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7 de janeiro de 2013

Planeje seu orçamento para 2013



O começo do ano é sempre igual, IPVA, IPTU, matrícula em escolas, etc. Se você não se programar, pode ter surpresas desagradáveis, por isso, Ângela Nunes, economista, especialista em mercado de capitais e planejadora financeira certificada, CPF pelo IBCPF deu algumas dicas de como fazer um planejamento para um bom orçamento em 2013. 

Segundo Ângela, o primeiro passo é começar a planejar em janeiro, montando a previsão para os gastos até dezembro. A economista sugere guardar um pouco do salário todo o mês para suprir os gastos excessivos de final de ano sem ficar na dependência do 13º salário. "Acredito que uma boa saída para as pessoas é elas trabalharem com o planejamento a longo prazo, pois todo ano acontece o mesmo erro. As pessoas esquecem de analisar seus gastos mensalmente e o décimo terceiro passa a ser a salvação para quitar as dívidas acumuladas", comenta Ângela.

 Segundo pesquisas, o ano de 2012 foi o ano onde o brasileiro mais se endividou, especialistas dizem que isso é falta de planejamento e educação financeira. "O brasileiro pensa pouco no futuro, pois não tem o hábito de lidar com planejamento. Soma-se a precariedade da educação financeira nas escolas com o endividamento e tudo vira uma bola de neve difícil de controlar. É preciso planejar", comenta a economista. 
Ângela comenta que existem dois tipos de endividamento: O saudável e o por consumo. O saudável é aquele que traz algum benefício duradouro, como imóveis, carros, etc. O por consumo é endividamento por falta de controle, dívidas que não tarzem nenhum benefício, como roupas, viagens desnecessárias, etc. O forte apelo comercial presente nos meios de comunicação também é considerado pela economista como um atrativo ao endividamento. 

O parcelamento é apontado como outro fator de risco para o endividamento do brasileiro. "A pessoa faz as contas e vê que a parcela cabe no seu salário, mas se esquece de que ela tem outras três ou quatro parcelas que individualmente também cabiam no salário. Ao final do mês, quando for somar todos os parcelamentos, falta dinheiro e aí começam os problemas com o cheque especial e o cartão de crédito", menciona Ângela. 
Segundo a especialista, um erro muito comum é que no fim do ano as pessoas gastam completamente o 13º e esquecem das despesas do início do ano. "Caso a pessoa tenha exagerado nas compras de natal e não tenha sobrado dinheiro para as indesejáveis dívidas do começo do ano, vai precisar recorrer ao cheque especial e, com isso, estará sujeito à cobrança de juros e correção monetária sobre o valor usado para pagar suas despesas", aponta Ângela. 

Não é preciso esperar o final do ano para consertar as finanças. Organização e disciplina podem resolver facilmente, desde que todos que participam do orçamento familiar estejam empenhados na tarefa. A economista recomenda que logo no início de janeiro se faça uma previsão dos gastos até dezembro. Isso facilita na hora de identificar as principais despesas do orçamento familiar e a planejar inclusive o que pode ser cortado para ajudar na economia. Ângela sugere que o consumidor avalie sobre a real necessidade do consumo imediato em relação ao consumo futuro, evitando o endividamento pelas compras desnecessárias.

Com informações do site bbel.com.br

3 de dezembro de 2012

Saiba como utilizar seu 13º salário com sabedoria



Falta menos de um mês para o fim do ano, e com ele vem o tão esperado 13º salário. Enquanto algumas pessoas o gastam nas festividades desta época, outros fazem planos com ele, seja para adquirir um sonho ou para arcar com as enormes despesas que vem com o começo de ano. Mas quais são as melhores formas para aproveitá-lo? A resposta dos especialistas é unânime: Faça um planejamento e quite suas dívidas! 

Para a Fádua Sleiman, diretora do Conselho Nacional da Mulher Empresária, a associação do 13º com as compras de natal se dá devido ao seu recebimento no final do ano, porém, a ideia original do benefício é colaborar com o salário base. O professor da FECAP Edson Sadao, doutor em administração pública e governo, complementa que o impulso para gastar o 13º salário é demasiadamente sedutor e, por isso, é necessário o planejamento. "Quem tem dívidas em atraso, vale a pena priorizar o pagamento, evitando os altos custos de juros cobrados pelos mercado".

O especialista comenta que algumas pessoas mesmo usando o 13º salário ainda manterão 1 ou 2 dívidas. "Manter algum endividamento pode ser a saída para quem quiser gastar com as festas de final de ano", comenta Sadao. Por isso que o planejamento é tão importante. Sadao menciona a tão alta taxa de juros cobrada no país, e por isso, para evitar dívidas ainda maiores o mais sábio é se organizar e quitá-las.

Poucas pessoas têm o hábito de poupar quando recebem um dinheiro extra, ainda mais quando ele chega próximo às festas de final de ano. O que muitos esquecem é que junto com o novo ano chegam os impostos e taxas. Fádua recomenda atenção a esses gastos. "O dinheiro deve ser utilizado para pagar os impostos de começo de ano e, para quem tem filhos na escola, mensalidades, faculdade e material escolar". 

Sadao cita alguns fatores a se considerar na hora de planejar os gastos, como a idade, preferências e gostos. Diante de tantas informações, segundo o professor, o ideal é que o gasto não ultrapasse 70% do valor do 13º salário. Fádua sugere fazer uma lista de presentes e estipular um valor máximo a ser gasto, evitando ultrapassá-lo. 

Uma dica para usar este dinheiro é adiantar o pagamento das contas que vencem só no início do ano, mas para que essa estratégia funcione, é necessário que o desconto seja maior ou igual a 1% ao mês, explica Sadao. "Vale negociar ou pagar antecipado porque o desconto pode ser muito interessante", complementa.
Com disciplina, organização e controle é possível fazer o 13º render frutos, investindo parte do valor recebido. O primeiro passo é avaliar a necessidade de uso desse dinheiro. Para investimentos a curto prazo, Edson Sadao recomenda o investimento na poupança tradicional, porém, se o investimento puder ser a longo prazo, a dica é investir no Tesouro Nacional, fundos de renda fixa ou previdência privada. 

Com informações do site bbel.com.br

27 de novembro de 2012

Dezembro pode ser uma ótima época para comprar o imóvel dos seus sonhos



Este final de ano pode ser um bom momento para quem já vinha procurando imóveis. Além da desaceleração da alta dos preços no mercado imobiliário, algumas construtoras oferecem descontos ou melhores condições de negociação neste período, de olho no maior poder de compra dos consumidores, que recebem o 13º salário, e na redução dos estoques para alcançar um bom fechamento anual.

Como a adoção de uma estratégia mais agressiva de vendas depende da condição de cada construtora, e não apenas do fator sazonal, a orientação é aproveitar boas oportunidades se a intenção já era comprar um imóvel, mas não encarar o momento como uma chance única de conseguir bons preços na compra do imóvel.

Segundo especialistas, o cenário é propício para que algumas oportunidades surjam principalmente entre as construtoras que possuem capital aberto, uma vez que, com as ações negociadas em Bolsa, elas precisam alcançar certas metas e mostrar bons resultados aos acionistas nos balanços trimestrais.

Para isso, algumas delas buscam oferecer promoções para reduzir seus estoques e aumentar o fluxo de caixa. “Algumas empresas fazem promoções ostensivamente, anunciam descontos, mas outras acabam apenas oferecendo melhores condições nos plantões de vendas”, explica o professor titular de real estate da Escola Politécnica da USP, João da Rocha Lima. Algumas boas ofertas, como ele acrescenta, podem não estar estampadas em anúncios, mas sim aparecer durante o momento da transação ou da negociação.

Luiz Fernando Gambi, diretor de comercialização e marketing do Secovi-SP, complementa que muitas empresas acabam trabalhando seus descontos de forma mais "banal", sem grandes alardes. “Muitas empresas, quando querem incentivar as vendas, comunicam aos seus canais de venda que estão flexibilizando sua tabela de desconto. Elas avisam aos vendedores que se antes eles poderiam dar descontos de 2%, agora podem trabalhar com 3%”, diz.

Marcelo Dzik, diretor de incorporação da construtora Even, afirma que o final de ano é um momento em que a construtora busca aproveitar a maior disponibilidade de renda dos consumidores por causa do décimo terceiro e também a maior intenção de compra de algumas pessoas que pretendiam comprar seu imóvel em 2012, mas ainda não o fizeram. Mas, ele explica que as oportunidades são muito mais condicionadas à necessidade de desovar unidades em estoque em um determinado momento, ou ao tipo de produto oferecido do que ao encerramento do ano.

Para encontrar maiores descontos nesta época, uma dica dos especialistas é partir do comprador a oferta de melhores opções de pagamento. Oferecer uma entrada maior, por exemplo, é algo que pode gerar descontos durante o ano todo, mas no final do ano a oferta pode surtir ainda mais efeito se a construtora estiver em busca de melhores resultados antes do ano acabar.

Bom momento do mercado

Além destes fatores que podem facilitar a compra no final de ano, a desaceleração na alta dos preços dos imóveis nos últimos meses também vem favorecendo a comercialização. No mês de outubro, a alta dos preços de imóveis medida pelo índice FipeZap foi a menor desde o início da série histórica em setembro de 2010. Nas regiões pesquisadas, que incluem sete capitais e o Distrito Federal, os preços subiram apenas 0,80% em média de setembro para outubro.

O professor da Politécnica da USP explica que o mercado esteve trabalhando até o primeiro semestre de 2011 com preços crescentes e agora a tendência é de acomodação. “No primeiro semestre de 2011 avaliamos que havia uma gordura especulativa nos preços. De lá para cá, os preços vêm se acomodando para baixo e eu considero que estejam adequados neste momento”, diz.

O diretor de marketing do Secovi avalia que o mercado imobiliário está entrando em uma fase melhor para os compradores. “Ainda estamos com um crescimento acima da inflação, mas a explosão que estava acontecendo nos preços está diminuindo e entra em uma parte da curva mais favorável”. Segundo ele, a partir de agora quem está procurando imóveis pode começar a encontrar melhores negócios, e a situação pode melhorar ainda mais no ano que vem.

Cuidados 

Ainda que todos os fatores levantados indiquem que os compradores podem se beneficiar neste final de ano, é importante que a decisão da compra seja planejada. Grandes “saldões”, descontos, brindes e vendas diretas com as construtoras são jogadas de marketing que podem ser muito bem-vindas, mas não devem ser o fator norteador da compra.

Conforme Rocha Lima explica, a compra de um imóvel, em muitos casos, representa o gasto mais alto da família, por isso é preciso ter cautela. “Um imóvel não é uma mercadoria que você entra na loja e compra. É uma decisão lenta, que exige reflexão, exige um olhar de 20 anos para frente e, em um horizonte mais curto de tempo, exige um olhar sobre a estabilidade do emprego e a capacidade de pagamento”.

As eventuais promoções de final do ano e as valorizações mais modestas, portanto, não devem acelerar a compra. O processo costuma ser demorado e durar cerca de seis a sete meses, segundo o professor da Politécnica. Por isso, fechar o negócio em um mês apenas pela motivação da promoção pode não ser uma boa decisão.

Gambi também acrescenta que de fato algumas empresas, para demonstrar aos acionistas resultados, reforçam as vendas em períodos de mudança de trimestre, mas mesmo assim elas não são capazes de oferecer descontos tão altos. “Elas podem estar dispostas a abrir mão de um pequeno lucro, mas olhando os balanços das empresas de capital aberto, a maior parte das incorporadoras têm margem de lucro de 11%, 12%. Então, se elas oferecerem 12% de desconto, elas não ganham nada”, afirma.

Portanto, segundo o diretor do Secovi, muitas vezes descontos superiores a 12% podem ser impraticáveis e sinalizar que o imóvel tem algum tipo de problema que tem impedido sua venda.

Com informações de EXAME

24 de novembro de 2011

Faça seu 13º render

Muitos brasileiros esperam o 13º salário para poder pagar algumas contas e outras pendências financeiras, mas alguns o utilizam para aplicar e investir. Se você quer fazer seu dinheiro “trabalhar” existem boas opções disponíveis.

Os mais recomendados por especialistas são o Fundo do Tesouro Direto, a poupança e ações. Mas o produto financeiro ideal vai depender do objetivo do investidor, se é de curto ou longo prazo.

Se você quer fazer uma reserva financeira, para o caso de perder o emprego, procure aplicações mais seguras. “É preciso ser mais conservador para não correr o risco de perder,” diz Sinara Polycarpo, superintendente de Investimentos do banco Santander

Os bancos e corretoras oferecem os títulos do Tesouro Direto, os fundos de renda fixa, a poupança e os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que funcionam como um título de dívida do banco e são oferecidos pela própria instituição bancária. Esses serviços são mais conservadores e, portanto, mais garantidos. “Como o cenário está muito incerto e as perspectivas são de que o mundo e o Brasil cresçam menos, é melhor ser conservador”, acrescenta Sinara.

Outra opção é fazer uma poupança. Além de ser mais prática e segura, ela lhe oferece um lucro razoável. diz Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec. “O mecanismo de investimento é simples, pode ser feito na internet. É uma opção apropriada para uma parcela da população que tem vergonha de falar com o gerente do banco, por não ter conhecimentos, mas quer começar a fazer uma reserva de capital”, acrescenta.

Vale acrescentar que os títulos do Tesouro Direto, os fundos de investimento de renda fixa e os CDBs são recomendados para quem possui algum conhecimento financeiro. “São produtos mais convenientes para quem tem algum conhecimento e não se sente perturbado em assumir um grau maior de risco”, diz Braga.