Ele é consultor e ela advogada. Para viver com seu filho, eles adquiriram um apartamento de 137 m² no Tatuapé, em São Paulo. No entanto, a morada como foi entregue não era satisfatória. Por isso, o casal contratou os serviços das arquitetas Agnes Manso e Alice Miglorancia, do Studio SM2. A demanda mais importante dos proprietários foi a seguinte: "queremos um lar bom para receber os amigos".
Tendo essa premissa em vista, nada mais natural que colocar a cozinha em evidência, integrando-a às salas. Onde a parede foi demolida, atualmente, está uma grande mesa de jantar branca, com superfície de vidro. Em dias de eventos a mesa comporta até 8 pessoas. O teto da cozinha foi rebaixado com gesso para esconder a presença da viga entre o cômodo e a sala de estar. O desnível é marcado pela iluminação.
Sob a mesa de jantar o piso de madeira de demolição serve de transição entre as áreas da cozinha e da sala de estar – ambas tem piso de porcelanato. A mesma madeira está presente nos gabinetes inferiores da cozinha. Os armários suspensos, por sua vez, receberam como acabamento lâminas de espelho. A coifa metálica segue a temática da alta refletividade. Por traz do conjunto, vê-se uma parede revestida de pastilhas de vidro azul bic. A despensa, localizada atrás do refrigerador, é acessada pela área de serviço.
O tom predominante do projeto é o azul, presente pela casa em diversas variações. Já os materiais mais utilizados foram a madeira de demolição, a pastilha de vidro, a fórmica, a laca colorida e o vidro.
A integração dos ambientes resultou na sensação de continuidade dos espaços, o que proporciona aos visitantes e moradores a impressão de amplitude do apartamento indo de encontro à necessidade do casal: a congregação de muitos amigos.
Com informações de Casa Vogue
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24 de janeiro de 2014
7 de maio de 2013
Valorize o seu imóvel
O arquiteto Caetano Del Pozzo só comprou o apartamento onde mora, em Higienópolis, depois de ver outra unidade conservada como na época da construção do prédio da década de 1950. O que viu o fez se decidir pela compra. O imóvel de 180 m² estava em péssimas condições e o negócio foi fechado por R$ 440 mil, abaixo do valor de mercado, há cerca de dois anos. O antigo dono precisava do dinheiro urgente para não perder um negócio Depois de passar pela reforma, que custou pouco mais de R$ 200 mil e foi concluída em menos de quatro meses, o imóvel está avaliado hoje em R$ 1,3 milhão, segundo ele.
A reforma só preservou o lavabo. Os três quartos originais deram lugar a uma única suíte; o banheiro de empregada foi sacrificado com a mudança do local da área de serviço e a cozinha se abre para a sala, integrando os espaços sociais. O restante do imóvel foi ocupado por ampla sala que reúne escritório, piano e home theater, integrada a ala íntima, que inclui um closet.
Com a personalização, o proprietário sabe que no momento de vender, terá de esperar por comprador, ou compradores, com perfil semelhante: casal low profile, sem filhos, que goste de cozinhar e de receber amigos. Mas não faltam candidatos. E dispostos a pagar pelo preço atual.
Como se vê, reformas em imóveis novos ou usados, de qualquer padrão, além do conforto do morador também trazem valorização no momento da venda.
Os profissionais da área apontam alguns critérios para que o proprietário consiga agregar valor ao patrimônio. As indicações vão desde a adoção de padrões neutros nos revestimentos e cores claras na pintura, até a opção pelo uso de material que dará praticidade na hora da faxina. Medida que tornou-se mais interessante, levando em conta a redução da carga horária de empregados domésticos, em consequência da recente alteração na legislação trabalhista.
A opção por derrubar ou acrescentar paredes, mudar portas, substituir revestimentos e adotar uma decoração personalizada não é recomendada pela maioria dos especialistas do mercado imobiliário. A exceção são os imóveis destinados à classe A, onde é comum o morador substituir praticamente tudo. Ao que parece, Del Pozzo não se preocupou com esta recomendação, embora tenha conseguido valorizar seu patrimônio.
O superintendente comercial de imóveis prontos da Lopes Imobiliária, Eduardo Campos, diz que a técnica construtiva atual permite aos edifícios recentes ter uma laje totalmente livre de colunas, o que torna possível movimentar as plantas de diferentes formas. Por isso, algumas construtoras já oferecem opções diferentes de divisão de espaços e acabamentos – mais comuns em empreendimentos novos, a partir de 100 m².
Se a reforma for para valorizar o imóvel pronto, Campos aconselha que o proprietário tenha em mente o preço de mercado, pois aquilo que foi modificado ou acrescentado nem sempre agrega valor proporcional ao que foi gasto. Em um cálculo rápido, ele estima que o custo não deva passar de 10% do valor da propriedade em imóveis na faixa de R$ 600 mil a R$ 800 mil, enquanto para os imóveis até R$ 3 milhões o gasto pode ultrapassar 20%, considerando o tamanho da unidade e o padrão de acabamento exigido.
Essa também é a recomendação do presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto. Para ele, um jeito fácil de definir quanto gastar em uma reforma é somar o orçamento da obra ao valor médio do metro quadrado na região. Se o valor final ficar muito acima, não vale a pena, a não ser que o objetivo seja recuperar o imóvel com obras estruturais ou de manutenção, indispensáveis para conservar o patrimônio. Inclui a substituição das redes hidráulica e elétrica em imóveis com mais de 20 anos e a adaptação para permitir a conexão de equipamentos de internet, TV a cabo ou ar condicionado.
Viana Neto, porém, defende que é melhor assumir os eventuais problemas de um imóvel do que tentar escondê-los com reformas superficiais no momento da venda. “O Código Civil determina a responsabilidade do corretor nesses casos e o Código do Consumidor protege o comprador contra atitudes que podem revelar má-fé, transformando a venda em um péssimo negócio para os envolvidos.”
Com informações do Estadão
2 de dezembro de 2011
Reforma no fim do ano requer atenção

Com a aproximação do Natal, muitas famílias querem reformar a casa para as festas de fim de ano a fim de receber amigos e familiares. Porém alguns cuidados devem ser tomados antes da reforma para não haver dores de cabeça depois.
“É fundamental fazer um planejamento. É preciso compreender as reais necessidades da reforma e listar tudo o que se deseja realizar”, ensina a arquiteta e coordenadora do Clube da Reforma e de projetos da Associação de Cimento Portland (ABCP), Carina Saito, em entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo. Ela explica ainda que com as necessidades e custos determinados se torna mais fácil planejar a obra e adaptar o orçamento para não faltar dinheiro no meio da reforma.
A contratação dos profissionais que irão realizar a obra também é um fator importante, e o meio mais confiável de se chegar a esses trabalhadores é por meio de indicação de um amigo ou conhecido. “Porém, antes de contratar procure referências, visite alguma obra realizada pelo profissional e avalie a proposta apresentada”, aconselha Carina, complementando que deve se fazer uma comparação entre vários profissionais e a partir dai escolher o melhor.
Outra dica importante é quanto ao pagamento, ele deve ser feito em etapas previamente negociadas com os profissionais da obra, dessa forma você garante que a reforma não seja abandonada.
O arquiteto Glaucio Gonçalves, da Espaço Brasileiro de Arquitetura, explica que um projeto bem executado só será possível através da contratação de um profissional gabaritado da área, arquiteto ou engenheiro civil, que irá estabelecer todos as etapas do processo, além de definir o material a ser utilizado.
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