Saiba quais são os documentos necessários para comprovar que o imóvel não tem problemas de estrutura, pendências jurídicas nem dívidas
Um imóvel é o bem mais caro que boa parte dos brasileiros vai comprar durante a vida. Antes de assinar o contrato de aquisição, é importante que o comprador tenha acesso a toda a documentação necessária para comprovar que o imóvel está regularizado e não possui pendências jurídicas ou financeiras. Solicitar ao vendedor o número do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) é imprescindível para checar grande parte das possíveis pendências com a propriedade. Abaixo a engenheira civil Sanrlei Polini, fundadora da Soluções Consultoria, especializada em regularização de imóveis, ensina os dez passos para evitar problemas na hora de comprar um imóvel:
1 - Verifique se o vendedor é realmente o proprietário do imóvel por meio da análise da matrícula do registro de imóveis. A documentação pode ser solicitada diretamente ao vendedor ou no registro de imóveis da região. "Essa informação facilita a checagem dos demais documentos, pois já indica que não será necessária a presença de outros proprietários", indica Sanrlei.
2 - Levantar as certidões dos proprietários de forma a identificar a saúde financeira do vendedor. Trata-se da certidão dos 10 cartórios de protestos e processo civil ou trabalhista. Esse é o documento que concentra todas as certidões. Assim, não há chance que antigos débitos sejam cobrados do novo proprietário.
3 - Checar se o imóvel possui dívida de IPTU. Diretamente na subprefeitura onde está localizado o imóvel ou mesmo no site da prefeitura é possível conferir a situação do imposto somente com seu número.
4 - Também na subprefeitura e de posse do número do IPTU há a possibilidade de conferir se o imóvel possui dívida de multas - que ocorre no caso de obras ou utilização irregular do terreno.
5 - Averiguar a aprovação do projeto na subprefeitura. "A aprovação do projeto é
determinante, pois comprova que houve um responsável técnico pela obra", explica Sanrlei.
6 - Com a companhia de um profissional (engenheiro ou arquiteto), vistoriar o imóvel para apurar se está de acordo com o projeto aprovado.
7 - Solicitar ao profissional técnico apontamentos sobre a possível existência de problemas de estrutura ou manutenção. "Tais eventualidades devem ser consideradas em contrato ou sanadas antes da compra", diz a engenheira.
8 - Confirmar a existência do Habite-se, o documento que atesta que o imóvel foi construído seguindo as exigências estabelecidas pela prefeitura local para a aprovação de projetos. O mesmo pode ser solicitado na subprefeitura onde está o imóvel.
9 - Analisar se o zoneamento permite ampliação do imóvel. "A lei de zoneamento urbano regula o uso, ocupação e arrendamento da terra urbana por parte dos agentes de produção do espaço urbano, tais como as construtoras, incorporadoras, proprietários de imóveis e o próprio Estado. Caso não haja permissão para alteração no projeto aprovado, o novo proprietário será proibido de executar uma obra, por exemplo.", alerta Sanrlei Polini.
10 - Verificar se o imóvel não é tombado junto ao Condhephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) ou Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Isso pode ser feito por meio de consulta ao site da prefeitura ou pessoalmente na subprefeitura.(Exane)
24 de novembro de 2010
23 de novembro de 2010
Venda de materiais de construção cresce 0,63% em outubro
As vendas domésticas de materiais de construção cresceram 0,63% em outubro na comparação com o mesmo mês em 2009, mas recuaram 0,47% em relação a setembro, informou nesta sexta-feira a associação que representa o setor, Abramat.
No ano até outubro, o varejo de materiais acumula alta de 13,4% sobre igual período do ano passado. Em 12 meses, a expansão acumulada é de 11,53%.
Com o ritmo de crescimento apresentando certa desaceleração em relação a 2009, a Abramat reduziu a estimativa de aumento do faturamento para o fechado do ano, para alta de 12%. Anteriormente, a estimativa era de elevação de 15%.
Segundo a entidade, no mês passado, as vendas de materiais de acabamento registraram aumento de 13,85%, enquanto as dos insumos básicos caíram 5,9%.
"Em 2008, houve o início de muitas obras, com o subsequente consumo elevado de materiais de base. Agora, muitos desses empreendimentos estão sendo entregues", afirma o presidente da Abramat, Melvyn Fox, em nota.
A Abramat afirmou ainda que, com o resultado de outubro, o setor registra 12 meses consecutivos de alta na comparação anual.
Em outubro, o nível de emprego da indústria de materiais cresceu 11,35% ano a ano, apurando ligeira queda de 0,17% ante setembro.
No ano até outubro, o varejo de materiais acumula alta de 13,4% sobre igual período do ano passado. Em 12 meses, a expansão acumulada é de 11,53%.
Com o ritmo de crescimento apresentando certa desaceleração em relação a 2009, a Abramat reduziu a estimativa de aumento do faturamento para o fechado do ano, para alta de 12%. Anteriormente, a estimativa era de elevação de 15%.
Segundo a entidade, no mês passado, as vendas de materiais de acabamento registraram aumento de 13,85%, enquanto as dos insumos básicos caíram 5,9%.
"Em 2008, houve o início de muitas obras, com o subsequente consumo elevado de materiais de base. Agora, muitos desses empreendimentos estão sendo entregues", afirma o presidente da Abramat, Melvyn Fox, em nota.
A Abramat afirmou ainda que, com o resultado de outubro, o setor registra 12 meses consecutivos de alta na comparação anual.
Em outubro, o nível de emprego da indústria de materiais cresceu 11,35% ano a ano, apurando ligeira queda de 0,17% ante setembro.
22 de novembro de 2010
Alta-renda aumenta a demanda por crédito
Os clientes de bancos na categoria de private banking, ou seja, com disponibilidade mínima de investimento raramente inferior a R$ 1 milhão, têm mostrado um maior interesse por crédito bancário. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em seu boletim trimestral.
Com isso, de julho a setembro de 2010 os clientes de alta-renda tiveram crédito concedido de R$ 3,597 bilhões, contra R$ 2,779 bilhões de janeiro a março deste ano. O número representa um crescimento de 29,44%.
"A gente vem percebendo um aumento de consulta e de pedidos de crédito para a área de private banking. Acredito que isso decorre do bom momento vivido pela economia brasileira", explica Nicolao Jannuzzi, superintendente de produtos de crédito do Private Banking do Itaú.
Na posição total do crédito concedido por categoria, o Fiança aparece com 56,6% do mercado, seguido por Outros, com 36,5%, e Imobiliário, com 6,9%. Em números, Fiança registrou crédito no montante financeiro de R$ 2,035 bilhões, enquanto Outros apresenta volume de R$ 1,312 bilhão e Imobiliário encerrou com R$ 250 milhões.
"Mesmo com o volume inferior do segmento imobiliário temos percebido um aumento. Do fechamento de crédito para alta-renda no setor imobiliário de 2009 para 2010 devemos encerrar com o dobro em volume concedido. Este tipo de cliente não tem cultura de financiar imóvel", afirma Jannuzzi, que diz ainda que o crédito imobiliário no private banking corresponde a apenas 10% da carteira de crédito.
A principal movimentação vem na categoria Fiança, em que o cliente necessita de uma garantia para realizar grandes operações. "Para muitas negociações é necessário ter uma fiança como garantia, como, por exemplo, em compra de empresas ou negócios realizados nos mercados de Bolsa de Valores", acrescenta Jannuzzi.
No último trimestre apurado pela Anbima, os investidores de alta renda aplicaram R$ 336,623 bilhões no mercado financeiro, sendo R$ 142,609 bilhões para Fundos, R$ 112,862 bilhões para Ativos de Renda Fixa, R$ 64.957 bilhões em Ativos de Renda Variável e R$ 16,195 bilhões em Outros.
"Os investidores de alta renda devem continuar com uma participação elevada no mercado financeiro, sempre de olho em oportunidades que o mercado oferece", finaliza Jannuzzi.
No comparativo de dezembro do ano passado a setembro deste ano, os investidores aumentaram suas aplicações em 15,9%, saindo de R$ 290,508 bilhões no final do ano passado, para os atuais R$ R$ 336,623 bilhões.
Dentro dos R$ 16,195 bilhões em investimentos da categoria Outros, R$ 9,743 bilhões foram destinados a Previdência Aberta, R$ 4,529 bilhões a Outros Investimentos e R$ 1,922 bilhões para a categoria Caixa/Poupança.
Entre os investimentos realizados em Fundos de Investimentos Abertos e Restritos, 60,9% aplicaram seus recursos em fundos abertos, enquanto 39,1% investiram em fundos restritos. Dentro do percentual de Fundos Abertos, 72% vieram de investimentos dos proprietários, e 28%, de terceiros.
No total de private investido em fundos, 51,8% preferiram aplicar em Multimercados, com volume financeiro de R$ 73,849 bilhões, seguido do Curto Prazo / Referenciado DI, com participação de 16,4% e montante financeiro de R$ 23,395 milhões. A terceira categoria a receber mais investimentos foi Renda Fixa, com 13,1% de participação e volume financeiro de R$ 18,673 bilhões.
Na distribuição do Patrimônio Líquido por Domicílio, São Paulo aparece em primeiro entre os clientes de private banking, com 56%, com volume financeiro de R$ 189,620 bilhões, seguido por Rio de Janeiro, com participação de 18%, com montante financeiro de R$ 61,024 bilhões. Em terceiro aparece a Região Sul, com volume de R$ 42,201 bilhões e participação de 13% no total. O segmento é considerado um dos mais promissores no mercado, por causa do retorno de recursos que estavam no exterior.
Maior crescimento
O Brasil tem um dos mercados de private banking que mais crescem no mundo. As projeções são de que o crescimento no País ficará em 21% em 2010, ante 6% a 7% projetado para o contexto global. Esse segmento deve encerrar este ano com US$ 45 trilhões em ativos, segundo estimativas da Booz & Company. A projeção é de que existam 10,5 milhões de milionários no mundo.
O Brasil, junto com os outros países que formam o BRIC (Índia, Rússia e China), tem registrado crescimento do número de milionários, influenciado por fatores como crescimento da economia, vendas de empresas familiares a sócios estratégicos e aberturas de capital de companhias. O continente europeu concentrava 35% dos recursos dos investidores de alta renda do planeta em 2002. Este ano, o percentual caiu para 28%. A Ásia, por sua vez, subiu de 26% para 31%. Os Estados Unidos mantiveram a participação de 31%.
Para 2011, a projeção é de que os ativos dos milionários atinjam a marca de US$ 49 trilhões. A crise financeira mundial teve impacto nesse mercado. Por causa da queda dos preços dos ativos, os recursos dos milionários encolheram: baixaram de US$ 42 trilhões em 2007 para US$ 35 trilhões no ano seguinte, que marcou o auge da crise e das perdas.
Considerando um mercado ainda mais seleto, os bilionários, o estudo da Booz & Company indicou que existem 1.011 pessoas com mais de US$ 1 bilhão no mundo, ante 538 em 2001. Esse grupo tem nada menos que US$ 3,6 trilhões em patrimônio.(DCI/AgenciaEstado)
Com isso, de julho a setembro de 2010 os clientes de alta-renda tiveram crédito concedido de R$ 3,597 bilhões, contra R$ 2,779 bilhões de janeiro a março deste ano. O número representa um crescimento de 29,44%.
"A gente vem percebendo um aumento de consulta e de pedidos de crédito para a área de private banking. Acredito que isso decorre do bom momento vivido pela economia brasileira", explica Nicolao Jannuzzi, superintendente de produtos de crédito do Private Banking do Itaú.
Na posição total do crédito concedido por categoria, o Fiança aparece com 56,6% do mercado, seguido por Outros, com 36,5%, e Imobiliário, com 6,9%. Em números, Fiança registrou crédito no montante financeiro de R$ 2,035 bilhões, enquanto Outros apresenta volume de R$ 1,312 bilhão e Imobiliário encerrou com R$ 250 milhões.
"Mesmo com o volume inferior do segmento imobiliário temos percebido um aumento. Do fechamento de crédito para alta-renda no setor imobiliário de 2009 para 2010 devemos encerrar com o dobro em volume concedido. Este tipo de cliente não tem cultura de financiar imóvel", afirma Jannuzzi, que diz ainda que o crédito imobiliário no private banking corresponde a apenas 10% da carteira de crédito.
A principal movimentação vem na categoria Fiança, em que o cliente necessita de uma garantia para realizar grandes operações. "Para muitas negociações é necessário ter uma fiança como garantia, como, por exemplo, em compra de empresas ou negócios realizados nos mercados de Bolsa de Valores", acrescenta Jannuzzi.
No último trimestre apurado pela Anbima, os investidores de alta renda aplicaram R$ 336,623 bilhões no mercado financeiro, sendo R$ 142,609 bilhões para Fundos, R$ 112,862 bilhões para Ativos de Renda Fixa, R$ 64.957 bilhões em Ativos de Renda Variável e R$ 16,195 bilhões em Outros.
"Os investidores de alta renda devem continuar com uma participação elevada no mercado financeiro, sempre de olho em oportunidades que o mercado oferece", finaliza Jannuzzi.
No comparativo de dezembro do ano passado a setembro deste ano, os investidores aumentaram suas aplicações em 15,9%, saindo de R$ 290,508 bilhões no final do ano passado, para os atuais R$ R$ 336,623 bilhões.
Dentro dos R$ 16,195 bilhões em investimentos da categoria Outros, R$ 9,743 bilhões foram destinados a Previdência Aberta, R$ 4,529 bilhões a Outros Investimentos e R$ 1,922 bilhões para a categoria Caixa/Poupança.
Entre os investimentos realizados em Fundos de Investimentos Abertos e Restritos, 60,9% aplicaram seus recursos em fundos abertos, enquanto 39,1% investiram em fundos restritos. Dentro do percentual de Fundos Abertos, 72% vieram de investimentos dos proprietários, e 28%, de terceiros.
No total de private investido em fundos, 51,8% preferiram aplicar em Multimercados, com volume financeiro de R$ 73,849 bilhões, seguido do Curto Prazo / Referenciado DI, com participação de 16,4% e montante financeiro de R$ 23,395 milhões. A terceira categoria a receber mais investimentos foi Renda Fixa, com 13,1% de participação e volume financeiro de R$ 18,673 bilhões.
Na distribuição do Patrimônio Líquido por Domicílio, São Paulo aparece em primeiro entre os clientes de private banking, com 56%, com volume financeiro de R$ 189,620 bilhões, seguido por Rio de Janeiro, com participação de 18%, com montante financeiro de R$ 61,024 bilhões. Em terceiro aparece a Região Sul, com volume de R$ 42,201 bilhões e participação de 13% no total. O segmento é considerado um dos mais promissores no mercado, por causa do retorno de recursos que estavam no exterior.
Maior crescimento
O Brasil tem um dos mercados de private banking que mais crescem no mundo. As projeções são de que o crescimento no País ficará em 21% em 2010, ante 6% a 7% projetado para o contexto global. Esse segmento deve encerrar este ano com US$ 45 trilhões em ativos, segundo estimativas da Booz & Company. A projeção é de que existam 10,5 milhões de milionários no mundo.
O Brasil, junto com os outros países que formam o BRIC (Índia, Rússia e China), tem registrado crescimento do número de milionários, influenciado por fatores como crescimento da economia, vendas de empresas familiares a sócios estratégicos e aberturas de capital de companhias. O continente europeu concentrava 35% dos recursos dos investidores de alta renda do planeta em 2002. Este ano, o percentual caiu para 28%. A Ásia, por sua vez, subiu de 26% para 31%. Os Estados Unidos mantiveram a participação de 31%.
Para 2011, a projeção é de que os ativos dos milionários atinjam a marca de US$ 49 trilhões. A crise financeira mundial teve impacto nesse mercado. Por causa da queda dos preços dos ativos, os recursos dos milionários encolheram: baixaram de US$ 42 trilhões em 2007 para US$ 35 trilhões no ano seguinte, que marcou o auge da crise e das perdas.
Considerando um mercado ainda mais seleto, os bilionários, o estudo da Booz & Company indicou que existem 1.011 pessoas com mais de US$ 1 bilhão no mundo, ante 538 em 2001. Esse grupo tem nada menos que US$ 3,6 trilhões em patrimônio.(DCI/AgenciaEstado)
19 de novembro de 2010
Crédito imobiliário tem expansão de 90% no 3º trimestre
O crédito imobiliário foi um dos principais destaques de crescimento na carteira de crédito do Banco do Brasil no terceiro trimestre. A expansão foi de 90% na comparação com o mesmo período do ano passado, com saldo de R$ 2,5 bilhões. Nas outras linhas para pessoas físicas, o crédito consignado cresceu 24% influenciado pelas operações do banco Nossa Caixa, adquirido pelo BB no final de 2008. Já a aquisição de parte do Banco Votorantim contribuiu para o aumento da carteira de veículos, que teve expansão de 31% em 12 meses.
Na carteira de micros, pequenas e médias empresas, o crescimento da carteira ficou abaixo dos principais competidores privados do BB, que na média tiveram evolução de 30%. O segmento fechou setembro com saldo de R$ 48,5 bilhões, expansão de 17,8% em 12 meses e 2,4% na comparação com o segundo trimestre do ano.
O saldo da carteira de crédito do agronegócio atingiu R$ 74 bilhões, crescimento de 8,7% em 12 meses. Segundo o BB, as operações do banco correspondem a 62% de todo o crédito bancário ao agronegócio no País. Já os repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram R$ 14,2 bilhões.
Margens
Com o crescimento das operações de crédito, as margens do banco melhoraram no período. A margem financeira bruta alcançou R$ 10,185 bilhões no terceiro trimestre, o que representa expansão de 22,4% ante o mesmo período do ano passado.
Fonte: Agência Estado
Na carteira de micros, pequenas e médias empresas, o crescimento da carteira ficou abaixo dos principais competidores privados do BB, que na média tiveram evolução de 30%. O segmento fechou setembro com saldo de R$ 48,5 bilhões, expansão de 17,8% em 12 meses e 2,4% na comparação com o segundo trimestre do ano.
O saldo da carteira de crédito do agronegócio atingiu R$ 74 bilhões, crescimento de 8,7% em 12 meses. Segundo o BB, as operações do banco correspondem a 62% de todo o crédito bancário ao agronegócio no País. Já os repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram R$ 14,2 bilhões.
Margens
Com o crescimento das operações de crédito, as margens do banco melhoraram no período. A margem financeira bruta alcançou R$ 10,185 bilhões no terceiro trimestre, o que representa expansão de 22,4% ante o mesmo período do ano passado.
Fonte: Agência Estado
18 de novembro de 2010
Classe C compra o imóvel de olho nos itens de lazer; piscina é prioridade
Nova classe média tem optado pelos condomínios-clubes, que estão na faixa entre R$ 150 mil e R$ 200 mil
Eles não querem só mais um apartamento. Eles querem o imóvel, a piscina, o salão de festa, o espaço zen, a quadra esportiva, a varanda gourmet... Na hora de realizar o sonho da casa própria, a nova classe média baiana tem sido exigente e tem optado pelos condomínios-clubes, que possuem variados itens de lazer e estão na faixa entre R$ 150 mil e R$ 200 mil.
Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-BA), este ano já foram vendidas mais de 7 mil unidades habitacionais em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana. Do total de empreendimentos, mais de 64% variam de R$ 50 mil até R$ 150 mil, ou seja, são voltados para a classe C. Cerca de 80% dos lançamentos, nesta faixa de preço, são condomínios-clubes, revela Luciano Muricy, diretor da Ademi-BA.
Lazer
Quando escolheu seu novo apartamento no Cabula, Hilda Carvalho, cabeleireira e mãe de uma filha de 4 anos e de um garoto adolescente, levou em consideração a localização, a estrutura de lazer e a segurança. Até cinema tem dentro do condomínio. Meu filho pode levar os amigos e fico mais despreocupada, diz. A consumidora acrescenta que o empreendimento consegue unir características que atendem os dois filhos de idades diferentes.
Para Vicente Mattos, sócio-diretor da construtora Concreta, esses empreendimentos estão sendo bem aceitos na Bahia e reúnem itens clássicos, como piscina, salão de festas, quadras de esportes, e itens mais sofisticados, a exemplo de cinema, quadras de squash e academia. O Máximo Club Residence, no Cabula, é um deles. O empreendimento, que tem um preço médio de R$ 210 mil, oferece uma estrutura com play dog (espaço para cachorros brincarem), pista de skate e até espaço cultural para leitura e arte.
Se o futuro morador acha que vai pagar mais para ter acesso a tantas opções de lazer, Manuel Gomes, gerente executivo da imobiliária Lopes, assegura que não. Gomes informa que esses apartamentos variam de R$ 150 mil a R$ 200 mil em Salvador. Mas, em Lauro de Freitas, onde o preço do terreno é mais baixo que na capital baiana, é possível encontrar um por até R$ 130 mil. Quanto maior for a área, o valor do metro quadrado vai ser menor. O que determina o preço ainda é a localização e o padrão do imóvel, orienta.
Quando questionado sobre quais são as exigências dos clientes dessa nova classe média, Gomes não tem dúvida: é a piscina. Os itens de convivência são muito valorizados. O cliente pergunta logo sobre a piscina, a churrasqueira e a quadra de futebol. Mesmo sem estar entre os três equipamentos prioritários para a nova classe média, a academia e a estrutura dos salões de festas também são questionados pela clientela.
Família
Para atender a diferentes faixas etárias dentro de um condomínio, as empresas estão até lançando quatro salões de festas. Daniel Costa, diretor de incorporações da construtora Petram, afirma que a ideia é agradar a todos os públicos dentro das famílias. Tem salão de festas infantil, tem outro juvenil, com uma boate, tem o voltado para os adultos e tem o multi-age, que abarca todas as idades, conta.
Mas, o comprador deve ficar atento à entrega desses equipamentos, que devem estar prontos e decorados. Esta é a ressalva que faz Ricardo Telles, diretor no Nordeste da construtora Agre. Segundo ele, o novo morador não deve arcar com despesas de implantação dos itens de lazer prometidos pela construtora na fase de lançamento.
De acordo com Telles, os condomínios-clubes são mesmo uma tendência. Não é por acaso que quase metade dos lançamentos da Agre está vinculada a esse segmento. Esta demanda vem sendo atendida desde 2008, quando lançamos o Colina de Piatã.
Taxa de condomínio pode subir
O número de equipamentos de lazer pode aumentar em até 10% o valor do condomínio. O segredo para fugir do acréscimo, segundo Vicente Mattos, sócio da construtora Concreta, é ficar atento ao número de unidades do empreendimento. Tem que ter mais de 300 unidades.
Este gasto extra é relativizado por Mattos, já que esses moradores economizarão nas despesas com lazer que ocorriam fora de casa. Porém, Luiz Alberto Santos, gerente regional da empresa de gestão de condomínios Apsa-Bahia, alerta que o morador reflita se os itens serão mesmo utilizados. Estes itens valorizam o patrimônio. Tem que pensar também na relação custo-benefício. Quanto ele iria gastar para ir em um cinema que agora está no seu prédio?.
Para evitar surpresas, é possível antes da compra ter uma previsão do custo do condomínio, já que as construtoras contratam uma consultoria para avaliar e estimar a taxa.(CorreiodaBahia)
Eles não querem só mais um apartamento. Eles querem o imóvel, a piscina, o salão de festa, o espaço zen, a quadra esportiva, a varanda gourmet... Na hora de realizar o sonho da casa própria, a nova classe média baiana tem sido exigente e tem optado pelos condomínios-clubes, que possuem variados itens de lazer e estão na faixa entre R$ 150 mil e R$ 200 mil.
Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-BA), este ano já foram vendidas mais de 7 mil unidades habitacionais em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana. Do total de empreendimentos, mais de 64% variam de R$ 50 mil até R$ 150 mil, ou seja, são voltados para a classe C. Cerca de 80% dos lançamentos, nesta faixa de preço, são condomínios-clubes, revela Luciano Muricy, diretor da Ademi-BA.
Lazer
Quando escolheu seu novo apartamento no Cabula, Hilda Carvalho, cabeleireira e mãe de uma filha de 4 anos e de um garoto adolescente, levou em consideração a localização, a estrutura de lazer e a segurança. Até cinema tem dentro do condomínio. Meu filho pode levar os amigos e fico mais despreocupada, diz. A consumidora acrescenta que o empreendimento consegue unir características que atendem os dois filhos de idades diferentes.
Para Vicente Mattos, sócio-diretor da construtora Concreta, esses empreendimentos estão sendo bem aceitos na Bahia e reúnem itens clássicos, como piscina, salão de festas, quadras de esportes, e itens mais sofisticados, a exemplo de cinema, quadras de squash e academia. O Máximo Club Residence, no Cabula, é um deles. O empreendimento, que tem um preço médio de R$ 210 mil, oferece uma estrutura com play dog (espaço para cachorros brincarem), pista de skate e até espaço cultural para leitura e arte.
Se o futuro morador acha que vai pagar mais para ter acesso a tantas opções de lazer, Manuel Gomes, gerente executivo da imobiliária Lopes, assegura que não. Gomes informa que esses apartamentos variam de R$ 150 mil a R$ 200 mil em Salvador. Mas, em Lauro de Freitas, onde o preço do terreno é mais baixo que na capital baiana, é possível encontrar um por até R$ 130 mil. Quanto maior for a área, o valor do metro quadrado vai ser menor. O que determina o preço ainda é a localização e o padrão do imóvel, orienta.
Quando questionado sobre quais são as exigências dos clientes dessa nova classe média, Gomes não tem dúvida: é a piscina. Os itens de convivência são muito valorizados. O cliente pergunta logo sobre a piscina, a churrasqueira e a quadra de futebol. Mesmo sem estar entre os três equipamentos prioritários para a nova classe média, a academia e a estrutura dos salões de festas também são questionados pela clientela.
Família
Para atender a diferentes faixas etárias dentro de um condomínio, as empresas estão até lançando quatro salões de festas. Daniel Costa, diretor de incorporações da construtora Petram, afirma que a ideia é agradar a todos os públicos dentro das famílias. Tem salão de festas infantil, tem outro juvenil, com uma boate, tem o voltado para os adultos e tem o multi-age, que abarca todas as idades, conta.
Mas, o comprador deve ficar atento à entrega desses equipamentos, que devem estar prontos e decorados. Esta é a ressalva que faz Ricardo Telles, diretor no Nordeste da construtora Agre. Segundo ele, o novo morador não deve arcar com despesas de implantação dos itens de lazer prometidos pela construtora na fase de lançamento.
De acordo com Telles, os condomínios-clubes são mesmo uma tendência. Não é por acaso que quase metade dos lançamentos da Agre está vinculada a esse segmento. Esta demanda vem sendo atendida desde 2008, quando lançamos o Colina de Piatã.
Taxa de condomínio pode subir
O número de equipamentos de lazer pode aumentar em até 10% o valor do condomínio. O segredo para fugir do acréscimo, segundo Vicente Mattos, sócio da construtora Concreta, é ficar atento ao número de unidades do empreendimento. Tem que ter mais de 300 unidades.
Este gasto extra é relativizado por Mattos, já que esses moradores economizarão nas despesas com lazer que ocorriam fora de casa. Porém, Luiz Alberto Santos, gerente regional da empresa de gestão de condomínios Apsa-Bahia, alerta que o morador reflita se os itens serão mesmo utilizados. Estes itens valorizam o patrimônio. Tem que pensar também na relação custo-benefício. Quanto ele iria gastar para ir em um cinema que agora está no seu prédio?.
Para evitar surpresas, é possível antes da compra ter uma previsão do custo do condomínio, já que as construtoras contratam uma consultoria para avaliar e estimar a taxa.(CorreiodaBahia)
17 de novembro de 2010
Perspectivas para imóveis continuam favoráveis
O crédito imobiliário cresceu substancialmente neste ano e continuará se expandindo pelo menos até o primeiro trimestre de 2011, segundo o gerente de indicadores de mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi. Falta saber se continuarão atuando, com a mesma força, as condições que têm favorecido os compradores de imóveis, como o aumento da renda real e do poder de compra dos salários.
O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil, segundo reportagem do jornal Valor, passou de R$ 90,2 bilhões, em 2005, para R$ 137 bilhões, em 2009, e está estimado em R$ 152 bilhões neste ano. Nas mesmas datas, o volume de financiamentos aumentou de R$ 8,9 bilhões para R$ 47,05 bilhões - e já atingiu R$ 47,69 bilhões até o início de setembro, segundo dados do Sinduscon e da Caixa Econômica Federal (CEF).
Como notou Rabi, "diferentemente de outras modalidades, como o cartão de crédito, o financiamento imobiliário trabalha com prazos muito longos, de até 30 anos, e juros relativamente baixos, de 12% ao ano, pontos que contribuem para estimular sua expansão futura". Além disso, a inadimplência superior a 90 dias é de apenas 1,5%.
As projeções - grandiosas - da Fundação Getúlio Vargas e da consultoria Ernst & Young indicam que 37 milhões de moradias deverão ser construídas entre 2007 e 2030, uma média de 1,6 milhão por ano. Mais novas famílias demandarão casa própria. O número de famílias deverá crescer em razão do aumento da idade média da população - de 32,5 anos, em 2017, para 36 anos, em 2030. Até 2017 o setor será estimulado pelas famílias de baixa renda e, a seguir, pela classe média.
Não apenas as operações com lastro no FGTS, gerido pela CEF, cresceram, mas também os empréstimos com base nas cadernetas, chegando perto das 400 mil unidades nos últimos quatro trimestres, 30% mais do que as 300 mil de 2009. A poupança já financia cerca de 40 mil imóveis por mês. A CEF, que usa o FGTS e as cadernetas, financiou 5.340 imóveis por dia em setembro.
As perspectivas são promissoras, mas poderão ser afetadas pelo aumento da inflação e seus efeitos negativos sobre a renda e o poder aquisitivo dos trabalhadores. Depois da fartura de crédito deste ano, talvez seja necessário reduzir um pouco o ritmo, em 2011, o que favoreceria o reequilíbrio fiscal. Um pequeno ajuste na demanda parece mais recomendável do que induzir os mutuários à euforia e, depois, arriscar um aumento da inadimplência.(Estadao-)
O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil, segundo reportagem do jornal Valor, passou de R$ 90,2 bilhões, em 2005, para R$ 137 bilhões, em 2009, e está estimado em R$ 152 bilhões neste ano. Nas mesmas datas, o volume de financiamentos aumentou de R$ 8,9 bilhões para R$ 47,05 bilhões - e já atingiu R$ 47,69 bilhões até o início de setembro, segundo dados do Sinduscon e da Caixa Econômica Federal (CEF).
Como notou Rabi, "diferentemente de outras modalidades, como o cartão de crédito, o financiamento imobiliário trabalha com prazos muito longos, de até 30 anos, e juros relativamente baixos, de 12% ao ano, pontos que contribuem para estimular sua expansão futura". Além disso, a inadimplência superior a 90 dias é de apenas 1,5%.
As projeções - grandiosas - da Fundação Getúlio Vargas e da consultoria Ernst & Young indicam que 37 milhões de moradias deverão ser construídas entre 2007 e 2030, uma média de 1,6 milhão por ano. Mais novas famílias demandarão casa própria. O número de famílias deverá crescer em razão do aumento da idade média da população - de 32,5 anos, em 2017, para 36 anos, em 2030. Até 2017 o setor será estimulado pelas famílias de baixa renda e, a seguir, pela classe média.
Não apenas as operações com lastro no FGTS, gerido pela CEF, cresceram, mas também os empréstimos com base nas cadernetas, chegando perto das 400 mil unidades nos últimos quatro trimestres, 30% mais do que as 300 mil de 2009. A poupança já financia cerca de 40 mil imóveis por mês. A CEF, que usa o FGTS e as cadernetas, financiou 5.340 imóveis por dia em setembro.
As perspectivas são promissoras, mas poderão ser afetadas pelo aumento da inflação e seus efeitos negativos sobre a renda e o poder aquisitivo dos trabalhadores. Depois da fartura de crédito deste ano, talvez seja necessário reduzir um pouco o ritmo, em 2011, o que favoreceria o reequilíbrio fiscal. Um pequeno ajuste na demanda parece mais recomendável do que induzir os mutuários à euforia e, depois, arriscar um aumento da inadimplência.(Estadao-)
16 de novembro de 2010
Contratos de aluguel com a garantia tradicional caíram à metade
Figura até então considerada imprescindível num contrato de locação, o fiador caminha para a extinção. Na Apsa, uma das maiores imobiliárias da cidade, a presença desse tipo de garantia nos contratos assinados este ano caiu pela metade. De 62%, em janeiro, para 30%, em setembro. Uma mudança de comportamento também registrada em outras empresas, como Protel e Cipa, que tiveram quedas na ordem de 40% no número de contratos firmados com fiador em 2010.
As novas normas da Lei do Inquilinato, em vigor desde janeiro, estariam contribuindo - e muito - para a mudança na tradicional forma de se fechar um contrato no setor. Para Jacques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP, a nova legislação assustou proprietários:
- Costumo dizer que, antes das alterações feitas na lei, a locação era um casamento indissolúvel. Com as mudanças, criou-se o divórcio. Ou seja, o fiador agora tem o direito de se exonerar de suas obrigações ao fim dos 30 meses de contrato. E pode fazer o mesmo em caso de separação do casal que mora no imóvel, em vez de ficar "preso" ao cônjuge que ficou na casa.
Em ambos os casos, lembra Bushatsky, o fiador permanecerá responsável pela fiança por 120 dias após a comunicação de desligamento do contrato.
Com o fiador na berlinda, outras garantias passaram a figurar numa fatia cada vez maior de contratos. É o caso do seguro-fiança e, mais timidamente, do título de capitalização. Ainda que pesem mais no orçamento, elas evitam longos embates judiciais: hoje, o período entre a decisão favorável a uma ação de despejo e o recebimento dos aluguéis atrasados pode levar um ano.
- Há cada vez menos gente disposta a ser fiador pois, em caso de inadimplência, ele é o real pagador. É quem vai pagar a conta, enquanto o inquilino será processado e despejado. E, muitas vezes, ele é pego de surpresa, o que gera conflitos - diz Jean Carvalho, gerente de imóveis da Apsa.(Globo)
As novas normas da Lei do Inquilinato, em vigor desde janeiro, estariam contribuindo - e muito - para a mudança na tradicional forma de se fechar um contrato no setor. Para Jacques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP, a nova legislação assustou proprietários:
- Costumo dizer que, antes das alterações feitas na lei, a locação era um casamento indissolúvel. Com as mudanças, criou-se o divórcio. Ou seja, o fiador agora tem o direito de se exonerar de suas obrigações ao fim dos 30 meses de contrato. E pode fazer o mesmo em caso de separação do casal que mora no imóvel, em vez de ficar "preso" ao cônjuge que ficou na casa.
Em ambos os casos, lembra Bushatsky, o fiador permanecerá responsável pela fiança por 120 dias após a comunicação de desligamento do contrato.
Com o fiador na berlinda, outras garantias passaram a figurar numa fatia cada vez maior de contratos. É o caso do seguro-fiança e, mais timidamente, do título de capitalização. Ainda que pesem mais no orçamento, elas evitam longos embates judiciais: hoje, o período entre a decisão favorável a uma ação de despejo e o recebimento dos aluguéis atrasados pode levar um ano.
- Há cada vez menos gente disposta a ser fiador pois, em caso de inadimplência, ele é o real pagador. É quem vai pagar a conta, enquanto o inquilino será processado e despejado. E, muitas vezes, ele é pego de surpresa, o que gera conflitos - diz Jean Carvalho, gerente de imóveis da Apsa.(Globo)
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