Resultado ficou acima do total registrado no ano passado, de R$ 47 bilhões.
Meta para o ano está mantida em R$ 70 bilhões, diz Caixa.
A contratação de financiamento imobiliário pela Caixa Econômica Federal alcançou R$ 53 bilhões no dia 21 de setembro, R$ 6 bilhões acima do total registrado no ano passado, de R$ 47 bilhões.
A presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, afirmou que a meta para o ano está mantida em R$ 70 bilhões e garantiu que a situação financeira da empresa permite a execução dos projetos pelos próximos dois anos sem a necessidade de novos aportes do Tesouro Nacional (TN), o que ocorreu no final de agosto, quando o TN destinou R$ 2,5 bilhões para a instituição financeira.
"Para os próximos dois anos, temos posição boa para a execução dos projetos. Até porque a Caixa tem outras fontes de recursos", frisou Maria Fernanda, que participou de cerimônia para concessão de crédito para a execução da segunda fase da revitalização do porto do Rio de Janeiro.
A executiva disse ainda que a segunda fase do programa Minha Casa Minha Vida, que prevê a construção de dois milhões de moradias até 2014, tem possibilidade de estar disponível neste ano.
Maria Fernanda explicou que a segunda fase vai incluir não apenas moradias, mas também a integração de projetos de saneamento e áreas de mobilidade urbana, como praças.
Questionada sobre o orçamento para a segunda fase, a presidente da Caixa explicou que ainda não está definido o volume de recursos, mas indicou que na primeira fase foram deslocados R$ 64 bilhões entre recursos do Orçamento Geral da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
"Poderá ser aproximadamente o dobro", disse Maria Fernanda. "Há um processo de negociação para que [a segunda fase] aconteça até o fim do ano", acrescentou.
Minha Casa, Minha Vida
A presidente da Caixa Econômica Federal disse ainda que o governo deve lançar, ainda neste ano, o programa de habitação Minha Casa, Minha Vida 2, para a construção de 2 milhões de moradias. A ideia é que o plano seja executado entre 2011 e 2014, no próximo governo. O orçamento, disse Maria Fernanda, ainda está sendo discutido, mas provavelmente terá o dobro dos R$ 64 bilhões da primeira fase do projeto, que contempla a construção de 1 milhão de moradias.
Com informações da Agência Estado
30 de setembro de 2010
29 de setembro de 2010
IGP-M de Setembro de 2010 fica em 1,15%
O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) variou 1,15%, em setembro de 2010. Em agosto, o índice variou 0,77%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 1,60% em setembro de 2010. No mês anterior, a taxa foi de 1,24%. O índice relativo aos Bens Finais variou 1,14%, em setembro. Em agosto, este grupo de produtos mostrou variação de -0,15%. Contribuiu para a aceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 1,32% para 3,99%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 1,29%. Em agosto, a taxa foi de 0,40%.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,29%. Em agosto, a taxa foi de 0,33%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,48% para 0,26%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,34%, ante 0,41%, em agosto.
No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou 4,08%, em setembro. No mês anterior, o índice registrou variação de 4,44%. Os itens minério de ferro (15,08% para 0,28%), soja (em grão) (10,55% para 3,07%) e café (em grão) (1,23% para 0,73%) foram os principais responsáveis pela desaceleração do grupo. Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como: milho (em grão) (2,18% para 15,99%), algodão (em caroço) (0,44% para 30,97%) e aves (0,17% para 7,76%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,34%, em setembro de 2010. No mês anterior, a variação foi de -0,27%. Quatro dos sete grupos componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para Alimentação (-1,28% para 0,56%). Nesta classe de despesa, vale mencionar os itens: hortaliças e legumes (-9,59% para -4,07%), frutas (-3,31% para 1,33%) e carnes bovinas (1,64% para 3,94%).
Também apresentaram avanços em suas taxas os grupos: Vestuário (-0,90% para 0,72%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,21% para 0,39%) e Educação, Leitura e Recreação (0,02% para 0,17%). Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: roupas (-1,43% para 0,79%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,04% para 0,31%) e passagem aérea (-3,09% para 1,15%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram decréscimos em suas taxas de variação os grupos: Despesas Diversas (0,52% para 0,14%), Transportes (0,22% para 0,11%) e Habitação (0,23% para 0,22%). Nestas classes de despesa, os destaques foram os itens: cigarro (0,90% para 0,00%), álcool combustível (5,35% para 0,60%) e tarifa de eletricidade residencial (0,20% para -0,21%), respectivamente.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 1,60% em setembro de 2010. No mês anterior, a taxa foi de 1,24%. O índice relativo aos Bens Finais variou 1,14%, em setembro. Em agosto, este grupo de produtos mostrou variação de -0,15%. Contribuiu para a aceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 1,32% para 3,99%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 1,29%. Em agosto, a taxa foi de 0,40%.
O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,29%. Em agosto, a taxa foi de 0,33%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 0,48% para 0,26%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,34%, ante 0,41%, em agosto.
No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou 4,08%, em setembro. No mês anterior, o índice registrou variação de 4,44%. Os itens minério de ferro (15,08% para 0,28%), soja (em grão) (10,55% para 3,07%) e café (em grão) (1,23% para 0,73%) foram os principais responsáveis pela desaceleração do grupo. Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como: milho (em grão) (2,18% para 15,99%), algodão (em caroço) (0,44% para 30,97%) e aves (0,17% para 7,76%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,34%, em setembro de 2010. No mês anterior, a variação foi de -0,27%. Quatro dos sete grupos componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação, com destaque para Alimentação (-1,28% para 0,56%). Nesta classe de despesa, vale mencionar os itens: hortaliças e legumes (-9,59% para -4,07%), frutas (-3,31% para 1,33%) e carnes bovinas (1,64% para 3,94%).
Também apresentaram avanços em suas taxas os grupos: Vestuário (-0,90% para 0,72%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,21% para 0,39%) e Educação, Leitura e Recreação (0,02% para 0,17%). Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: roupas (-1,43% para 0,79%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,04% para 0,31%) e passagem aérea (-3,09% para 1,15%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram decréscimos em suas taxas de variação os grupos: Despesas Diversas (0,52% para 0,14%), Transportes (0,22% para 0,11%) e Habitação (0,23% para 0,22%). Nestas classes de despesa, os destaques foram os itens: cigarro (0,90% para 0,00%), álcool combustível (5,35% para 0,60%) e tarifa de eletricidade residencial (0,20% para -0,21%), respectivamente.
Bancos buscam opções para financiar imóveis
Previsão da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) é que o Brasil necessite, já em 2013, de R$ 100 bilhões de recursos adicionais para financiar o setor imobiliário. Para tapar o rombo, bancos e entidades discutem alternativas para fomentar o mercado de covered bonds, obrigações hipotecárias e do setor público muito usadas na Europa. Elas funcionam como uma espécie de Letra de Crédito Imobiliário emitida pelos bancos.
O presidente da Abecip, Luiz Antônio França, ressaltou que a partir do momento em que os bancos emitirem estes papéis, existe a possibilidade de outros entrantes neste mercado, até mesmo instituições médias.
França analisa que será necessário buscar alternativas de captação de recursos (funding) no mercado, uma vez que as divisas da caderneta de poupança não devem suprir a demanda. A proporção Produto Interno Bruto (PIB) e crédito imobiliário deverá sair dos 4% atuais para algo como 11%, em 2014. Os recursos das cadernetas começarão a se tornar escassos em até três anos.
No começo do mês, a Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou novo recorde histórico neste tipo de empréstimo, ao revisar a estimativa de R$ 60 bilhões até o final de dezembro, para mais de R$ 70 bilhões. Se concretizado o fato, a Caixa fechará o ano com crescimento de 48,8% no crédito imobiliário. O banco é o que mais empresta para o setor.
O crédito imobiliário deve financiar por volta de 930 mil imóveis em 2010, mas a demanda média anual deve superar 1,37 milhão de unidades até 2016. O déficit habitacional é de mais 400 mil unidades anuais, segundo estima a Abecip.
O presidente da entidade destaca que os covered bonds levam algumas vantagens frente à poupança. Os recursos da poupança são alocados no longo prazo e captados no curto. Os bonds casam prazos, e as instituições precisam disto para crescer. A ausência desta condição pode fazer o mercado não crescer. De acordo com ele, o instrumento financeiro oferece dupla garantia ao mercado: a do banco e a dos empréstimos. É viável termos estas operações de funding no Brasil. Temos demanda, alto grau de empregabilidade, confiança do consumidor e classes sociais em ascensão.
Na opinião dele, é preciso haver leis específicas para covered bonds . Na Europa, o Royal Bank of Scotland (RBS) calcula que o instrumento de captação trouxe, até junho, R$ 2,4 trilhões de euros. Contudo, no Brasil, ainda não existem estimativas. A princípio, a discussão é se o instrumento de funding será negociado na Bolsa, ou, em forma de dívidas, com outras características.
Risco
A agência de classificação de risco Fitch Ratings acredita que se o covered bonds for implantado, será a maior operação do gênero da América Latina. Mas, antes de atrair divisas de fora, executivos da agência acreditam que o desenho das regras e a atração de compradores locais seja de fundamental importância.
O diretor associado na América Latina da Fitch Ratings, Robert Krause, reforça o argumento, lembrando que o mercado demorou certo tempo a assimilar a alienação fiduciária. O mercado queria saber se havia segurança jurídica para investir.
Uma das vantagens que o covered bonds levaria é que a classificação de risco leva em conta o rating do País e do banco. Os médios podem até conseguir maior rating do que o próprio.
Krause destacou ao DCI que os bancos grandes precisam direcionar 65% da captação de poupança para crédito imobiliário. A nova ferramenta pode ajudar a questão do funding. A originação ainda nem chegou aos dois dígitos em relação ao PIB. Cresce dois dígitos por ano porque a base é muito pequena.
De acordo com ele, o covered bonds não precisa se restringir ao setor imobiliário. Pode ser para crédito de consumo também. Hoje, a secutirização está focada em bancos médios, que emprestam para nichos. Tem um descasamento grande entre ativos e passivos. Pode nascer aí, destacou o executivo.(DCI)
O presidente da Abecip, Luiz Antônio França, ressaltou que a partir do momento em que os bancos emitirem estes papéis, existe a possibilidade de outros entrantes neste mercado, até mesmo instituições médias.
França analisa que será necessário buscar alternativas de captação de recursos (funding) no mercado, uma vez que as divisas da caderneta de poupança não devem suprir a demanda. A proporção Produto Interno Bruto (PIB) e crédito imobiliário deverá sair dos 4% atuais para algo como 11%, em 2014. Os recursos das cadernetas começarão a se tornar escassos em até três anos.
No começo do mês, a Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou novo recorde histórico neste tipo de empréstimo, ao revisar a estimativa de R$ 60 bilhões até o final de dezembro, para mais de R$ 70 bilhões. Se concretizado o fato, a Caixa fechará o ano com crescimento de 48,8% no crédito imobiliário. O banco é o que mais empresta para o setor.
O crédito imobiliário deve financiar por volta de 930 mil imóveis em 2010, mas a demanda média anual deve superar 1,37 milhão de unidades até 2016. O déficit habitacional é de mais 400 mil unidades anuais, segundo estima a Abecip.
O presidente da entidade destaca que os covered bonds levam algumas vantagens frente à poupança. Os recursos da poupança são alocados no longo prazo e captados no curto. Os bonds casam prazos, e as instituições precisam disto para crescer. A ausência desta condição pode fazer o mercado não crescer. De acordo com ele, o instrumento financeiro oferece dupla garantia ao mercado: a do banco e a dos empréstimos. É viável termos estas operações de funding no Brasil. Temos demanda, alto grau de empregabilidade, confiança do consumidor e classes sociais em ascensão.
Na opinião dele, é preciso haver leis específicas para covered bonds . Na Europa, o Royal Bank of Scotland (RBS) calcula que o instrumento de captação trouxe, até junho, R$ 2,4 trilhões de euros. Contudo, no Brasil, ainda não existem estimativas. A princípio, a discussão é se o instrumento de funding será negociado na Bolsa, ou, em forma de dívidas, com outras características.
Risco
A agência de classificação de risco Fitch Ratings acredita que se o covered bonds for implantado, será a maior operação do gênero da América Latina. Mas, antes de atrair divisas de fora, executivos da agência acreditam que o desenho das regras e a atração de compradores locais seja de fundamental importância.
O diretor associado na América Latina da Fitch Ratings, Robert Krause, reforça o argumento, lembrando que o mercado demorou certo tempo a assimilar a alienação fiduciária. O mercado queria saber se havia segurança jurídica para investir.
Uma das vantagens que o covered bonds levaria é que a classificação de risco leva em conta o rating do País e do banco. Os médios podem até conseguir maior rating do que o próprio.
Krause destacou ao DCI que os bancos grandes precisam direcionar 65% da captação de poupança para crédito imobiliário. A nova ferramenta pode ajudar a questão do funding. A originação ainda nem chegou aos dois dígitos em relação ao PIB. Cresce dois dígitos por ano porque a base é muito pequena.
De acordo com ele, o covered bonds não precisa se restringir ao setor imobiliário. Pode ser para crédito de consumo também. Hoje, a secutirização está focada em bancos médios, que emprestam para nichos. Tem um descasamento grande entre ativos e passivos. Pode nascer aí, destacou o executivo.(DCI)
27 de setembro de 2010
Informaçoes sobre Regularizaçao de Imoveis
Operações de compra e venda envolvem uma série de burocracias que nem sempre são respeitadas
Há um ditado que diz que só é dono quem registra. Apesar de antiga, a máxima popular nem sempre é respeitada por quem compra ou vende um imóvel. O resultado é o surgimento anos mais tarde de problemas com a regularização do bem, seja quando o local é revendido, seja com a morte do proprietário. Para evitar transtornos, é imprescindível pesquisar a existência de algum entrave, buscar a solução adequada e concretizar a tramitação administrativa e judicial da documentação logo depois da compra.
Para o sócio-proprietário da Céu-Lar Imóveis Fernando Júnior, um dos entraves que contribuem para as irregularidades é a indisponibilidade de recursos financeiros para os procedimentos burocráticos em cartórios e repartições públicas. O comprador deve sempre se lembrar de que não bastará conseguir o dinheiro necessário para pagar o preço combinado com o vendedor. Será necessário reservar, aproximadamente, 5% do valor do imóvel para arcar com impostos, taxas, emolumentos cartorários e a remuneração dos serviços envolvidos, ressalta.
Segundo ele, uma situação muito comum é a aquisição de um imóvel por meio de um contrato particular, em que o comprador gasta todas as economias no pagamento do imóvel e, com isso, prefere adiar a regularização da documentação. Posteriormente, quando essa pessoa promover a venda do imóvel, pode até conseguir alguém que tem interesse na compra; porém, será necessário resolver aquilo que não foi feito anteriormente, gerando mais desgaste e impasses na negociação imobiliária.
Para que a operação de compra e venda seja feita com sucesso, Fernando Júnior fala que o corretor de imóveis, o advogado especialista em direito imobiliário e o despachante imobiliário podem ajudar. O corretor pode perceber o entrave antes da finalização do negócio, o advogado confirma essa questão e já propõe a solução, e o despachante obtém os papéis necessários para a regularidade.
Oficial do 1º Ofício de Registro de Imóveis de Belo Horizonte e especialista em direito de trabalho e previdenciário, e direito notarial e registral, Fernando Pereira do Nascimento ressalta a importância de a regularização ser feita o quanto antes. Recomenda-se que o pagamento ou o início dele seja feito somente após o adquirente ter solicitado todos os documentos que comprovam a regularidade do imóvel, especialmente a certidão de ônus e ações, emitida pelo cartório de registro de imóveis competente, aconselha o advogado.
Há um ditado que diz que só é dono quem registra. Apesar de antiga, a máxima popular nem sempre é respeitada por quem compra ou vende um imóvel. O resultado é o surgimento anos mais tarde de problemas com a regularização do bem, seja quando o local é revendido, seja com a morte do proprietário. Para evitar transtornos, é imprescindível pesquisar a existência de algum entrave, buscar a solução adequada e concretizar a tramitação administrativa e judicial da documentação logo depois da compra.
Para o sócio-proprietário da Céu-Lar Imóveis Fernando Júnior, um dos entraves que contribuem para as irregularidades é a indisponibilidade de recursos financeiros para os procedimentos burocráticos em cartórios e repartições públicas. O comprador deve sempre se lembrar de que não bastará conseguir o dinheiro necessário para pagar o preço combinado com o vendedor. Será necessário reservar, aproximadamente, 5% do valor do imóvel para arcar com impostos, taxas, emolumentos cartorários e a remuneração dos serviços envolvidos, ressalta.
Segundo ele, uma situação muito comum é a aquisição de um imóvel por meio de um contrato particular, em que o comprador gasta todas as economias no pagamento do imóvel e, com isso, prefere adiar a regularização da documentação. Posteriormente, quando essa pessoa promover a venda do imóvel, pode até conseguir alguém que tem interesse na compra; porém, será necessário resolver aquilo que não foi feito anteriormente, gerando mais desgaste e impasses na negociação imobiliária.
Para que a operação de compra e venda seja feita com sucesso, Fernando Júnior fala que o corretor de imóveis, o advogado especialista em direito imobiliário e o despachante imobiliário podem ajudar. O corretor pode perceber o entrave antes da finalização do negócio, o advogado confirma essa questão e já propõe a solução, e o despachante obtém os papéis necessários para a regularidade.
Oficial do 1º Ofício de Registro de Imóveis de Belo Horizonte e especialista em direito de trabalho e previdenciário, e direito notarial e registral, Fernando Pereira do Nascimento ressalta a importância de a regularização ser feita o quanto antes. Recomenda-se que o pagamento ou o início dele seja feito somente após o adquirente ter solicitado todos os documentos que comprovam a regularidade do imóvel, especialmente a certidão de ônus e ações, emitida pelo cartório de registro de imóveis competente, aconselha o advogado.
24 de setembro de 2010
Grátis, cartórios orientam compra segura de imóveis
O presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), Rogério Portugal Bacellar, faz um alerta: a compra de um imóvel exige que o consumidor faça um bom planejamento financeiro e que, principalmente, tome muitos cuidados para não cair em armadilhas. De acordo com informações da Anoreg/BR, tabelionatos de notas prestam consultoria gratuita a quem deseja comprar um imóvel, tanto na planta como os já construídos. As taxas só são cobradas pelos tabelionatos no caso da formalização da escritura.
Para compra de imóveis na planta, Bacellar diz que o primeiro passo para um negócio seguro é procurar informações sobre a construtora. Como as construtoras têm de registrar seu projeto de incorporação em cartório, ela terá de apresentar uma série de documentos que comprovam sua idoneidade, explica.
Segundo o presidente da Anoreg/BR, é fundamental que o projeto de incorporação esteja aprovado pela prefeitura e registrado no cartório de Registro de Imóveis da região, significando que a obra está devidamente regularizada de acordo com as exigências legais.
Bacellar orienta solicitar no cartório uma certidão do memorial descritivo da obra, para confrontar as medidas informadas no mesmo com aquelas impressas em folhetos de propaganda e outros meios de divulgação, o que evitará futuras frustrações, reforça.
Imóveis prontos
O presidente da Anoreg/BR chama atenção para o fato de planejamento e precauções serem necessários também para imóveis prontos. Para fugir de uma armadilha, é essencial que se verifique a documentação do imóvel. O comprador deve exigir a certidão de ônus reais do imóvel, e certidões pessoais dos proprietários e vendedores, orienta Bacellar.
Outros papéis importantes são as certidões fiscais do imóvel, obtidas junto à prefeitura; e certidões tributárias para saber se há alguma dívida em nome do vendedor.
Também é valido que antes de efetuar o pagamento, o comprador dirija-se ao Cartório de Registro de Imóveis pertinente, solicitando certidão de propriedade para comprovar que o bem em negociação realmente pertence a quem o está vendendo. Nessa certidão deve constar se o imóvel se acha onerado por hipotecas, penhoras, usufrutos, entre outros, finaliza o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), Rogério Portugal Bacellar.
Para compra de imóveis na planta, Bacellar diz que o primeiro passo para um negócio seguro é procurar informações sobre a construtora. Como as construtoras têm de registrar seu projeto de incorporação em cartório, ela terá de apresentar uma série de documentos que comprovam sua idoneidade, explica.
Segundo o presidente da Anoreg/BR, é fundamental que o projeto de incorporação esteja aprovado pela prefeitura e registrado no cartório de Registro de Imóveis da região, significando que a obra está devidamente regularizada de acordo com as exigências legais.
Bacellar orienta solicitar no cartório uma certidão do memorial descritivo da obra, para confrontar as medidas informadas no mesmo com aquelas impressas em folhetos de propaganda e outros meios de divulgação, o que evitará futuras frustrações, reforça.
Imóveis prontos
O presidente da Anoreg/BR chama atenção para o fato de planejamento e precauções serem necessários também para imóveis prontos. Para fugir de uma armadilha, é essencial que se verifique a documentação do imóvel. O comprador deve exigir a certidão de ônus reais do imóvel, e certidões pessoais dos proprietários e vendedores, orienta Bacellar.
Outros papéis importantes são as certidões fiscais do imóvel, obtidas junto à prefeitura; e certidões tributárias para saber se há alguma dívida em nome do vendedor.
Também é valido que antes de efetuar o pagamento, o comprador dirija-se ao Cartório de Registro de Imóveis pertinente, solicitando certidão de propriedade para comprovar que o bem em negociação realmente pertence a quem o está vendendo. Nessa certidão deve constar se o imóvel se acha onerado por hipotecas, penhoras, usufrutos, entre outros, finaliza o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), Rogério Portugal Bacellar.
23 de setembro de 2010
Construção deverá quadruplicar atrativos para segurar mão de obra qualificada
Com crescimento e ganho de produtividade de 1% ao ano, como vem ocorrendo, nos próximos 12 anos teremos uma situação preocupante em relação à mão de obra qualificada, explicou nesta segunda-feira (20/9/2010) o professor Fernando Garcia, da FVG durante a reunião do Grupo de Trabalho de Mão de Obra com os GTs de Habitação e Infraestrutura, bem como as consultorias FGV e LCA, contratadas para o 9º Construbusiness, do Departamento da Indústria da Construção, Deconcic, da Fiesp.
Dados do Sinduscon e FGV mostram que de julho de 2010 até agora houve um crescimento de emprego de 1% ao mês. O ritmo de contratações vem superando o de demissões e o estoque aumentando 1% ao mês desde janeiro de 2007 com tendência de alta. No segundo trimestre de 2010, segundo a FGV, houve um crescimento sustentável em todas as frentes:
De acordo com esses dados, o emprego na construção civil está crescendo em todas as regiões do País, de 9% a 10% ao ano nas regiões Sul e Sudeste e de 24% a 25% ao ano no Nordeste. A mão de obra qualificada nas construtoras e as vendas de materiais de construção de comércio varejista que apontam também a demanda por produtos que vem do setor formiguinha e para construção de autogestão e que também vão demandar mão de obra para reformas estão crescendo ao ano à taxa de 20% acima da inflação, alertou Garcia.
O mercado brasileiro muito aquecido trouxe, de acordo com o professor da FGV, a queda da taxa de desemprego. Um fenômeno que não acontece especificamente só na construção civil. Toda a atividade econômica está aquecida e há um ritmo de contratação muito forte em todos os setores. O País está chegando a um nível de desemprego a um patamar inferior a 7%. Em algumas regiões, particularmente na região metropolitana de Belo Horizonte, já chegou a 4% considerado o nível mínimo de taxa de desemprego, que é o friccional (pessoa que sai de um emprego e está a procura de outro) ou seja, estamos chegando no pleno emprego da mão de obra, destacou Garcia.
Durante o encontro, que contou a presença do coordenador do GT Habitação, João Claudio Robusti, do GT Infraestrutura Manuel Rossitto e os coordenadores da Mão de Obra Universitária e da Mão de Obra Especializada, respectivamente, Soridem Rodrigues e Dilson Ferreira, questões sobre capacidade instalada também foram discutidas.
Seja na indústria de materiais de utilização de capacidade instalada seja na economia como um todo em que a taxa de desemprego teve forte redução o contingente de mão de obra, que pode ser capturado rapidamente e treinado para ser colocado numa obra está desaparecendo. E a tendência é que nesse ciclo de crescimento com os eventos da Copa do Mundo, Olimpíadas e Pré-sal a demanda por de mão de obra aumente ainda mais. A expectativa é que a taxa de desemprego se reduza mais na próxima década e chegue ao patamar dos anos 70, época em que a cadeia de construção civil teve um bom desempenho no Brasil com taxa de desemprego de 3,5 a 4,5% ao ano, contou o professor da FGV.
Garcia informou, ainda, que com o aumento do emprego formal e a melhora no nível de qualificação da mão de obra, o setor de construção vai ter de disputar mais os profissionais. O setor vai ter que encontrar meios de tornar esse setor bastante atrativo, argumentou.
Durante o encontro, Rossitto sugeriu estudar o mercado de São Paulo separadamente do resto do Brasil e Robusti propôs a divisão do trabalho em metas, a cada quatro anos com acompanhamento anual.
A terceirização e a redução da jornada de trabalho também são preocupações do Grupo de Trabalho que estuda a mão de obra no Brasil.
Segundo José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da entidade, membro do Conselho Superior da Construção e diretor-titular do Deconcic, o futuro da mão de obra no Brasil é preocupante. Assim criamos dois grupos especiais Mão de Obra Universitária e Mão de Obra Especializada para estudar formas de preparação adequadas para o setor, declarou.
Dados do Sinduscon e FGV mostram que de julho de 2010 até agora houve um crescimento de emprego de 1% ao mês. O ritmo de contratações vem superando o de demissões e o estoque aumentando 1% ao mês desde janeiro de 2007 com tendência de alta. No segundo trimestre de 2010, segundo a FGV, houve um crescimento sustentável em todas as frentes:
De acordo com esses dados, o emprego na construção civil está crescendo em todas as regiões do País, de 9% a 10% ao ano nas regiões Sul e Sudeste e de 24% a 25% ao ano no Nordeste. A mão de obra qualificada nas construtoras e as vendas de materiais de construção de comércio varejista que apontam também a demanda por produtos que vem do setor formiguinha e para construção de autogestão e que também vão demandar mão de obra para reformas estão crescendo ao ano à taxa de 20% acima da inflação, alertou Garcia.
O mercado brasileiro muito aquecido trouxe, de acordo com o professor da FGV, a queda da taxa de desemprego. Um fenômeno que não acontece especificamente só na construção civil. Toda a atividade econômica está aquecida e há um ritmo de contratação muito forte em todos os setores. O País está chegando a um nível de desemprego a um patamar inferior a 7%. Em algumas regiões, particularmente na região metropolitana de Belo Horizonte, já chegou a 4% considerado o nível mínimo de taxa de desemprego, que é o friccional (pessoa que sai de um emprego e está a procura de outro) ou seja, estamos chegando no pleno emprego da mão de obra, destacou Garcia.
Durante o encontro, que contou a presença do coordenador do GT Habitação, João Claudio Robusti, do GT Infraestrutura Manuel Rossitto e os coordenadores da Mão de Obra Universitária e da Mão de Obra Especializada, respectivamente, Soridem Rodrigues e Dilson Ferreira, questões sobre capacidade instalada também foram discutidas.
Seja na indústria de materiais de utilização de capacidade instalada seja na economia como um todo em que a taxa de desemprego teve forte redução o contingente de mão de obra, que pode ser capturado rapidamente e treinado para ser colocado numa obra está desaparecendo. E a tendência é que nesse ciclo de crescimento com os eventos da Copa do Mundo, Olimpíadas e Pré-sal a demanda por de mão de obra aumente ainda mais. A expectativa é que a taxa de desemprego se reduza mais na próxima década e chegue ao patamar dos anos 70, época em que a cadeia de construção civil teve um bom desempenho no Brasil com taxa de desemprego de 3,5 a 4,5% ao ano, contou o professor da FGV.
Garcia informou, ainda, que com o aumento do emprego formal e a melhora no nível de qualificação da mão de obra, o setor de construção vai ter de disputar mais os profissionais. O setor vai ter que encontrar meios de tornar esse setor bastante atrativo, argumentou.
Durante o encontro, Rossitto sugeriu estudar o mercado de São Paulo separadamente do resto do Brasil e Robusti propôs a divisão do trabalho em metas, a cada quatro anos com acompanhamento anual.
A terceirização e a redução da jornada de trabalho também são preocupações do Grupo de Trabalho que estuda a mão de obra no Brasil.
Segundo José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da entidade, membro do Conselho Superior da Construção e diretor-titular do Deconcic, o futuro da mão de obra no Brasil é preocupante. Assim criamos dois grupos especiais Mão de Obra Universitária e Mão de Obra Especializada para estudar formas de preparação adequadas para o setor, declarou.
22 de setembro de 2010
Acesso a financiamento imobiliário é quase cinco vezes maior na alta renda
Apenas 1,69% dos brasileiros da classe E possui acesso a financiamento imobiliário. O percentual é quase cinco vezes maior nas classes AB, subindo para 7,74%. O resultado é de uma pesquisa do Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas), divulgada na semana passada.
Em termos de moradia, observamos que a série se mantém mais ou menos estável desde 2004, com pequena queda se considerarmos a variação entre 2003 e 2009, afirma o relatório.
Na classe C, o acesso ao financiamento imobiliário foi de 4,97% no ano passado, enquanto na classe D, de 2,98%.
O levantamento mostrou que diminuiu a proporção das famílias com moradia própria já paga, de 71,27% em 2008 para 70,58% em 2009. Também caiu o percentual de famílias com casa própria, porém, ainda pagando: de 4,35% em 2008 para 4,29% em 2009.
Mais aluguéis caros
Os números apresentam ainda um crescimento no número de moradias nas quais o valor do aluguel está acima da média. O aluguel mais caro, segundo a FGV, pode ser interpretado como melhoria na qualidade de moradia.
As famílias em imóveis nessas condições aumentaram 89,8% no acumulado desde 2003. Naquele ano, 4,73% das famílias pagavam aluguel acima da média. Em 2008 esse número já era de 8,19%, subindo para 8,98% no ano passado.
Já as famílias que pagam aluguéis mais baratos que a média eram 8,70% em 2003, caindo para 7,17% em 2008 e para 6,80% no ano passado.
Em termos de moradia, observamos que a série se mantém mais ou menos estável desde 2004, com pequena queda se considerarmos a variação entre 2003 e 2009, afirma o relatório.
Na classe C, o acesso ao financiamento imobiliário foi de 4,97% no ano passado, enquanto na classe D, de 2,98%.
O levantamento mostrou que diminuiu a proporção das famílias com moradia própria já paga, de 71,27% em 2008 para 70,58% em 2009. Também caiu o percentual de famílias com casa própria, porém, ainda pagando: de 4,35% em 2008 para 4,29% em 2009.
Mais aluguéis caros
Os números apresentam ainda um crescimento no número de moradias nas quais o valor do aluguel está acima da média. O aluguel mais caro, segundo a FGV, pode ser interpretado como melhoria na qualidade de moradia.
As famílias em imóveis nessas condições aumentaram 89,8% no acumulado desde 2003. Naquele ano, 4,73% das famílias pagavam aluguel acima da média. Em 2008 esse número já era de 8,19%, subindo para 8,98% no ano passado.
Já as famílias que pagam aluguéis mais baratos que a média eram 8,70% em 2003, caindo para 7,17% em 2008 e para 6,80% no ano passado.
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