Carvalho, um dos autores do estudo. "Os valores de financiamento são menos expostos a estas variações", acrescentou.
Na pesquisa anterior, de 2002/2003, a despesa das famílias com aluguel foi praticamente a mesma. Já entre as mutuárias, a despesa equivaleu a 8,3% - houve uma queda, com redução nas taxas de juros.
Esse fato é curioso, pois o aluguel não exige a amortização do valor do imóvel, como ocorre com os financiamentos, muito embora o valor da prestação dependa também do valor da entrada. Além disso, o crescimento exponencial do valor dos imóveis urbanos verificado nos últimos anos, devido ao crescimento econômico, não impacta o valor das prestações de imóveis contratados no passado, assinala o estudo Evolução das despesas com habitação e transporte público nas Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF): análise preliminar 2002-2009.(Ig)
Financiar um imóvel para realizar o sonho da casa própria pesa mais no orçamento do que pagar aluguel, certo? Errado. Apesar dos juros e amortizações, alugar pesa em média o dobro que as prestações de imóveis nos gastos das famílias brasileiras, de acordo estudo que está sendo divulgado nesta quarta-feira (1) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Com base nos microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), o Ipea apurou que a despesa dos mutuários com financiamento consome 6,7% da sua renda, enquanto o gasto com aluguel representa 12,3% do orçamento de quem tem esta despesa. Os dados foram calculados a partir da POF de realizada de 2008/2009, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Sai mais barato financiar do que alugar porque os preços dos aluguéis têm subido sem proteção. São contratos renovados a cada 30 meses, conforme acordo com o mercado e refletem, portanto, a valorização dos imóveis e dos preços das terras", explica o pesquisador do Ipea Pedro Humberto Carvalho, um dos autores do estudo. "Os valores de financiamento são menos expostos a estas variações", acrescentou.
Na pesquisa anterior, de 2002/2003, a despesa das famílias com aluguel foi praticamente a mesma. Já entre as mutuárias, a despesa equivaleu a 8,3% - houve uma queda, com redução nas taxas de juros.
Esse fato é curioso, pois o aluguel não exige a amortização do valor do imóvel, como ocorre com os financiamentos, muito embora o valor da prestação dependa também do valor da entrada. Além disso, o crescimento exponencial do valor dos imóveis urbanos verificado nos últimos anos, devido ao crescimento econômico, não impacta o valor das prestações de imóveis contratados no passado, assinala o estudo Evolução das despesas com habitação e transporte público nas Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF): análise preliminar 2002-2009.(Ig)
2 de dezembro de 2010
Cai o peso do financiamento imobiliário no orçamento familiar
Um estudo sobre a evolução das despesas com habitação e transporte público na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos períodos de 2002/2003 e 2008/2009 mostra que o gasto com financiamento imobiliário diminuiu. Dentro do orçamento das famílias, o peso foi de 8,3% para 6,7% entre 2002 e 2008; em contraste, o número de famílias que demonstraram pagá-las subiu de 4,6% para 5,2%.
Neste mesmo ritmo, subiu de 12,9% para 17,% o número de domicílios pagantes de aluguel. No entanto, o peso destes valores na renda das famílias permaneceu constante em 12,3%. A totalidade dos impostos imobiliários também registrou aumento no número de famílias que declararam pagar os tributos entre 2002 e 2008; de 24,7% para 32,8%, com impacto de 0,9% no orçamento das famílias. O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) representou por si só mais de 88% da força dos impostos imobiliários.
Em relação aos impostos de água e esgoto, 65% das famílias declararam arcar com as despesas nas duas POFs, o que, em média, consumiu 1,5% de suas rendas. Já no caso específico do uso dos transportes públicos, o Ipea teve de agregar todos os gastos expedidos por cada integrante da família em um determinado meio de transporte para consolidá-los em apenas um gasto do domicílio. Nas duas POFS, 46% das famílias brasileiras declararam realizar gastos com transporte público; o ônibus foi disparado o transporte de maior peso na vida das famílias, representando 32% das declarações e impacto de 4,2% (3,7% na pesquisa de 2002) no orçamento familiar. O transporte intermunicipal se mostrou o mais caro, comprometendo 4,6% da renda das famílias e o transporte sobre trilhos, principalmente o metrô, o mais econômico, representando de 1,6% a 3,3% das receitas familiares em 2008/2009.
Pesquisa - No estudo foi apresentado por Pedro Humberto Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nesta quarta-feira, na sede do órgão no Rio de Janeiro. Foram levadas em consideração sete categorias de despesa: taxas urbanas, aluguel, tributos imobiliários, aquisição de imóvel, condomínio, água e transporte urbano. O Ipea elaborou dois indicadores para a sua análise. O primeiro está relacionado à proporção de famílias que declararam realizar as despesas e o outro à participação da despesas na renda total (seja ela contabilizada em dinheiro ou não) destes núcleos familiares.
O texto trata dos resultados em seis faixas de estrato familiar, de maneira a delinear um perfil distributivo das despesas. Há ainda uma análise dos dados nas cinco maiores regiões brasileiras, subdivididas em municípios e regiões metropolitanas (RMs) e municípios do interior urbano.(Veja.com)
Neste mesmo ritmo, subiu de 12,9% para 17,% o número de domicílios pagantes de aluguel. No entanto, o peso destes valores na renda das famílias permaneceu constante em 12,3%. A totalidade dos impostos imobiliários também registrou aumento no número de famílias que declararam pagar os tributos entre 2002 e 2008; de 24,7% para 32,8%, com impacto de 0,9% no orçamento das famílias. O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) representou por si só mais de 88% da força dos impostos imobiliários.
Em relação aos impostos de água e esgoto, 65% das famílias declararam arcar com as despesas nas duas POFs, o que, em média, consumiu 1,5% de suas rendas. Já no caso específico do uso dos transportes públicos, o Ipea teve de agregar todos os gastos expedidos por cada integrante da família em um determinado meio de transporte para consolidá-los em apenas um gasto do domicílio. Nas duas POFS, 46% das famílias brasileiras declararam realizar gastos com transporte público; o ônibus foi disparado o transporte de maior peso na vida das famílias, representando 32% das declarações e impacto de 4,2% (3,7% na pesquisa de 2002) no orçamento familiar. O transporte intermunicipal se mostrou o mais caro, comprometendo 4,6% da renda das famílias e o transporte sobre trilhos, principalmente o metrô, o mais econômico, representando de 1,6% a 3,3% das receitas familiares em 2008/2009.
Pesquisa - No estudo foi apresentado por Pedro Humberto Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nesta quarta-feira, na sede do órgão no Rio de Janeiro. Foram levadas em consideração sete categorias de despesa: taxas urbanas, aluguel, tributos imobiliários, aquisição de imóvel, condomínio, água e transporte urbano. O Ipea elaborou dois indicadores para a sua análise. O primeiro está relacionado à proporção de famílias que declararam realizar as despesas e o outro à participação da despesas na renda total (seja ela contabilizada em dinheiro ou não) destes núcleos familiares.
O texto trata dos resultados em seis faixas de estrato familiar, de maneira a delinear um perfil distributivo das despesas. Há ainda uma análise dos dados nas cinco maiores regiões brasileiras, subdivididas em municípios e regiões metropolitanas (RMs) e municípios do interior urbano.(Veja.com)
1 de dezembro de 2010
Os possíveis cenários para o Credito Imobiliário Brasileiro
Diante da crescente demanda por crédito imobiliário, existe possibilidade real de em 2014 os recursos da poupança se tornarem insuficientes para financiar a produção e aquisição de imóveis, paralisando o mercado. No seminário Dia do Crédito Imobiliário, promovido pelo Secovi-SP em 23 de novembro, em que as alternativas a esse esgotamento foram debatidas por representantes de bancos públicos e privados, Osmar Martinez, gerente nacional de Negócios Imobiliários para Pessoa Jurídica do Bradesco, expôs os quatro cenários possíveis para o crédito imobiliário brasileiro: manutenção da exigibilidade dos recursos da caderneta de poupança com Selic em alta; manutenção da exigibilidade com Selic baixa; fim da exigibilidade com a Selic elevada; e fim da exigibilidade com a Selic baixa.
Considerando que a poupança cresce a 20% ao ano, enquanto o crédito imobiliário cresce a 40%, a melhor opção é que a poupança deixe de ser a principal fonte de financiamento. Esta última possibilidade - fim da exigibilidade dos recursos da poupança e Selic baixa - é o melhor dos mundos, pois será possível investir os ativos dos bancos em fontes primárias (empreendimentos imobiliários) e secundárias (papéis de crédito imobiliário), disse Martinez.
O custo do dinheiro é medido pelo quanto de moeda é investido na economia. Sem que o banco tenha de aplicar um teto máximo de recursos em habitação e obedecer o Mapa4, o crédito imobiliário passa a ser, efetivamente, negócio.
FONTES ALTERNATIVAS DE RECURSOS
Com a previsão de esgotamento da poupança, Luiz Antônio Nogueira de França, presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), defendeu o covered bonds, a securitização, a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LTI (Letras Financeiras com Lastro Imobiliário) como fontes de recursos para o crédito imobiliário.
Martinez, do Bradesco, defendeu o estímulo à emissão de LCI e Fernando Baumeier, superintendente da área de Planejamento e Funding de Negócios Imobiliários do Santander, considerou os covered bonds como a grande saída para a falta de recursos no Brasil, pois o risco fica completamente com os bancos, além das LCIs, da securitização e dos fundos de pensão.
Na Alemanha, esse instrumento de crédito, que já tem mais de 50 anos de uso, não registrou um único default. E na Espanha, 50% da carteira hipotecária foi gerada com covered bonds, que distribuirão 28 bilhões de euros até 2020. Esse mercado é pujante e assegura os investidores e os sistemas bancários, concluiu.
Hus Morgan Daroque, superintendente de Crédito Imobiliário do grupo Itaú-Unibanco, defendeu um mix de três fundings: poupança (captação de curto prazo), securitização e covered bonds ou LCIs, que são fontes de captação de longo prazo.
Da mesma forma pensa o superintendente executivo de Crédito Imobiliário e Consórcio do HSBC, Antonio Barbosa. A poupança não acabará, mas vai depender da quantidade de fundings disponíveis. A composição desses fundings garantirá o crescimento do mercado e da economia, opinou.
O presidente do comitê de produtos financeiros imobiliários da Anbima, Rodrigo Machado, disse que apesar de o covered bonds ser uma solução possível para a falta de crédito imobiliário, o instrumento atrela o mercado à capacidade de endividamento do investidor, e isso não é muito seguro. O mercado de capitais, por sua vez, é limitado à capacidade de poupança do mundo, defendeu.
Conforme Machado, os fundos de pensão ainda não trabalham com toda a sua capacidade e assim como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) são ativos de longo prazo, indexados a preços e com boas garantias para os investidores. O mercado secundário ainda não é uma realidade, mas estamos transformando essa indústria, que tem condições de ser o pilar de sustentação do setor imobiliário quando os recursos da poupança se tornarem insuficientes, finalizou.
Para incentivar o avanço da securitização no Brasil, Sergio Odilon dos Anjos, do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central, defendeu o cadastro positivo, pois a previsão contratual mitiga riscos financeiros, que por sua vez evitam a criação de passivos para as instituições financeiras. Transparência nas operações permitem favorecimento aos clientes. Deve-se lembrar que o crédito imobiliário é a porta de entrada para fidelizar a relação desses clientes com os bancos.
Na análise do representante do Banco Central, as letras financeiras com lastro imobiliário têm público distinto, são instrumentos modernos e devem ser estimulados. Aperfeiçoamentos precisam ser feitos com muita cautela para que as LFIs não percam suas características, recomendou.
Quanto às novas fontes de recursos, Odilon dos Anjos falou da necessidade de melhorar o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), a fim de permitir a ampliação dos prazos de financiamento. Afora isso, as condições são satisfatórias para estimular o mercado secundário, pois a inadimplência permanece em queda e o mercado adotou o loan-to-value definido no tratado de Basiléia II, que permite a mitigação de riscos financeiros.Fonte: R7/Imóvelweb
Considerando que a poupança cresce a 20% ao ano, enquanto o crédito imobiliário cresce a 40%, a melhor opção é que a poupança deixe de ser a principal fonte de financiamento. Esta última possibilidade - fim da exigibilidade dos recursos da poupança e Selic baixa - é o melhor dos mundos, pois será possível investir os ativos dos bancos em fontes primárias (empreendimentos imobiliários) e secundárias (papéis de crédito imobiliário), disse Martinez.
O custo do dinheiro é medido pelo quanto de moeda é investido na economia. Sem que o banco tenha de aplicar um teto máximo de recursos em habitação e obedecer o Mapa4, o crédito imobiliário passa a ser, efetivamente, negócio.
FONTES ALTERNATIVAS DE RECURSOS
Com a previsão de esgotamento da poupança, Luiz Antônio Nogueira de França, presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), defendeu o covered bonds, a securitização, a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LTI (Letras Financeiras com Lastro Imobiliário) como fontes de recursos para o crédito imobiliário.
Martinez, do Bradesco, defendeu o estímulo à emissão de LCI e Fernando Baumeier, superintendente da área de Planejamento e Funding de Negócios Imobiliários do Santander, considerou os covered bonds como a grande saída para a falta de recursos no Brasil, pois o risco fica completamente com os bancos, além das LCIs, da securitização e dos fundos de pensão.
Na Alemanha, esse instrumento de crédito, que já tem mais de 50 anos de uso, não registrou um único default. E na Espanha, 50% da carteira hipotecária foi gerada com covered bonds, que distribuirão 28 bilhões de euros até 2020. Esse mercado é pujante e assegura os investidores e os sistemas bancários, concluiu.
Hus Morgan Daroque, superintendente de Crédito Imobiliário do grupo Itaú-Unibanco, defendeu um mix de três fundings: poupança (captação de curto prazo), securitização e covered bonds ou LCIs, que são fontes de captação de longo prazo.
Da mesma forma pensa o superintendente executivo de Crédito Imobiliário e Consórcio do HSBC, Antonio Barbosa. A poupança não acabará, mas vai depender da quantidade de fundings disponíveis. A composição desses fundings garantirá o crescimento do mercado e da economia, opinou.
O presidente do comitê de produtos financeiros imobiliários da Anbima, Rodrigo Machado, disse que apesar de o covered bonds ser uma solução possível para a falta de crédito imobiliário, o instrumento atrela o mercado à capacidade de endividamento do investidor, e isso não é muito seguro. O mercado de capitais, por sua vez, é limitado à capacidade de poupança do mundo, defendeu.
Conforme Machado, os fundos de pensão ainda não trabalham com toda a sua capacidade e assim como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) são ativos de longo prazo, indexados a preços e com boas garantias para os investidores. O mercado secundário ainda não é uma realidade, mas estamos transformando essa indústria, que tem condições de ser o pilar de sustentação do setor imobiliário quando os recursos da poupança se tornarem insuficientes, finalizou.
Para incentivar o avanço da securitização no Brasil, Sergio Odilon dos Anjos, do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central, defendeu o cadastro positivo, pois a previsão contratual mitiga riscos financeiros, que por sua vez evitam a criação de passivos para as instituições financeiras. Transparência nas operações permitem favorecimento aos clientes. Deve-se lembrar que o crédito imobiliário é a porta de entrada para fidelizar a relação desses clientes com os bancos.
Na análise do representante do Banco Central, as letras financeiras com lastro imobiliário têm público distinto, são instrumentos modernos e devem ser estimulados. Aperfeiçoamentos precisam ser feitos com muita cautela para que as LFIs não percam suas características, recomendou.
Quanto às novas fontes de recursos, Odilon dos Anjos falou da necessidade de melhorar o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), a fim de permitir a ampliação dos prazos de financiamento. Afora isso, as condições são satisfatórias para estimular o mercado secundário, pois a inadimplência permanece em queda e o mercado adotou o loan-to-value definido no tratado de Basiléia II, que permite a mitigação de riscos financeiros.Fonte: R7/Imóvelweb
30 de novembro de 2010
Projeto reduz prazo para cartório registrar imóvel
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7889/10, do deputado Vitor Penido (DEM-MG), que reduz para 15 dias o prazo para que o Cartório de Registro de Imóveis efetue o registro. Atualmente, a Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/73) estabelece prazo de 30 dias.
"Esse prazo foi fixado na década de 70 do século passado, quando a comunicação era muito difícil, o País não possuía a estrutura de hoje, nem, tampouco, havia informatização", argumenta Penido.
A mudança, acrescenta, beneficiaria quem compra imóvel pelo Sistema Financeiro Habitacional. "Muitas aquisições deixam de se concretizar em face do prazo prolongado, já que o alienante recebe o preço somente após o registro", diz o deputado.
"Esse prazo foi fixado na década de 70 do século passado, quando a comunicação era muito difícil, o País não possuía a estrutura de hoje, nem, tampouco, havia informatização", argumenta Penido.
A mudança, acrescenta, beneficiaria quem compra imóvel pelo Sistema Financeiro Habitacional. "Muitas aquisições deixam de se concretizar em face do prazo prolongado, já que o alienante recebe o preço somente após o registro", diz o deputado.
29 de novembro de 2010
IGP-M de novembro de 2010 fica em 1,45%
O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) variou 1,45%, em novembro. Em outubro, o índice variou 1,01%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 1,84%. No mês anterior, a taxa foi de 1,30%. O índice relativo aos Bens Finais variou 1,34%, em novembro. Em outubro, este grupo de produtos mostrou variação de 1,53%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 8,50% para -3,21%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice Bens Finais (ex) registrou variação de 1,89%. Em outubro, a taxa foi de 0,83%.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,76%. Em outubro, a taxa foi de 0,21%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou acréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,06% para 0,92%, sendo o principal responsável pela aceleração do grupo. O índice Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,88%, ante 0,22%, em outubro.
No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou 3,92%, em novembro. No mês anterior, o índice registrou variação de 2,55%. Os itens bovinos (4,28% para 11,42%), soja (em grão) (5,04% para 9,72%) e algodão (em caroço) (2,40% para 13,49%) foram os principais responsáveis pela aceleração do grupo. Ao mesmo tempo, registraram-se desacelerações em itens como: minério de ferro (-3,83% para -8,13%), aves (4,99% para 0,97%) e laranja (15,40% para 3,26%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,81%, em novembro. No mês anterior, a variação foi de 0,56%. Quatro dos sete grupos componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para Alimentação (1,23% para 1,91%). Nesta classe de despesa, vale mencionar os itens: carnes bovinas (4,05% para 8,67%), frutas (-0,99% para 2,04%) e hortaliças e legumes (-1,70% para 0,61%).
Também apresentaram avanços em suas taxas os grupos: Transportes (0,15% para 0,72%), Vestuário (0,67% para 0,96%) e Despesas Diversas (0,23% para 0,25%). Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: gasolina (-0,24% para 1,59%), roupas masculinas (0,26% para 0,93%) e cerveja (1,67% para 2,18%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram decréscimos em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,45% para 0,19%), Educação, Leitura e Recreação (0,22% para 0,20%) e Habitação (0,28% para 0,27%). Nestas classes de despesa, os destaques foram: artigos de higiene e cuidado pessoal (0,79% para -0,35%), passagem aérea (2,67% para -0,20%) e taxa de água e esgoto residencial (1,33% para 0,00%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em novembro, variação de 0,36%, acima do resultado do mês anterior, de 0,15%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram aceleração: Serviços, de 0,29% para 0,48%, e Mão de Obra, de 0,03% para 0,59%. Já o índice relativo ao grupo Materiais e Equipamentos passou de 0,26%, no mês anterior, para 0,07%, nesta apuração.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 1,84%. No mês anterior, a taxa foi de 1,30%. O índice relativo aos Bens Finais variou 1,34%, em novembro. Em outubro, este grupo de produtos mostrou variação de 1,53%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 8,50% para -3,21%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice Bens Finais (ex) registrou variação de 1,89%. Em outubro, a taxa foi de 0,83%.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,76%. Em outubro, a taxa foi de 0,21%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou acréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,06% para 0,92%, sendo o principal responsável pela aceleração do grupo. O índice Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,88%, ante 0,22%, em outubro.
No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou 3,92%, em novembro. No mês anterior, o índice registrou variação de 2,55%. Os itens bovinos (4,28% para 11,42%), soja (em grão) (5,04% para 9,72%) e algodão (em caroço) (2,40% para 13,49%) foram os principais responsáveis pela aceleração do grupo. Ao mesmo tempo, registraram-se desacelerações em itens como: minério de ferro (-3,83% para -8,13%), aves (4,99% para 0,97%) e laranja (15,40% para 3,26%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,81%, em novembro. No mês anterior, a variação foi de 0,56%. Quatro dos sete grupos componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para Alimentação (1,23% para 1,91%). Nesta classe de despesa, vale mencionar os itens: carnes bovinas (4,05% para 8,67%), frutas (-0,99% para 2,04%) e hortaliças e legumes (-1,70% para 0,61%).
Também apresentaram avanços em suas taxas os grupos: Transportes (0,15% para 0,72%), Vestuário (0,67% para 0,96%) e Despesas Diversas (0,23% para 0,25%). Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: gasolina (-0,24% para 1,59%), roupas masculinas (0,26% para 0,93%) e cerveja (1,67% para 2,18%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram decréscimos em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,45% para 0,19%), Educação, Leitura e Recreação (0,22% para 0,20%) e Habitação (0,28% para 0,27%). Nestas classes de despesa, os destaques foram: artigos de higiene e cuidado pessoal (0,79% para -0,35%), passagem aérea (2,67% para -0,20%) e taxa de água e esgoto residencial (1,33% para 0,00%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em novembro, variação de 0,36%, acima do resultado do mês anterior, de 0,15%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram aceleração: Serviços, de 0,29% para 0,48%, e Mão de Obra, de 0,03% para 0,59%. Já o índice relativo ao grupo Materiais e Equipamentos passou de 0,26%, no mês anterior, para 0,07%, nesta apuração.
25 de novembro de 2010
Corretores de imóveis podem ter isenção de IPI na compra de veículos
Os filiados aos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis (Creci's) que destinem seus veículos ao exercício da profissão poderão ter isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóveis. É o que estabelece projeto aprovado na quarta-feira (24) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
O projeto (PLS 197/10) agora segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde terá decisão terminativa.Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado.
Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. .
O texto é de autoria do então senador Romeu Tuma (1931-2010) e contou com o voto favorável do senador Gerson Camata (PMDB-ES). Em seu relatório, Camata incluiu no projeto a obrigatoriedade de filiação do corretor de imóveis à Creci, autarquia na qual devem ser inscritos esses profissionais. O relator ressaltou que, por se tratar de uma matéria referente ao estímulo ao emprego, cabe a aprovação pela CDH.
O PLS altera a Lei 9.989/95, que trata de diversas situações referentes a isenção de IPI.
O projeto (PLS 197/10) agora segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde terá decisão terminativa.Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado.
Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. .
O texto é de autoria do então senador Romeu Tuma (1931-2010) e contou com o voto favorável do senador Gerson Camata (PMDB-ES). Em seu relatório, Camata incluiu no projeto a obrigatoriedade de filiação do corretor de imóveis à Creci, autarquia na qual devem ser inscritos esses profissionais. O relator ressaltou que, por se tratar de uma matéria referente ao estímulo ao emprego, cabe a aprovação pela CDH.
O PLS altera a Lei 9.989/95, que trata de diversas situações referentes a isenção de IPI.
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