Para evitar prejuízos e descontentamento, comprador precisa tomar um série de cuidados
Comprar um imóvel exige um grande investimento. Seja o imóvel novo, usado ou ainda na planta, o comprador precisa estar ciente dos aspectos envolvidos no fechamento do contrato para evitar prejuízos e descontentamentos. Confira abaixo algumas dicas para cada situação:
Imóvel novo: Faça uma consulta junto ao Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) para verificar a idoneidade da construtora/incorporadora e cheque outros empreendimentos já concluídos pela empresa, observando se eles estão cadastrados no Cartório de Registro de Imóveis competente.
Verifique a localização do imóvel e observe os aspectos ao redor que possam colocá-lo em risco ou desvalorizá-lo. Exija o memorial descritivo, documento que relaciona os materiais e equipamentos utilizados na obra e identifique a marca e a qualidade dos acabamentos.
Imóvel usado: Agende visitas ao imóvel durante o dia, para avaliar melhor as reais condições - como rachaduras, infiltrações e mofo, que em outros horários passam despercebidas - e durante a noite, para verificar aspectos de segurança e movimento dos arredores. Observe a incidência do sol, iluminação, ventilação e localização.
Exija a matrícula atualizada no Cartório de Registro de Imóveis. Por meio dela, é possível verificar todas as informações referentes ao imóvel - endereço, metragem, projeto, possíveis obras de modificação, transações, escritura, etc. Solicite a cópia do projeto arquitetônico da edificação devidamente aprovada pela Prefeitura e, em tratando-se de imóvel em condomínio, a cópia da convenção.
Se a negociação estiver sendo intermediada por uma imobiliária, verifique se ela está cadastrada no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).
Imóvel na planta: Verifique o memorial descritivo da incorporação. Nele estão informações como escritura do terreno, negativa de débito da prefeitura (que aponta se o IPTU está em dia), projeto aprovado pela prefeitura, documentos sobre a empresa e sobre os sócios da empresa, material e equipamentos utilizados. Esse memorial de incorporação deve estar registrado no Registro de Imóveis e geralmente está exposto nos plantões de venda.
Certifique-se de que as informações contidas no folheto publicitário condizem com a planta apresentada. Guarde todo o material promocional do empreendimento, que poderá ser útil no momento da negociação. Solicite referências comerciais de outras obras realizadas pela construtora.(PortalExame)
10 de junho de 2010
9 de junho de 2010
É vantagem adquirir pacotes de personalização para compra de imóvel na planta?
Apartamento na Aldeota, com várias opções de plantas, veja mais detalhes » www.jardimeuropacondominium.com.br Cada vez mais preocupada em atender aos anseios e necessidades específicas dos compradores de imóveis as construtoras e incorporadoras investem na personalização das plantas de seus lançamentos.
Segundo a arquiteta paulista Renata Marques, com larga experiência no trabalho com as grandes incorporadoras no gerenciamento de projetos desta natureza, a principal vantagem deste tipo de aquisição é a garantia da execução do trabalho e cumprimento de prazos pela empresa responsável pela obra. É sem dúvida uma situação interessante para o comprador que recebe o imóvel pronto, com todos os opcionais escolhidos e ainda conta com a garantia da construtora, avalia.
A solução parece muito atraente, pois assegura que as alterações solicitadas sejam realizadas ainda na fase de planejamento. Há uma economia por parte do consumidor que não precisa pagar duas vezes pelo mesmo serviço, como acontecia no passado. No processo anterior, o cliente precisava aguardar a entrega do imóvel para modificá-lo através de reforma, era necessário quebrar os acabamentos e, muitas vezes, mexer até a estrutura do imóvel para transformá-lo de acordo com o desejo do proprietário, explica Renata.
Incentivando a personalização durante o processo de construção, as incorporadoras facilitam a vida do dono do imóvel e ainda geram economia, uma vez que eles podem optar ainda na fase de projeto pelo tipo de acabamento, por exemplo, que vão querer ver na obra terminada. Outra vantagem é não perder a garantia do imóvel, quando se opta pela reforma, por exemplo, o cliente perde a garantia por serviços como a impermeabilização do piso, encanamentos, instalação elétrica, entre outros.
Este tipo de customização dos ambientes costuma ser oferecida em kits, onde o consumidor deve escolher uma entre diferentes opções pré-selecionadas pela responsável pela obra. Para os empreendimentos de alto padrão costuma existir a possibilidade da personalização completa, onde o proprietário decide todos os detalhes da obra e ainda pode destinar um arquiteto de sua escolha para acompanhar o processo, sempre em conjunto com a construtora, que supervisiona o projeto.
Renata chama atenção para um ponto crucial para o sucesso deste tipo de acordo, é muito importante o cliente entender quais as especificações básicas que fazem parte do memorial descritivo de venda para que possa escolher as especificações sugeridas. Em caso de futura reclamação uma das únicas garantias do cliente é o memorial descritivo de venda, adverte a arquiteta.
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8 de junho de 2010
Saiba quando alugar é mais vantajoso que comprar um imóvel
Comprar a casa própria é o sonho de grande parte dos brasileiros. E esse sonho se tornou mais próximo da realidade nos últimos anos, em função das diversas linhas de crédito disponíveis nos bancos para financiamento imobiliário, prazos mais longos de pagamento e subsídios do governo federal para a aquisição da moradia, com o programa Minha casa, minha vida. Com as contas na ponta do lápis, no entanto, a compra da casa própria nem sempre é o melhor negócio, segundo especialistas em finanças pessoais. A alta da taxa de juros do crédito imobiliário, o risco de desvalorização do imóvel e o prazo longo para a quitação dos empréstimos podem fazer com que o aluguel seja mais vantajoso do que a compra.
“A aquisição do imóvel pode valer a pena se a pessoa for morar nele. É uma ilusão achar que a tendência é só de valorização, já que o bem sofre depreciação. Além disso, os custos para a manutenção do terreno são elevados, como o pagamento do condomínio e impostos”, afirma Jurandir Fel Macedo, planejador financeiro e professor de finanças da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A reforma de um imóvel com 20 anos de uso, por exemplo, vai consumir recursos que equivalem à faixa de 20% a 30% do valor do bem, estima o consultor.
Macedo ressalta que desde julho de 1994, início do Plano Real, um investimento de R$ 10 mil aplicado em um título público vinculado à Selic (taxa de juros básica da economia) valeria, hoje, cerca de R$ 240 mil. “Pouquíssimos imóveis tiveram essa valorização. E, em alguns fundos ou ações, esse rendimento poderia ter sido ainda maior”, afirma.
A rentabilidade média dos aluguéis sobre o valor dos imóveis em Belo Horizonte variou de 0,28% a 0,55%, segundo pesquisa da Fundação Ipead, divulgada em abril em parceria com a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-MG). “Pelo lado racional e financeiro, vale mais a pena alugar o imóvel. Mas é lógico que não pode ser deixada de lado a parte emocional e a vontade de comprar a casa própria, pois as pessoas ficam mais animadas a fazer reformas e investir no bem”, ressalta Macedo.
Na avaliação do especialista, a compra do imóvel, atualmente, é mais favorável para as famílias de baixa renda (rendimento mensal de até R$ 1,5 mil), pois elas contam com subsídios maiores nas linhas de financiamento dos bancos, o que leva a taxas de juros mais baixas embutidas nos empréstimos. Além disso, proporcionalmente, o valor do aluguel de um imóvel para a baixa renda é mais alto do que uma unidade de luxo. Antes de contrair um financiamento, na avaliação de Macedo, é recomendado que o interessado junte uma boa parte do valor da quantia do imóvel para dar de entrada.
Já o presidente da CMI-MG, Ariano Cavalcanti de Paula, faz ressalvas em relação ao investimento em imóvel. “Nos últimos tempos, o mercado está muito aquecido e o valor das unidades está subindo muito. Depois que a pessoa terminar de juntar o dinheiro, pode ser que não consiga comprar o imóvel”, diz. Ele concorda que o interessado na compra da casa própria deve tentar sempre pagar o máximo do valor à vista, mas avalia que nem sempre vale mais a pena comprar. “Se a pessoa está morando na cidade só por um período ou investindo em outra atividade mais rentável, vale mais a pena alugar”, afirma Cavalcanti de Paula. Ele ressalta que o imóvel é um produto caro e a decisão de compra deve ser tomada com segurança.
O diretor-presidente da imobiliária Lar Imóveis, Luiz Antônio Rodrigues, avalia que a compra da casa própria depende da necessidade individual. “Muitas vezes, a pessoa não quer abrir mão da vida particular e do lazer para investir no imóvel. Ou então tem uma reserva de dinheiro e quer capitalizar a própria empresa”, observa Rodrigues. Ele lembra que, como os índices de inflação estão baixos, assim como o rendimento das aplicações financeiras, muitos imóveis exibem valorização superior àquela mostrada pelas opções de investimento nos bancos.(GeorgeaChoucair-Estaminas)
“A aquisição do imóvel pode valer a pena se a pessoa for morar nele. É uma ilusão achar que a tendência é só de valorização, já que o bem sofre depreciação. Além disso, os custos para a manutenção do terreno são elevados, como o pagamento do condomínio e impostos”, afirma Jurandir Fel Macedo, planejador financeiro e professor de finanças da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A reforma de um imóvel com 20 anos de uso, por exemplo, vai consumir recursos que equivalem à faixa de 20% a 30% do valor do bem, estima o consultor.
Macedo ressalta que desde julho de 1994, início do Plano Real, um investimento de R$ 10 mil aplicado em um título público vinculado à Selic (taxa de juros básica da economia) valeria, hoje, cerca de R$ 240 mil. “Pouquíssimos imóveis tiveram essa valorização. E, em alguns fundos ou ações, esse rendimento poderia ter sido ainda maior”, afirma.
A rentabilidade média dos aluguéis sobre o valor dos imóveis em Belo Horizonte variou de 0,28% a 0,55%, segundo pesquisa da Fundação Ipead, divulgada em abril em parceria com a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-MG). “Pelo lado racional e financeiro, vale mais a pena alugar o imóvel. Mas é lógico que não pode ser deixada de lado a parte emocional e a vontade de comprar a casa própria, pois as pessoas ficam mais animadas a fazer reformas e investir no bem”, ressalta Macedo.
Na avaliação do especialista, a compra do imóvel, atualmente, é mais favorável para as famílias de baixa renda (rendimento mensal de até R$ 1,5 mil), pois elas contam com subsídios maiores nas linhas de financiamento dos bancos, o que leva a taxas de juros mais baixas embutidas nos empréstimos. Além disso, proporcionalmente, o valor do aluguel de um imóvel para a baixa renda é mais alto do que uma unidade de luxo. Antes de contrair um financiamento, na avaliação de Macedo, é recomendado que o interessado junte uma boa parte do valor da quantia do imóvel para dar de entrada.
Já o presidente da CMI-MG, Ariano Cavalcanti de Paula, faz ressalvas em relação ao investimento em imóvel. “Nos últimos tempos, o mercado está muito aquecido e o valor das unidades está subindo muito. Depois que a pessoa terminar de juntar o dinheiro, pode ser que não consiga comprar o imóvel”, diz. Ele concorda que o interessado na compra da casa própria deve tentar sempre pagar o máximo do valor à vista, mas avalia que nem sempre vale mais a pena comprar. “Se a pessoa está morando na cidade só por um período ou investindo em outra atividade mais rentável, vale mais a pena alugar”, afirma Cavalcanti de Paula. Ele ressalta que o imóvel é um produto caro e a decisão de compra deve ser tomada com segurança.
O diretor-presidente da imobiliária Lar Imóveis, Luiz Antônio Rodrigues, avalia que a compra da casa própria depende da necessidade individual. “Muitas vezes, a pessoa não quer abrir mão da vida particular e do lazer para investir no imóvel. Ou então tem uma reserva de dinheiro e quer capitalizar a própria empresa”, observa Rodrigues. Ele lembra que, como os índices de inflação estão baixos, assim como o rendimento das aplicações financeiras, muitos imóveis exibem valorização superior àquela mostrada pelas opções de investimento nos bancos.(GeorgeaChoucair-Estaminas)
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7 de junho de 2010
Financiamento de imóvel com poupança cresce 85% em um ano e bate recorde em abril
SÃO PAULO O volume de empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceu 85% em abril, frente ao mesmo período do ano passado, para o recorde de R$ 4,3 bilhões. Este foi o melhor resultado da história do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).
Frente a março deste ano, foi registrado crescimento de 6% do montante contratado, uma vez que no terceiro mês do ano o volume era de R$ 4,1 bilhões.
Considerando o primeiro quadrimestre deste ano, os financiamentos com recursos da poupança totalizaram R$ 14,3 bilhões, registrando alta de 74% na comparação com o mesmo período de 2009.
Unidades financiadas
Em abril, 37.537 imóveis foram financiados com recursos da poupança, um volume 65% superior ao registrado no mesmo mês de 2009. Se comparado a março, o aumento foi de 30%.
No primeiro quadrimestre, foram 114.076 unidades adquiridas por meio de recursos da poupança, 46% acima dos números do mesmo período de 2009.
Em relação ao resultado da poupança no quarto mês do ano, os dados mostraram a captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 1,2 bilhão, com o saldo atingindo R$ 262 bilhões.(Infomoney)
Frente a março deste ano, foi registrado crescimento de 6% do montante contratado, uma vez que no terceiro mês do ano o volume era de R$ 4,1 bilhões.
Considerando o primeiro quadrimestre deste ano, os financiamentos com recursos da poupança totalizaram R$ 14,3 bilhões, registrando alta de 74% na comparação com o mesmo período de 2009.
Unidades financiadas
Em abril, 37.537 imóveis foram financiados com recursos da poupança, um volume 65% superior ao registrado no mesmo mês de 2009. Se comparado a março, o aumento foi de 30%.
No primeiro quadrimestre, foram 114.076 unidades adquiridas por meio de recursos da poupança, 46% acima dos números do mesmo período de 2009.
Em relação ao resultado da poupança no quarto mês do ano, os dados mostraram a captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 1,2 bilhão, com o saldo atingindo R$ 262 bilhões.(Infomoney)
4 de junho de 2010
Lotéricas podem negociar crédito para casa própria
Expansão. Qualquer lotérica pode ser agente imobiliário, basta preencher requisitos exigidos
Muita gente não sabe, mas o financiamento da casa própria também pode ser feito por meio das casas lotéricas, desde que credenciadas pela Caixa Econômica Federal (CEF). De dezembro de 2009 a maio deste ano, o número de agências autorizadas a fazer essa intermediação no país cresceu 80%, passando de 155 para 270 canais de atendimento, de acordo com levantamento da estatal. Em 2009, a Caixa movimentou cerca de R$ 127 milhões em financiamento através das lotéricas. De janeiro a maio deste ano, o volume já chega a R$ 176 milhões.
A comissão das agências varia de R$ 15 até 1% do valor da operação. A Caixa informou ontem que autoriza qualquer casa lotérica a preparar todo o processo para concessão do crédito habitacional.
A lotérica abre o processo e prepara a documentação. Se estiver tudo em ordem, o cliente precisa ir à agência bancária apenas para assinar o contrato. "Nós acreditamos que assim que as lotéricas perceberem as vantagens, elas vão aderir", disse o gerente nacional da rede lotérica da Caixa, Antônio Carlos Barasoul.
Ele lembra que em um financiamento de R$ 100 mil, a comissão pode chegar a R$ 1 mil. Até mês passado, 2.746 contratos foram encaminhados à instituição, via casa lotérica. Para ser autorizada, continua Barasoul, o empresário deve, primeiro, manifestar o interesse junto ao banco. Outros requisitos são possuir local e sinalização adequados para atender os clientes, destacar um funcionário para receber treinamento e assinar um termo aditivo para prestar o serviço.
O engenheiro civil Hermilo Rodrigues Pereira da Silva, 57, é um dos 40 agentes lotéricos de Minas Gerais credenciados pela Caixa. "É um pouco chatinho, mas ao mesmo tempo é gostoso ver a pessoa realizar o sonho da casa própria". Ele é dono de uma lotérica na Feira dos Produtores, no bairro Cidade Nova, região Nordeste de BH. Desde 2008 atua como correspondente bancário e imobiliário e já encaminhou cerca de 20 contratos para a CEF.
"Organizo toda a papelada, preencho as guias e até acompanho o cliente na hora da assinatura do contrato", diz. Além de atender a clientela do bairro, já prestou serviço para parentes e funcionários. O presidente do Sindicato dos Lotéricos de Minas Gerais (Sicoemg), Marcelo Gomes de Araújo, avalia que a iniciativa é positiva. Ele afirma que há três anos encaminhou proposta à Caixa para que a casa lotérica se transformasse em um "balcão de negócios", com a venda de seguros, consórcios, entre outros serviços. "Para isso é preciso que as agências estejam preparadas e com pessoal treinado", completou. Segundo ele, a proposta ainda se encontra em análise.
O consultor jurídico da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-MG), Kênio Pereira, avalia que qualquer iniciativa para aumentar o acesso das pessoas à casa própria "é saudável". "Mais isso deve ser feito em local adequado e por meio de pessoas altamente qualificadas", salienta.
Sul lidera em número de concessão
Segundo o gerente nacional da rede lotérica da Caixa, Antônio Carlos Barasoul, o Estado do Rio Grande do Sul é o que mais aderiu à modalidade de prestação de serviços. De janeiro a maio, as 92 casas lotéricas credenciadas no Estado foram responsáveis pelo encaminhamento de 919 contratos de financiamento, em um valor total de R$ 54,4 milhões. Para se ter uma ideia, o volume em Minas Gerais foi de R$ 18,2 milhões, no mesmo período.
Panorama
De janeiro a maio, 2.746 contratos foram encaminhados à Caixa Econômica Federal, por meio das casas lotéricas em todo Brasil.
No mesmo período, as 40 lotéricas credenciadas em Minas Gerais foram responsáveis pelo envio de 328 contratos de financiamento da casa própria, com uma movimentação de cerca de R$ 18,2 milhões.
No país, há cerca de 10.344 casas lotéricas. Desse total, 270 atuam como correspondente imobiliário.
Muita gente não sabe, mas o financiamento da casa própria também pode ser feito por meio das casas lotéricas, desde que credenciadas pela Caixa Econômica Federal (CEF). De dezembro de 2009 a maio deste ano, o número de agências autorizadas a fazer essa intermediação no país cresceu 80%, passando de 155 para 270 canais de atendimento, de acordo com levantamento da estatal. Em 2009, a Caixa movimentou cerca de R$ 127 milhões em financiamento através das lotéricas. De janeiro a maio deste ano, o volume já chega a R$ 176 milhões.
A comissão das agências varia de R$ 15 até 1% do valor da operação. A Caixa informou ontem que autoriza qualquer casa lotérica a preparar todo o processo para concessão do crédito habitacional.
A lotérica abre o processo e prepara a documentação. Se estiver tudo em ordem, o cliente precisa ir à agência bancária apenas para assinar o contrato. "Nós acreditamos que assim que as lotéricas perceberem as vantagens, elas vão aderir", disse o gerente nacional da rede lotérica da Caixa, Antônio Carlos Barasoul.
Ele lembra que em um financiamento de R$ 100 mil, a comissão pode chegar a R$ 1 mil. Até mês passado, 2.746 contratos foram encaminhados à instituição, via casa lotérica. Para ser autorizada, continua Barasoul, o empresário deve, primeiro, manifestar o interesse junto ao banco. Outros requisitos são possuir local e sinalização adequados para atender os clientes, destacar um funcionário para receber treinamento e assinar um termo aditivo para prestar o serviço.
O engenheiro civil Hermilo Rodrigues Pereira da Silva, 57, é um dos 40 agentes lotéricos de Minas Gerais credenciados pela Caixa. "É um pouco chatinho, mas ao mesmo tempo é gostoso ver a pessoa realizar o sonho da casa própria". Ele é dono de uma lotérica na Feira dos Produtores, no bairro Cidade Nova, região Nordeste de BH. Desde 2008 atua como correspondente bancário e imobiliário e já encaminhou cerca de 20 contratos para a CEF.
"Organizo toda a papelada, preencho as guias e até acompanho o cliente na hora da assinatura do contrato", diz. Além de atender a clientela do bairro, já prestou serviço para parentes e funcionários. O presidente do Sindicato dos Lotéricos de Minas Gerais (Sicoemg), Marcelo Gomes de Araújo, avalia que a iniciativa é positiva. Ele afirma que há três anos encaminhou proposta à Caixa para que a casa lotérica se transformasse em um "balcão de negócios", com a venda de seguros, consórcios, entre outros serviços. "Para isso é preciso que as agências estejam preparadas e com pessoal treinado", completou. Segundo ele, a proposta ainda se encontra em análise.
O consultor jurídico da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-MG), Kênio Pereira, avalia que qualquer iniciativa para aumentar o acesso das pessoas à casa própria "é saudável". "Mais isso deve ser feito em local adequado e por meio de pessoas altamente qualificadas", salienta.
Sul lidera em número de concessão
Segundo o gerente nacional da rede lotérica da Caixa, Antônio Carlos Barasoul, o Estado do Rio Grande do Sul é o que mais aderiu à modalidade de prestação de serviços. De janeiro a maio, as 92 casas lotéricas credenciadas no Estado foram responsáveis pelo encaminhamento de 919 contratos de financiamento, em um valor total de R$ 54,4 milhões. Para se ter uma ideia, o volume em Minas Gerais foi de R$ 18,2 milhões, no mesmo período.
Panorama
De janeiro a maio, 2.746 contratos foram encaminhados à Caixa Econômica Federal, por meio das casas lotéricas em todo Brasil.
No mesmo período, as 40 lotéricas credenciadas em Minas Gerais foram responsáveis pelo envio de 328 contratos de financiamento da casa própria, com uma movimentação de cerca de R$ 18,2 milhões.
No país, há cerca de 10.344 casas lotéricas. Desse total, 270 atuam como correspondente imobiliário.
2 de junho de 2010
Novo índice imobiliário (Ibri) deve ser implantado no 2º semestre
SÃO PAULO (Reuters) - O Índice Brasileiro de Rentabilidade Imobiliária (Ibri), desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) para medir o rendimento dos investimentos em imóveis no país, deve entrar em operação no segundo semestre deste ano.
Encomendado à FGV pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp), o índice trimestral permitirá a comparação da rentabilidade do mercado imobiliário em relação a outros ativos -inclusive do próprio segmento- ou a de determinada carteira de um fundo em relação ao mercado como um todo, conforme o pesquisador e responsável pelo desenvolvimento do índice na FGV, Paulo Pichetti.
"O Ibri é o índice que falta na economia brasileira... não há índice de preços e rentabilidade reais para o setor imobiliário", disse ele nesta segunda-feira, em evento na sede do Secovi-SP, sindicato que representa o setor imobiliário na capital paulista.
Com base em índices semelhantes nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Nova Zelândia, África do Sul e Japão, Pichetti afirmou que a ausência de um indicador na América Latina é vista como um ponto fraco por potenciais investidores no mercado brasileiro.
Segundo o pesquisador, o Ibri tem a proposta de ser equivalente ao Ibovespa, principal índice acionário da Bovespa.
"Esperamos a implementação (do índice) no início do segundo semestre... estamos estudando a proposta de criação de um Conselho Diretor, buscando transparência, e a inclusão de imóveis residenciais, não só de comerciais", acrescentou, ressaltando que esta é uma demanda antiga do setor.
Responsável pela encomenda do índice, a coordenadora da Comissão de Investimentos Imobiliários da Abrapp, Carla Safady, assinalou que, ao ajudar o investidor estrangeiro que busca ingressar no mercado imobiliário brasileiro, o Ibri pode elevar o setor a outro patamar.
"A ideia é que todos os agentes do mercado imobiliário deem sua contribuição para finalmente termos um índice de referência e transparência", disse ela.
O Ibri foi elaborado pela FGV com base nas informações dos 156 imóveis que pertencem aos fundos de pensão da Abrapp. (Reuters/BrasilOnLine)
Encomendado à FGV pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp), o índice trimestral permitirá a comparação da rentabilidade do mercado imobiliário em relação a outros ativos -inclusive do próprio segmento- ou a de determinada carteira de um fundo em relação ao mercado como um todo, conforme o pesquisador e responsável pelo desenvolvimento do índice na FGV, Paulo Pichetti.
"O Ibri é o índice que falta na economia brasileira... não há índice de preços e rentabilidade reais para o setor imobiliário", disse ele nesta segunda-feira, em evento na sede do Secovi-SP, sindicato que representa o setor imobiliário na capital paulista.
Com base em índices semelhantes nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Nova Zelândia, África do Sul e Japão, Pichetti afirmou que a ausência de um indicador na América Latina é vista como um ponto fraco por potenciais investidores no mercado brasileiro.
Segundo o pesquisador, o Ibri tem a proposta de ser equivalente ao Ibovespa, principal índice acionário da Bovespa.
"Esperamos a implementação (do índice) no início do segundo semestre... estamos estudando a proposta de criação de um Conselho Diretor, buscando transparência, e a inclusão de imóveis residenciais, não só de comerciais", acrescentou, ressaltando que esta é uma demanda antiga do setor.
Responsável pela encomenda do índice, a coordenadora da Comissão de Investimentos Imobiliários da Abrapp, Carla Safady, assinalou que, ao ajudar o investidor estrangeiro que busca ingressar no mercado imobiliário brasileiro, o Ibri pode elevar o setor a outro patamar.
"A ideia é que todos os agentes do mercado imobiliário deem sua contribuição para finalmente termos um índice de referência e transparência", disse ela.
O Ibri foi elaborado pela FGV com base nas informações dos 156 imóveis que pertencem aos fundos de pensão da Abrapp. (Reuters/BrasilOnLine)
1 de junho de 2010
Minha casa, minha vida poderá incluir imóvel usado
Quer comprar apartamentos de 117,00 m² na Aldeota com 3 Suítes - 3 ou 2 Vagas de garagem.O governo federal estuda incluir os imóveis usados no programa “Minha casa, minha vida”, transferindo para as unidades de segunda mão os mesmos incentivos concedidos para os imóveis novos, como subsídio (desconto), fundo garantidor e redução dos custos cartorários e de seguro. A ideia partiu do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), que enviou as reivindicações diretamente ao presidente Lula.
Segundo o vice-presidente do Cofeci, José Augusto Viana Neto, o Brasil tem quatro milhões de residências usadas disponíveis para ocupação imediata e que poderiam ser colocadas à disposição da população que procura moradias de até R$ 130 mil, teto dos imóveis incluídos no programa.
Esse não é um pleito corporativo, mas uma reivindicação que atende a sociedade. O Minha casa, minha vida” foi criado para ajudar a economia a se aquecer num momento de crise. O problema passou e agora as pessoas que precisam de moradia imediatamente merecem esse respeito. As condições atuais de financiamento dos imóveis usados não são convidativas como as oferecidas aos novos — disse Neto.
Teto mais alto
Ontem, também durante o Enbraci, a chefe do departamento de Produção Habitacional do Ministério das Cidades, Marta Garske, afirmou que a proposta está sendo estudada entre as várias mudanças que poderão fazer parte do chamado “Minha casa, minha vida 2”. O valor máximo dos imóveis financiados para as regiões metropolitanas e as demais cidades (no Rio é de R$ 130 mil) é outra alteração que poderá ocorrer na segunda fase do programa.(ExtraOnLine)
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