31 de outubro de 2011

Imóveis - Cuidados para evitar prejuízos

O sonho da maioria das pessoas de antemão é conquistar a própria moradia. De uns anos pra cá, a possibilidade dessa conquista vem sendo mais viável graças ao crédito imobiliário. Mas é preciso ter cuidado, o que significa cautela. Dados do Banco Central mostram que o avanço do financiamento imobiliário vem impulsionando o crescimento das operações de crédito no Brasil. Para se ter uma ideia, em 12 meses, terminados em junho, o financiamento de imóveis acumulou alta de 50%.

Por ser uma dívida de longo prazo e que pode comprometer o orçamento familiar, se faz necessário atentar para não correr riscos de sofrer prejuízo.O primeiro passo é avaliar criteriosamente o imóvel, verificar fatores como a infraestrutura do local onde se pretende morar; se vai ser bem abastecido pela localização como a presença de transportes, escolas, supermercados e outros estabelecimentos comerciais; e se a região está sendo valorizada ou não.

Outro fator que se deve constatar de acordo com as dicas de especialistas é fazer um levantamento completo da construtora e da incorporadora. O relatório deve mostrar se o empreendimento está devidamente registrado no cartório de imóveis, se o memorial descritivo também está registrado no cartório e se não há processos ou problemas que venham a desabonar não só o CNPJ dessa construtora, como seus representantes. Neste contexto é importante contratar um advogado especialista em Direito Imobiliário. O zelo pode precaver qualquer tipo de insatisfação.

ORGANIZAR BEM AS FINANÇAS

O comprador deve colocar numa planilha todas as suas despesas principais e só do que sobrar tirar 30% para destinar ao pagamento da dívida do financiamento. Vale atentar: Para ser uma operação ainda mais segura, o interessante é fazer o possível para pagar a prestação e ainda fazer uma reserva para investir. Esse planejamento facilita, por exemplo, a quitação do imóvel com a vantagem de obter descontos, pois ao antecipar o saldo devedor é possível amortizar as taxas de juros.

Caso opte pelo financiamento bancário, é importante que o comprador faça uma pesquisa das taxas de juros. Conversar inicialmente com o gerente do banco no qual o comprador é correntista ou já tem alguma aplicação, já que, dependendo do relacionamento com a instituição, ele pode conseguir condições melhores. Mas, há outra advertência: reparar na taxa de administração.

ATENÇÃO PARA OS IMÓVEIS NA PLANTA

Para imóveis já prontos, pagar 40% de entrada é uma boa estratégia, mas para os que ainda estão na planta, é bom limitar o valor em 30% no percurso da obra. Só assim o cliente evita riscos, caso a construtora venha a falir ou tenha algum problema na obra.

E com relação ao prazo de recebimento, é bom que fique bem claro. É importante que conste uma multa contratual, no caso de a construtora atrasar a obra, de valor equivalente ao que o mutuário pagaria, em caso de inadimplência com alguma prestação do financiamento. Esta multa geralmente é de 1% a 2% do valor da prestação.

Por fim, em resumo, o comprador deve acompanhar a evolução do financiamento por meio de boletos mensais, que, por sua vez, devem conter: prestação de amortização, seguros obrigatórios, taxa de administração, saldo devedor, número da prestação que está sendo paga e prazo do financiamento.

Com informações do Jornal O Estado

28 de outubro de 2011

"A curva continua ascendente" garante Secovi-CE

O número impressiona. O valor de R$1,142 bilhões foi o volume total de vendas do primeiro semestre de 2011 (dados colhidos até 30 de junho). Segundo o presidente do Sistema Secovi, Sérgio Porto, o mercado continua a ascender diferente de outros estados como São Paulo, onde o resultado já mostra uma pequena queda. Em 2009, esse número era de 0,726, em 2010 saltou para 1,029 e agora o valor atual que ainda demonstra crescimento, embora menor se comparado aos dos anos anteriores.

DESTAQUES DE 2011

O que mais subiu entre 2010 e 2011, em termos de vendas, foi o apartamento de um quarto. E quem menos subiu na área residencial desse semestre foram os apartamentos de cinco quartos. O mercado continua tendo como carro chefe os apartamentos de três dormitórios, embora os de dois quartos também tenham trazidos resultados significativos pelo fato da diminuição das famílias.

Foi observado o aumento da área total em metros quadrados dos prédios. Os empreendimentos estão cada vez maiores, com mais área no que consiste a mudança na concepção dos lançamentos que compartilham as áreas comuns e tornam os preços dos condomínios mais baratos. Atrativo para compra.

Dentre os bairros mais procurados, a Aldeota está em primeiro lugar, seguido do Porto das Dunas, ambos lideram a tabela com maior volume de vendas. O bairro conhecido por ser o coração de Fortaleza, onde tudo se concentra, vendeu R$ 228,56 milhões com valor médio do m² em R$5.649.

O Porto das Dunas, a grande revelação e com estimativa de que se mantenha, gerou R$ 186,04 milhões, com valor em média de R$ 5.048 o m². Segundo Porto, vários são os atrativos para local: o maior parque da América Latina, a ponte do Sabiaguaba (do Cocó) – vai ligar a ponte ao anel do Eusébio, a duplicação da Maestro Lisboa, o Aquaville, Alphaville, os hotéis luxuosos em torno com campo de golfe etc.

Meireles, Cocó, e Guararapes, nessa ordem, também estão na tabela de destaque. A grande novidade também é o bairro Guararapes ter entrado para lista.

Com informações do site Gestor Imobiliário.

27 de outubro de 2011

É hora e vez dos imóveis no Nordeste, diz avaliadora

Dados do IBGE identificam que no terceiro trimestre de 2010 os três líderes de crescimento do PIB foram o Ceará, Pernambuco - ambos com evolução de 8,4%, e a Bahia, com 6,4%.

Salvador, BA - Para 2011, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nordestino é estimado para além de 5%, contra 4% da projeção brasileira. A região concentra o maior crescimento de renda do País, superando anualmente a média nacional para este quesito.


Oliveira opina que atualmente nenhuma outra localidade do Brasil é tão promissora quanto o Nordeste, quando o assunto é investimento em imóveis, a médio prazo. “Há uma década, alguns terrenos e fazendas nos arredores das grandes cidades (nordestinas) eram vendidos a um real o m2. Hoje, o mesmo terreno é vendido por R$ 300 o m2 - e vai valorizar ainda mais nos próximos anos”, acredita o executivo.

Com base nesses e outros dados, o diretor executivo da Consul Patrimonial – especializada em avaliação de imóveis, Marcos Vinicius de Oliveira, acredita que o mercado imobiliário regional “é a bola da vez” para os investimentos fora do eixo Rio-São Paulo.


Com informações do blog Gestor Imobiliário.

26 de outubro de 2011

Construção civil contratou 38,7 mil novos trabalhadores em agosto

Alta no nível de emprego já é de 9,44% em 2011, segundo levantamento da FGV.

Pesquisa mensal realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou a contratação de 38.770 trabalhadores com carteira assinada na construção civil, elevando o nível de empregos formais em 1,27% no mês de agosto em comparação a julho. No ano de 2011, o aumento já é de 9,44%. No acumulado de 12 meses foram empregados 223.293 novos profissionais (7,77%).

Para o presidente do SindusCon-SP, Sérgio Watanabe, "os dados demonstram que a construção segue crescendo, embora em um patamar menos vertiginoso do que em 2010. Isto significa que o setor continua aquecido e está ascendendo de forma mais gradual."

Com as novas contratações, a construção brasileira empregava um total de 3.096.470 trabalhadores com carteira em agosto. A pesquisa mostra ainda que o nível de emprego na construção civil cresceu mais na região Norte (2,62%), seguida pela Nordeste (1,53%), Sul (1,34%) e Centro-Oeste (1,42%). A região Sudeste foi a que obteve menor alta (0,96%).

No mês, foram mais 4.350 novos trabalhadores com carteira assinada só no Estado de São Paulo (0,54%). Ao final dos oito primeiros meses de 2011, as construtoras paulistas já somavam 804.253 empregados com carteira assinada. Entretanto, as regiões de São José dos Campos e Bauru apresentaram uma queda no nível de emprego.

Com informações da CBIC.

25 de outubro de 2011

Hoje é um Dia Especial

REFINANCIAMENTO DE IMÓVEL COM TROCO

Modalidade é uma espécie de refinanciamento de imóveis para quem ainda tem um saldo remanesdente do crédito imobiliário feito com o banco.

A Caixa Econômica Federal abriu a possibilidade dos clientes com financiamento imobiliário na instituição realizarem um novo empréstimo dando o imóvel como garantia. É uma espécie de "troca com troco", segundo explicou o superintendente de Clientes de Média e Alta Renda, Humberto José Teófilo Magalhães.

Nessa nova modalidade, o cliente que possui saldo remanescente do financiamento imobiliário acessa um crédito em valor maior do que o necesário para quitá-lo. Por exemplo, se necessita de R$ 20 mil para fazer a quitação do imóvel, toma uma empréstimo de R$ 50 mil. A diferença, ou o "troco", pode ser utilizada para qualquer finalidade. O imóvel continua como garantia da operação de crédito.

As condições são as mesmas da linha de refinanciamento de imóveis, chamado de Crédito Aporte Caixa e que no ano passado foi remodelado. Nela, o cliente que possui um imóvel (residencial ou comercial) ou terreno pode tomar um crédito equivalente a até 70% do valor do imóvel por um prazo máximo de 180 meses. A taxa de juros é, em média, 1,5% ao mês mais a variação da TR. "É interessante ao cliente. Quando se olha o mercado bancário, a taxa de crédito pessoal fica entre 4% e 5%ao mês", avalia Magalhães.

A Caixa já liberou R$ 1,3 bilhão nessas operações até setembro, um avanço de 310% sobre o realizado durante todo o ano de 2010. Atualmente, essa carteira de crédito está em R$ 1,55 bilhão e o objetivo é chegar a R$ 1,8 bilhão até dezembro.
O valor médio da operação é de R$ 140 mil.

De acordo com o executivo, o refinanciamento em geral demandado por três perfis de clientes: o que deseja realizar novos investimentos em um negócio próprio; aqueles que vão comprar um segundo imóvel; e os que buscam uma fonte de recursos barata para refinanciar uma dívida.

Com informações da CBIC.

24 de outubro de 2011

Engenharia Civil está em alta

As universidades brasileiras formam todos os anos cerca de 12 mil engenheiros civis. Embora o número seja grande, ainda não é suficiente para atender à demanda do mercado.

"Precisaríamos de três vezes isso", diz a professora Cássia Silveira de Assis, coordenadora do curso de engenharia civil do Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo. "O início das obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e para as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 tornou essa necessidade mais urgente. Além disso, a estabilidade econômica e o crescimento do país continuarão impulsionando a carreira do engenheiro civil."

O mesmo vale para profissionais tecnólogos e técnicos. Segundo ela, a estagnação econômica que o setor viveu nas décadas de 1970 e 1980 e a falta de investimentos obrigaram muitos engenheiros civis a optar pela carreira na área financeira. Agora o setor vive um momento de grande expansão, reflexo também dos investimentos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Com a necessidade de construção de novas estradas e pontes, de novos viadutos, estádios e aeroportos, há também um grande filão a explorar nas áreas de restauração e manutenção de prédios, estações de metrô, túneis, avenidas e rodoviárias.

As empresas de construção tentam atrair os profissionais de volta - além de buscar recém-formados nas universidades. Tudo com salários atraentes. O mercado internacional também se abriu para o engenheiro brasileiro, que hoje trabalha em obras na Venezuela, na Austrália, em Moçambique ou em Dubai. "Diariamente, recebo consultas de grandes empresas em busca de profissionais para trabalhar", diz Cássia. "Qualquer país em desenvolvimento vai sempre precisar de profissionais da área de engenharia civil para poder crescer."

Com informações da Revista Época.