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2 de julho de 2013
Brasileiros terão ingressos mais baratos para a copa de 2014
O secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, disse nesta segunda-feira (1º) que a Copa do Mundo de 2014, que será disputada em 12 cidades brasileiras, terá os ingressos mais baratos da história da competição, cuja primeira edição ocorreu em 1930.
Do jogo 2 ao 48, vai ser o ingresso mais barato que teremos em Copa do Mundo. Foto: Agência Reuters
Após apresentar balanço sobre a Copa das Confederações, que terminou ontem (30), no Rio, Valcke disse que, em 70% dos jogos de 2014, os ingressos tendem a custar menos que os das últimas copas, sem dar muitos detalhes.
"Do jogo 2 ao 48, vai ser o ingresso mais barato que teremos em Copa do Mundo, ainda mais se você aplicar para o sistema de desconto. Vai ser realmente barato", reforçou.
Uma entrevista sobre o tema está prevista para 19 de julho. O secretário-geral também confirmou que o gás lacrimogênio usado para conter a manifestação no entorno do Maracanã no último domingo (30), na partida final da Copa das Confederações, foi sentido no estádio.
"Se você tem gás ao redor do estádio, o gás entra no estádio, o que você pode fazer? Colocar voluntários para soprar?" Valcke evitou polemizar o assunto e foi enfático ao argumentar que a segurança é um "problema e responsabilidade" dos governos.
"A Fifa pede segurança para os torcedores, para o estádio, para o evento em si. Não estamos dizendo o que fazer e nem podemos, esse assunto é tema de governo", alegou.
Com informações de Diário do Nordeste
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21 de agosto de 2012
Brasil deve gerar até 1,5 mi de empregos em 2012, dizem especialistas
A alta na demanda do setor de serviços, com reflexo no crescimento do consumo de bens industriais, deve fazer com que o País gere 1,5 milhão de empregos em 2012, na avaliação de especialistas que participaram nesta segunda-feira, 20, do seminário "Competitividade - o Calcanhar de Aquiles do Brasil", realizado pela da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP). A expectativa é reforçada pelos dados de julho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, que apontaram uma criação de 142,5 mil empregos no mês passado - acima das projeções mais otimistas.
Para o presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP, José Pastore, "a massa salarial vigorosa e os reajustes nos salários" tem impacto no setor de serviços e, consequentemente, provocam um reflexo na produção industrial. "Isso deve garantir um bom quadro no emprego até o final do ano", disse. "Mas, no momento, o que nos preocupa é a redução na capacidade de investimento da indústria, que pode trazer problemas para 2013", completou.
Para o ex-ministro do Trabalho e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Walter Barelli, ainda não é possível avaliar o nível de impacto na geração de emprego industrial das medidas pontuais de redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) nos setores automotivo e de linha branca, previstas para acabar no dia 31. "É certo que isso gerou consumo, mas para saber se as medidas puxaram as vendas de estoques ou geraram produção, isso só quando elas acabarem", disse Barelli.
Segundo o ex-ministro, a curva de emprego cresce naturalmente no segundo semestre, "principalmente porque no primeiro semestre há um ingresso grande de recém-formados no mercado de trabalho e o aumento nas demissões após o final do ano".
Já na avaliação de Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), a criação de até 1,5 milhão de empregos em 2012 seria um resultado muito bom, diante do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil entre 1,5% e 2%. "Mesmo com um crescimento menor, a indústria segura o emprego para atender a demanda", disse.
Para o representante do Dieese, "não dá para imaginar, no entanto, que o crescimento de empregos na indústria será contínuo". O desafio, na avaliação de Lucio, é crescer em produtividade, uma das respostas à falta de investimentos do setor apontado por Pastore. "Os ganhos de produtividade trazem aumentos nos salários, maior oferta, maior consumo e criam um círculo virtuoso", concluiu.
Já segundo Mário Bernardini, membro do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a queda no ingresso da pessoas que entram no mercado de trabalho anualmente para a metade do nível do que era há dez anos é suficiente para não piorar o desemprego. "O Brasil, do ponto de vista do emprego, não precisa crescer mais que 2,5% ao ano", disse.
Com informações do Estadão
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9 de agosto de 2012
Segundo semestre será muito melhor que o primeiro, dizem banqueiros
O segundo semestre será muito melhor para a economia brasileira, disseram nesta quinta-feira (8) dirigentes de bancos públicos e privados, após reunião que durou cerca de duas horas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, o único a conversar com a imprensa após a reunião, foram discutidas as perspectivas para a economia no segundo semestre, e a avaliação dos banqueiros é de retomada do crescimento neste período.
Nós vamos ter um segundo semestre muito melhor do que o primeiro. Esse é o pensamento de todos os que estiveram na reunião, disse Hereda.
O presidente da Caixa ressaltou que existe perspectiva de ampliação do crédito e que os spreads (diferença entre as taxas de captação dos recursos pelo banco e as cobradas dos clientes) continuam caindo no país. Foi uma reunião de balanço. Nós, da CEF, estamos indo bem e contribuindo para o crescimento do país, resumiu Hereda.
Participaram da reunião o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, o vice-presidente do Bradesco, Júlio Araújo, os presidentes do Itaú, Roberto Setúbal, e do Santander, Marcial Portela, os vice-presidentes dos bancos Safra, Silvio Aparecido de Carvalho, e BTG, Pérsio Arida, e os presidentes do Citibank, Hélio Magalhães, e do HSBC, André Brandão.
Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, o único a conversar com a imprensa após a reunião, foram discutidas as perspectivas para a economia no segundo semestre, e a avaliação dos banqueiros é de retomada do crescimento neste período.
Nós vamos ter um segundo semestre muito melhor do que o primeiro. Esse é o pensamento de todos os que estiveram na reunião, disse Hereda.
O presidente da Caixa ressaltou que existe perspectiva de ampliação do crédito e que os spreads (diferença entre as taxas de captação dos recursos pelo banco e as cobradas dos clientes) continuam caindo no país. Foi uma reunião de balanço. Nós, da CEF, estamos indo bem e contribuindo para o crescimento do país, resumiu Hereda.
Participaram da reunião o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, o vice-presidente do Bradesco, Júlio Araújo, os presidentes do Itaú, Roberto Setúbal, e do Santander, Marcial Portela, os vice-presidentes dos bancos Safra, Silvio Aparecido de Carvalho, e BTG, Pérsio Arida, e os presidentes do Citibank, Hélio Magalhães, e do HSBC, André Brandão.
Com informações da Agência Brasil.
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J. Simões
26 de junho de 2012
Crédito aumenta e atinge marca de 50,1% do PIB em maio, informa BC
BRASÍLIA - O ritmo de expansão do crédito no Brasil acelerou-se ligeiramente em maio, apesar de ainda se manter moderado, conforme dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central. O saldo dos empréstimos e financiamentos do sistema financeiro aumentou 1,7%, fechando o mês em R$ 2,136 trilhões. Em abril, o crescimento foi de 1,3% (dado revisado).
Mesmo moderada, a variação registrada em maio contribuiu para fazer com que, pela primeira vez, o estoque de crédito ultrapassasse a marca de metade do Produto Interno Bruto (PIB), chegando a 50,1% do PIB. No fim de abril, a proporção era de 49,6% (dado revisado).
O fraco desempenho do PIB certamente ajudou a elevar esse indicador.
Medido em 12 meses até maio, o crescimento foi de 18,3%, praticamente a mesma taxa verificada no período encerrado em abril. O Banco Central mantém a estimativa de crescimento do crédito em 15% neste ano.
A taxa de crescimento do estoque de crédito oriundo de recursos de livre aplicação pelos bancos foi de 1,6% em maio - puxada principalmente pelos empréstimos a empresas. O crédito direcionado, concedido com recursos de aplicação obrigatória, também registrou expansão (1,8%) muito próxima à média (1,7%). Este último tem sido muito influenciado pelos financiamentos habitacionais.
Com isso, o saldo do crédito livre atingiu R$ 1,369 trilhão e o do direcionado R$ 766,9 bilhões.
Novas concessões
A média diária de concessões apurada pelo BC indica que houve queda da oferta de crédito novo em maio, pelo menos no que diz respeito aos recursos de livre aplicação pelos bancos.
Segundo os números publicados, foram concedidos, em média, R$ 9,562 bilhões por dia útil em maio, volume 1,5% inferior ao do mês anterior. Em abril, havia sido registrada expansão de 6% sobre a média de março.
A queda ocorrida no mês passado foi puxada pelas operações com empresas, cuja média caiu 4,1%, ante expansão de 8,1% em abril sobre março. As concessões a famílias, que em abril tinham aumentado 4,6%, desaceleraram para alta de 0,2% em maio.
Carteira dos bancos
A carteira de empréstimos e financiamentos dos bancos públicos aumentou 2,5% em maio. A taxa de expansão foi superior ao dobro da registrada pelos privados. O saldo das operações do sistema financeiro privado subiu 1% no caso dos bancos de controle nacional e 0,9% no caso dos de controle estrangeiro, informou o Banco Central.
Os números indicam que a campanha iniciada em meados de abril pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, por orientação do Ministério da Fazenda, está surtindo efeito. O ministério queria mesmo um incremento no crédito, para estimular consumo e ajudar na recuperação no atualmente fraco nível da atividade econômica do país. As duas instituições estatais baixaram juros e investiram em forte campanha publicitária para conquistar novos clientes e ampliar suas operações de crédito.
A ampliação de apenas 1% na carteira dos bancos privados, por sua vez, sugere que, mesmo baixando juros, eles não atenderam a expectativa do governo de que o crédito apresentaria aceleração também entre instituições privadas.
Em meio à campanha por queda do custo do crédito, os dados do BC mostram que, se de um lado houve redução das taxas médias de juros de empréstimos dos bancos para o menor nível desde 2000, na outra ponta a inadimplência bateu recorde de alta em maio.
(Mônica Izaguirre e Murilo Rodrigues Alves | Valor)
Com informações do UOL.
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