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10 de janeiro de 2013

BB analisa duplicar crédito imobiliário em 2013



O Banco do Brasil (BB) quer dobrar este ano a sua carteira de crédito imobiliário. Novato nesse ramo de negócios, o banco conseguiu fechar 2012 com a liberação de R$ 11,35 bilhões de empréstimos imobiliários.

Trata-se de um crescimento de 75% em relação ao valor contratado em 2011, de R$ 6,43 bilhões, segundo dados obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A estratégia do BB é se tornar o segundo banco de crédito imobiliário no País até o fim de 2014. Para atingir essa meta, o BB precisa dobrar a cada ano a sua carteira. A liderança é ocupada hoje pela Caixa Econômica Federal, seguida pelo banco Itaú.

“Estamos focando muito forte neste mercado. A grande janela de oportunidade para o banco de varejo crescer a sua carteira de crédito no País é financiar as moradias”, disse o diretor de Crédito Imobiliário do BB, Gueitiro Matsuo Genso.

Segundo ele, o BB tem hoje uma participação de cerca de 4,1% no mercado, enquanto o segundo colocado ocupa uma fatia em torno de 9%.

Para o diretor, as medidas do governo de estímulo ao setor de construção civil, anunciadas no final do ano passado e que incluem a desoneração da folha de pagamentos, foram muito bem recebidas e viabilizaram vários projetos do setor.

Além do crédito para as pessoas físicas, o BB também financia as construtoras.

“Nosso potencial de geração de negócios futuros é muito grande, porque financiamos muitos empreendimentos. Eles vão sendo construídos e as pessoas vão comprando”, disse Genso.

O diretor destacou que o crédito imobiliário é o produto de maior fidelização para o banco, por se tratar de um financiamento de longo prazo. “Ao longo dos 30 anos, 20 anos de prazo que o cliente definir no financiamento, no mínimo uma vez por mês o banco mantém o relacionamento quando ele for pagar a prestação”, explicou Genso.

“Se o banco cuidar direito, esse cliente tende a concentrar a renda dele na conta”, completou.

Pelos dados do BB, do total de crédito imobiliário contratado em 2012, R$ 7,11 bilhões correspondem a aplicações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Outros R$ 1,27 bilhão foram liberados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 2,97 bilhões são de recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e demais fontes.

Com informações de EXAME

12 de abril de 2012

Com estímulo ao consumo, procura por crédito volta a crescer em março

Depois de registrar quedas consecutivas em janeiro e fevereiro, a procura por crédito voltou a crescer em março, estimulada pelos incentivos ao consumo do governo brasileiro. A busca por dinheiro emprestado cresceu 20,2% na passagem de fevereiro para março, informou a Serasa Experian nesta quinta-feira (12).

A procura por empréstimos aumentou em todas as classes de consumidores, com destaque para os brasileiros que ganham de R$ 2.000 a R$ 10 mil, em que a busca por crédito cresceu 21% e ficou acima da média.

A maior alta na busca por crédito foi registrada entre os moradores da região Sul, onde a alta foi de 27,4% em março em relação a fevereiro. Nas outras regiões, o crescimento foi abaixo da média nacional: Centro-Oeste (16,7%), Norte (15,4%), Nordeste (19,9%) e Sudeste (18,9%).

Considerando o primeiro trimestre de 2012, porém, apenas a baixa renda, cuja renda mensal é de até R$ 500, manteve a busca por crédito em alta, com expansão de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nos primeiros dois meses do ano, a busca por crédito teve queda porque o consumidor priorizou a quitação de dívidas em atraso e deixou de lado os empréstimos. Agora, com a inadimplência em alta, mas sem crescer, o brasileiro aproveitou as medidas a favor do consumo do governo para ir às compras, movimento que deve se repetir nos próximos meses, segundo os economistas da Serasa Experian.

No fim de março, o governo brasileiro prorrogou a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os eletrodomésticos da linha branca – máquinas de lavar roupa, tanquinhos, fogões e geladeira. O prazo terminaria no último dia 31, mas o consumidor terá agora mais três meses para comprar essas mercadorias a preços mais baixos – o prazo se encerra no fim de junho.

O “pacote de bondades” do governo inclui também os móveis, laminados PET para revestimentos, papel de parede, luminárias e lustres, que tiveram redução do IPI no mesmo pacote.

Com informações do R7