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17 de maio de 2012

Juros de cheque especial recuaram até 56% em abril



Os cortes nos juros promovidos por bancos públicos em abril foram seguidos pelas instituições privadas e provocaram uma redução generalizada nas taxas das operações de crédito ao consumidor e à pessoa jurídica, mostra pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 16, pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

As reduções para o cheque especial, por exemplo, vão de 0,16% a 56,12% do valor das taxas anuais. Mas, mesmo com grande parte da concorrência aderindo ao processo de redução dos juros, algumas taxas foram elevadas entre as duas datas de coleta dos valores comparados na pesquisa - 30 de março e 30 de abril.

"Por conta da forte competição que se iniciou com o anúncio de redução de juros pelos bancos públicos, houve quedas de juros nas operações de crédito nas principais instituições financeiras", afirma a Anefac, em nota distribuída à imprensa.

A pesquisa refere-se às taxas médias cobradas em cada modalidade de crédito e avaliou os juros oferecidos por seis instituições: Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC. No caso do cheque especial, a maior redução foi verificada na Caixa, onde os juros do cheque especial baixaram de 151,54% para 66,50% ao ano (uma redução de 56,12%), chegando à menor taxa entre os bancos analisados.

A menor queda (-0,16%) foi registrada no HSBC, que levou sua taxa anual de 217,98% em março para 217,63% em abril. O Santander foi o único banco que aumentou os juros do cheque especial, de 224,62% para 225,68% (uma alta de 0,47%).

26 de abril de 2012

Nova queda de juros deve ser conduzida com ‘parcimônia’, afirma Banco Central



O Banco Central (BC) avisou, na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quinta-feira (26), que uma queda adicional da taxa básica de juros (Selic) deve ser conduzida com "parcimônia".

A ata do encontro sacramentou a extensão da queda dos juros básicos da economia e retirou o compromisso em manter o tabelamento da Selic ligeiramente acima do mínimo histórico. No encontro da semana passada, o Comitê reduziu a Selic em 0,75 ponto porcentual, de 9,75% para 9%. 

Os cortes virão com parcimônia, potencialmente com recuos de 0,25 ponto porcentual, embora existam divergências quanto à dosagem. Essa é a interpretação de três fontes - um economista, um operador e um executivo do mercado financeiro que já acompanhou de perto as decisões do colegiado em gestões anteriores.

"Parcimônia quer dizer 0,25 ponto porcentual. Moderado é 0,50 ponto percentual", comentou a fonte que já esteve próxima das decisões do Copom em uma gestão anterior à do atual presidente do BC, Alexandre Tombini. Essa fonte vê uma sequência de 0,25 ponto percentual de cortes da Selic, taxa básica que está hoje em 9%. "O contrato janeiro de 2013 deve subir de 5 a 10 pontos. Ou seja, o BC continua randômico", comentou, brevemente, à Agência Estado.

"O BC sacramentou  a extensão da queda dos juros. Mas mantemos nosso cenário de corte de 0,50 ponto porcentual para o encontro de maio", disse à Agência Estado o economista-chefe da Prosper, Eduardo Velho.

"Análise crua indica movimentos de 0,25 ponto porcentual. Entre zero e dois cortes, dependendo dos dados", comentou um operador de uma grande seguradora estrangeira que atua no segmento de DIs na BM&FBovespa.

Com informações do Estadão

24 de abril de 2012

Programa ‘Minha casa, minha vida’ tem taxa de juros reduzida

Depois de reduzir os juros para o crédito ao consumidor e em outras linhas de empréstimos, a Caixa Econômica Federal (CEF) disse, nesta terça-feira, que o próximo passo é oferecer juro menor para o Minha Casa, Minha Vida.

O anúncio, disse Hereda, poderá ser feito nesta quarta-feira, durante entrevista coletiva com a imprensa, quando o banco divulgará o calendário dos tradicionais Feirões da Caixa, que neste ano tem início previsto para o dia 4 de maio.

"Teremos novidades em relação a juros também", disse o presidente da Caixa, Jorge Hereda, após participar da cerimônia do lançamento PAC 2 Mobilidade, no Palácio do Planalto, sem, no entanto, dar pistas do tamanho do corte. "É o Feirão da casa própria que a Caixa faz todo ano.

Vamos oferecer nossa linha de crédito a juros mais baixos para móveis, também para eletrodomésticos e para o Minha Casa, Minha Vida". A Caixa e o Banco do Brasil reduziram, no início do mês, os juros cobrados em várias linhas de empréstimo.

A atuação dos bancos públicos começou a ser seguida pelos bancos privados. Para o presidente da CEF, a reação dos bancos privados era "esperada". E disparou: "Existe uma grande confusão nessa coisa de baixar juros. Muita gente baixou juro para nichos, mas a Caixa baixou os juros para todo mundo".

Ele contou que desde a segunda-feira as agências da Caixa está abrindo suas agências todos os dias uma hora antes do início do expediente bancário regular para atender correntistas e futuros clientes. Essa ação permanecerá até 11 de maio.

Com informações do Estadão

10 de novembro de 2011

Juros ao consumidor voltam a cair em outubro e renovam mínima histórica

Os juros cobrados nos financiamentos à pessoa física voltaram a cair em outubro, de acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), e renovaram o recorde de menor taxa da série histórica, com média de 6,60%.

Tanto na comparação mensal quanto em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa média era 6,69%, houve redução de 9 pontos base. Segundo o coordenador do levantamento, divulgado nesta quinta-feira (10), e vice-presidente da associação, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a redução ocorreu mesmo após todas as medidas restritivas implementadas pelo Banco Central para reduzir a demanda interna e combater a inflação.

Segundo ele, o recuo pode ser atribuído a quatro fatores:
- Bom momento que passa a economia brasileira, mesmo com a pequena redução da atividade econômica;
- Maior oferta de crédito, atingindo hoje 48,4% do PIB, o maior volume já alcançado;
- Maior competição no sistema financeiro;
- Queda da taxa básica de juros Selic promovida pelo Banco Central em 19/10/2011;
Selic e juros ao consumidor

De acordo com dados divulgados pela Anefac, desde dezembro de 2010, a taxa básica de juro aumentou 0,75 ponto percentual, para 11,5% ao ano em outubro de 2011 (última reunião do Copom), enquanto os juros ao consumidor apresentaram uma redução de 4,65 pontos percentuais no mesmo período, chegando a 115,32% ao ano no décimo mês de 2011.

Por modalidade

Entre o nono e o décimo mês deste ano, com exceção dos juros do cartão de crédito, que ficaram estáveis, as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram queda nas taxas médias apuradas no período. Na comparação com outubro de 2010, apenas os juros do cheque especial registraram avanço.

Com informações do Info Money.