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16 de janeiro de 2014

Economizar tempo nem sempre é um bom negócio e pode fazer você perder dinheiro

Usar o caixa 24 horas, pagar contas com o cartão de crédito... Ganhar uns minutinhos a mais é irresistível, mas pesa no bolso. Identificamos os furos por onde sua grana escapa da carteira.

Seguro-telefone
Ter um seguro para o celular é irrecusável, especialmente se você já perdeu o aparelho antes - sabe como é, balada + uns drinques = “Ops, perdi o telefone na pista!” Mas, financeiramente, não vale a pena. “A quantia paga pelo seguro é menor que a gasta na compra, pois são descontadas a franquia e a depreciação do produto”, diz o professor de economia da FGV Fabio Gallo. Resultado: você pode receber menos de 70% do valor de um aparelho novo. A não ser que você seja uma distraída crônica, que está sempre esquecendo a bolsa, a carteira, os anéis e afins por onde passa, melhor economizar esse dinheiro.

Roubada do cartão
Varia entre 3 e 11 reais por mês (dependendo da administradora) para garantir que, se o seu cartão de crédito for roubado e usado, o valor será estornado. Uma ótima ideia e tão barata, não é? Não. Primeiro, porque 11 reais por mês durante um ano soma 132 reais. Segundo (e principalmente) porque já é obrigação da administradora ressarcir você gratuitamente. Se acontecer com você, preste atenção: faça um B.O. e notifique a operadora logo, cancelando o cartão e explicando quais compras da fatura não são suas. O estorno deve cair em até cinco dias úteis. E você não precisa pagar nada por isso!

Traição do bem
Não é porque seu gerente parece adorar você que, necessariamente, quer o melhor para sua grana. “Não se pode esquecer que ele também tem metas para bater”, diz o planejador financeiro Luiz Krempel, do GuiaBolso.com. “Assim como fazemos pesquisa de preço antes de comprar algo, é preciso comparar valores das taxas antes de decidir onde abrir uma conta. E lembrar que dá para mudar de banco a qualquer momento”, diz ele. A diferença cobrada entre um e outro no cheque especial chega a 128%. Nesse caso, se você estiver devendo mil reais ao banco, terá que pagar um total de (prepare-se para o susto) 2 280 reais.

Taxa de (in)conveniência
Sua banda favorita vai fazer um show único no Brasil. Aquele espetáculo da Broadway finalmente vai ser montado por aqui. Em geral, o ingresso para esses grandes eventos (e alguns pequenos também) sai caro - em reais, em horas na fila. Para economizar (só) tempo, você escolhe a compra online e xinga a taxa de conveniência. “Como não existe legislação nacional sobre o tema, as empresas cobram o que querem. O valor chega a 20% do preço do ingresso. E nem inclui a entrega em casa”, diz Gallo. É injusto, mas a única maneira de escapar dela é enfrentar as filas - e, em alguns casos, mesmo assim, você tem que pagar a maldita taxa.

Conta paga com cartão de crédito
O salário cai em uma data, a conta de luz vence uma semana depois, a de telefone após mais alguns dias. Pagar tudo no cartão = solução fácil para quem tem a memória falha - e ainda rende milhas aéreas, oras. Só que essa mordomia sai caro. Para começar, há 0,38% da fatura só de IOF (imposto sobre operações financeiras). Depois, cada operadora ainda cobra entre 3 e 16 reais por boleto cadastrado. “Isso pode significar até 100% a mais”, diz Krempel. Tem banco que, em vez de cobrar taxa fixa, cobra uma porcentagem de quase 3% em cima do valor total. Nesse caso, se você pagou um aluguel de 2 mil reais no cartão, ainda gasta outros 59,80 reais de taxa. Dica para se organizar: mude a data de vencimento das contas para o mesmo dia (que tal quando cai o salário?).

Saque 24 horas
Você precisa pagar o estacionamento, mas está sem dinheiro e não aceitam cartão. O jeito é apelar para o Banco 24 Horas. Por mais que a taxa de transação seja baixa (até 3 reais) e varie de banco para banco, vale só para saques em último caso. “Três reais pode parecer pouco, mas, se sacar 30, isso significa 10% a mais”, diz o educador financeiro Mauro Calil. Atenção: todo cliente de banco tem direito a quatro saques por mês com isenção de taxas. Ah, você também paga se sacar com cartão de crédito!

Garantia esperta
Você já está pronta para fechar seu pedido e o vendedor vem fazer a oferta. Você nem sabe para que funciona, mas fica na dúvida se topa a tal da “garantia estendida”. Ela é basicamente um serviço complementar ao da garantia contratual e dura cerca de cinco anos. O problema: ela pode aumentar o valor da compra em até 10%. “O consumidor já está protegido de possíveis defeitos de fabricação que aparecem antes de um ano de uso”, diz Adriano Gomes, professor de finanças do curso de administração da ESPM. Em alguns casos, como o computador que você usa para trabalhar, pode valer a pena. Mas essa garantia não cobre defeitos causados por mau uso e traz poucas vantagens com relação à obrigação legal do fornecedor de reparar defeitos de fabricação.

Com informações de M de Mulher

9 de janeiro de 2014

Qual a hora certa de gastar dinheiro? Saiba como gastar bem esse ano!



Janeiro - IPTU e IPVA - Neste mês chega o boleto do IPTU, imposto anual relacionado à moradia que é cobrado pelas prefeituras e pode ser parcelado em até 12 vezes. É possível conseguir um bom desconto ao pagá-lo à vista. Para quem tem carro, é preciso pagar também o IPVA. A lógica é a mesma: quem paga logo tem desconto (de valor variável entre uma cidade e outra).

Fevereiro - Superpromoções de verão e Imposto de Renda - O melhor período para comprar roupas de verão é entre o Natal e o Carnaval, quando a maioria das pessoas tende a gastar menos (ou porque torrou tudo no fim de ano ou porque vai viajar no feriado), obrigando as lojas a organizar promoções para atrair público. As grifes que participam das semanas de moda costumam liquidar suas peças em fevereiro - os lojistas precisam limpar o estoque para abrigar as coleções que chegam às vitrines em março.

O prazo para fazer a declaração de imposto de renda começa aqui e vai até abril. Mas quem paga antes recebe a restituição antes - o primeiro lote sai em junho, e o último, em dezembro. Se você ganha mais de 24.556,65* por ano deve fazer a declaração. O não pagamento pode levar ao cancelamento do seu CPF

*Valor referente a 2012

Março - Restaurant Week - Para quem mora em São Paulo, este é o mês para visitar restaurantes caros e pagar um menu em conta (os pratos saem por R$ 34,90* no cardápio de almoço). O evento é promovido em outras dez capitais, só que em meses diferentes. Confira a programação em www.restaurantweek.com.br.

* Preços pesquisado em julho de 2013

Abril - Spa Week - O evento reúne centenas de clínicas de estética que vendem tratamentos variados por um preço fixo. O valor varia conforme a cidade ou estado: em São Paulo, é de R$ 70*; R$ 75 no Rio de Janeiro; R$ 55; no Paraná e R$ 65 em Minas Gerais*

* Preços pesquisado em julho de 2013

Maio - Use álcool - Quem tem carro flex sabe que o preço do álcool na bomba depende do valor da cana-de-açúcar, matéria-prima do combustível. Como a colheita da cana geralmente começa em maio, o litro de álcool costuma ficar até 25% mais barato neste mês. Segundo as montadoras, só compensa abastecer com etanol quando o preço do litro custa no máximo 70% do preço do litro de gasolina. É que o combustível verde tem rendimento menor.

Junho - Hora de viajar - A melhor maneira de viajar sem gastar muito é ir para um destino na baixa temporada, ou seja, quando ele recebe menos gente. Nessa época os preços caem 20%. Para viagens dentro do Brasil, junho é um bom mês - assim como março, agosto e novembro.

Julho - Sol e preços baixos - Nos países do Hemisfério Norte, o mês também é de férias, só que de verão. E, como em muitos deles o calor é insuportável - chega a passar dos 50 graus nos Estados Unidos -, as pessoas se mandam de lá, esvaziando as lojas, igualzinho ao que acontece por aqui no começo do ano. O resultado disso você já sabe: é uma das maiores temporadas de promoções. Mesmo que não dê para visitar as lojas pessoalmente, não tem problema: muitas dessas liquidações também rolam na internet.

Agosto - Liquidações de inverno - Semanas de moda servem para lançar as novas coleções - e, claro, aposentar as anteriores. Fique esperta porque as grifes que participam desses eventos costumam liquidar peças de temporadas passadas cerca de um mês depois dos principais desfiles, ou seja, em agosto no caso das peças de inverno.

Setembro - Comece a malhar - No inverno e no início da primavera, a procura por clínicas de estética e academias cai. Aproveite para realizar tratamentos e malhar com até 30% de desconto - os preços baixam para atrair mais gente. Para quem começa a malhar nessa época fica mais fácil conseguir matrícula e avaliação física de graça, dentre outras vantagens.

Outubro - Vestido de festa - Alugar uma roupa de gala vale mais a pena do que comprar. O aluguel em geral sai por 25% do preço de compra. Com a grana que investiria em um único modelo você pode alugar quatro diferentes! Para garantir bons descontos (e o melhor modelito, claro), recomenda-se agendar o aluguel no mínimo três meses antes do evento. Para os bailes e casamentos realizados no fim do ano, a hora é agora! Ah, as lojas de aluguel têm também serviço de ajuste, caso você emagreça até a data da festa.

Novembro - Black Friday e Baixa temporada gringa - Na última sexta-feira do mês, sempre depois do Dia de Ação de Graças, rola a Black Friday nos Estados Unidos - uma megaliquidação que leva uma multidão de consumidores às lojas. Mesmo de longe é possível aproveitar os bons preços pela internet. Os descontos vão até 70%!
Nos Estados Unidos e na Europa, a baixa temporada coincide com as baixas temperaturas. Durante o inverno deles (de novembro a março), os preços de hotéis e passagens também caem um pouco por lá.

Dezembro - Carro novo - Neste mês as concessionárias estão loucas para se livrar dos modelos do ano que está terminando ou dos carros que vão sofrer em breve alguma mudança de visual. No primeiro caso o desconto fica em torno de 20%, e no segundo pode ser ainda maior.

Com informações de M de Mulher.

10 de setembro de 2013

Seu bolso bem cuidado!

Deixar as finanças irem parar na UTI destrói todos os pilares da qualidade de vida, assim como ficar doente de verdade. Os problemas com dinheiro afetam, com um único extrato bancário no vermelho, a mente, o corpo, o desempenho profissional e até os relacionamentos. Veja como cuidar disso e fique saudável. “Independentemente de quanto ganham as pessoas que cuidam melhor de seu dinheiro têm uma rotina mais equilibrada e muito mais saudável” Daniela Godinho, é consultora em Finanças e Consumo Consciente e autora do livro Inteligência Financeira – Faça MAIS com MENOS.

11 motivos que levam ao endividamento e como fugir disso

1. Desconhecimento
Não se interessar por finanças, ignorar os contratos, sentir vergonha de perguntar ou de pedir ajuda na hora de fazer contas – tudo isso pode afundar você em dívidas. Mude!

2. Desorganização financeira
Você vai ao supermercado sem lista, esquece de consultar o saldo, tem preguiça de anotar os gastos? É a receita para falir. Tenha disciplina.

3. Falta de metas
Trace objetivos de curto (um ano), médio (cinco anos) e longo (dez anos) prazo para o dinheiro.

4. Perda de poder aquisitivo
Ficar desempregado acontece. Por isso, é preciso guardar 10% do salário e criar o hábito de poupar.

5. Doença, separação, acidente
Nesses casos, a reserva emergencial também salva a pátria.

6. Desunião familiar
Converse sobre as despesas da casa com o marido e os filhos.

7. Consumismo, falta de determinação e imediatismo
Saiba dizer “não” durante as compras.

8. Lei da compensação
É um erro presentear-se depois de um dia difícil para acabar com o cansaço ou o estresse. Controle-se!

9. Status e influência da mídia
Evite gastar o que não tem para comprar o que não precisa só para mostrar aos outros.

10. Fuga da realidade
Recusar-se a encarar a situação evitando tirar o extrato bancário é fragilidade. Seja forte.

11. Negação do problema
Assuma atos e consequências e deixe o cartão de crédito de lado.

Quem é o responsável?

Crise externa: é causada por fatores que fogem do nosso controle, como desemprego, doença na família, acidente de carro, aumento de preços pela inflação. Vem de fora para dentro – portanto, não adianta xingar e se revoltar.

Crise interna: pode ser provocada direta ou indiretamente por nós

Diretamente: significa procurar sarna para se coçar, deixando as contas atrasarem ou estourando o limite do cheque especial para viajar no feriado. Trata-se de um misto de consumismo e imaturidade financeira, incentivado pelo crédito fácil e pelas propagandas da TV.

Indiretamente: indica doença psicológica, como depressão ou ansiedade, que faz a pessoa comprar mais para resolver carências emocionais.

Como reverter a situação

. Aumente a entrada de dinheiro: use a criatividade para ganhar mais dinheiro. Vale tricotar, fazer artesanato, preparar comida congelada ou costurar para fora, entre outras opções.

. Reduza o escoamento: pense três vezes antes de gastar. Procure quitar as dívidas. E tente renegociar as que estão atrasadas.

. Economize sempre: a dica serve até para as despesas básicas, como água, luz e telefone.

. Evite surtos consumistas: elimine as compras por impulso. Estabeleça um limite de gastos e saia de casa com dinheiro apenas para ajudar a cumpri-lo.

. Tome cuidado com as linhas de crédito fácil: cartão e cheque especial são verdadeiras tentações. Compre mais à vista: essa forma de pagamento permite barganhar.

. Dê menos importância ao status: valorize mais o ser do que o ter.

Vença essa batalha!

Além de recuperar o crédito na praça, livrar-se das dívidas...

. Deixa a pessoa mais segura e confiante
. Une a família
. Permite traçar metas de prosperidade e lazer, como voltar a estudar, comprar ou reformar a casa e tirar umas férias gostosas.


Com informações do site M de Mulher

27 de agosto de 2013

Como - e por que - se tornar o líder financeiro da família



A liderança financeira na família é essencial para que os objetivos familiares sejam alcançados. Mas pode ser que não haja no clã um líder nato ou um apaixonado por finanças pessoais. Para o Conrado Navarro, consultor financeiro do Dinheirama, não é fundamental que haja apenas um líder financeiro em cada família, mas sim que as pessoas tomem atitudes de liderança em relação ao dinheiro e tenham cada qual uma tarefa ligada às finanças da família.

Em artigo recente, Navarro defendeu essa ideia, listando algumas das principais atitudes que você e sua família devem tomar de forma a colocar o dinheiro em um lugar de importância dentro de casa. Em entrevista a EXAME.com, o consultor listou mais algumas atitudes. Segundo ele, tanto faz se uma ou mais pessoas desempenham a função de guiar a família no tema, desde que todos tenham tarefas e assumam responsabilidades.

Confira a seguir o que fazer para assumir uma postura de liderança financeira dentro da sua casa:

1. Transforme o assunto “dinheiro” em prioridade

O dinheiro não deve ser encarado como um fim, mas sim como um meio para se alcançar objetivos. Por isso mesmo deve ser um assunto prioritário dentro de casa.

2. Faça um orçamento doméstico

“Não dá para falar em liderança financeira sem uma ferramenta de controle”, diz Navarro. O mínimo que uma família deve ter, segundo ele, é um orçamento doméstico atualizado, com todas as receitas, despesas e planejamento de poupança para se alcançar os diferentes objetivos. “O orçamento é o que dá o parâmetro para se decidir o que está bom ou ruim”, diz.

3. Tenha uma reserva de emergência

Especialistas recomendam que cada família tenha, em aplicações bem seguras de renda fixa, um montante suficiente para o seu sustento por um período de seis meses a um ano. Esta reserva serve para socorrer a família em momentos de aperto, como um desemprego, a perda de uma fonte geradora de renda ou ainda um problema de saúde grave que demande muitos gastos e cuidados.

De acordo com Navarro, essa reserva ajuda a prevenir aqueles “apertos” no fim do mês, possibilitando um melhor planejamento financeiro e conversas mais tranquilas sobre dinheiro em família.

4. Defina objetivos que dependam de dinheiro

Conrado Navarro sugere que, antes de se tomar qualquer decisão financeira em família, sejam definidos objetivos coletivos e individuais, marcando-se o que é prioritário. Primeiro, é bom definir objetivos mais gerais: essa família tem o sonho de ter um imóvel com determinadas características ou que os filhos cheguem ao pós-doutorado no exterior? Será uma família mais voltada para estudos, para viagens, para o desenvolvimento da carreira de alguém que tenha um supertalento ou do tipo mais equilibrada?

Em seguida, é preciso definir as prioridades. O que é mais importante para a família neste momento? Quais os prazos para se alcançar cada objetivo?

Finalmente, é necessário separar os objetivos comuns dos objetivos individuais. E Navarro frisa que os objetivos individuais também devem ter espaço nas discussões coletivas, ainda que se trate de hobbies, por exemplo. “Não devemos falar apenas de bens palpáveis, materiais. Pode ser que um dos membros da família esteja trabalhando muito e deseje mais qualidade de vida, como o tempo livre dedicado a uma atividade de que goste. E esse objetivo deve ser alcançado com o apoio da família”, diz Navarro.

5. Faça reuniões familiares para falar sobre as finanças ao menos uma vez ao mês

De acordo com o consultor do Dinheirama, a discussão dos objetivos e a divisão de tarefas devem acontecer em reuniões mensais em família, cuja data deve ser sempre respeitada. É nessa ocasião que se deve avaliar o que está dando certo e o que está dando errado no planejamento financeiro, definir e rever prioridades, conversar sobre os reveses financeiros e ouvir a opinião de todos os membros da família acerca do que está sendo feito.

Segundo Navarro, os objetivos devem ser colocados na seguinte ordem: primeiro, os objetivos coletivos, que afetam toda a família, como a compra de um imóvel, a troca de um carro, a previdência complementar dos pais ou o estudo dos filhos; em seguida, todos devem “pôr para fora” seus desejos e objetivos individuais, como um MBA para alavancar sua carreira, ou mesmo o desejo de começar um hobby que custe algum dinheiro.

As reuniões devem contar com a presença de todo o núcleo familiar, mesmo das crianças. De acordo com especialistas em educação financeira infantil, aos seis anos as crianças já têm noção de valores e já entendem como funciona o dinheiro. Pode parecer bobo, mas essa participação é importante por causa do próximo ponto.

6. Estimule as novas gerações

A participação das crianças e dos adolescentes nas reuniões e nas tarefas ligadas às finanças contribui para a sua educação financeira e os prepara para o futuro. Para Navarro, estimulá-los a participar é uma forma de dar o bom exemplo, de mostrar o que os adultos fazem para contribuir para as finanças da família. “É uma forma de quebrar o tabu que é falar de dinheiro e ainda mostrar que essas atitudes dão bons frutos para a família”, observa.

Ele aconselha, no entanto, a deixar os filhos de fora quando os assuntos forem mais delicados, principalmente no caso dos mais jovens. “Questões mais delicadas e que envolvam discussões mais aprofundadas do que simplesmente fazer contas, ligadas a aspectos emocionais, devem ser discutidas mais intimamente pelo casal. Vai do bom senso”, explica Navarro.

Pode ser que os filhos ainda sejam novos demais para dar alguma contribuição nas reuniões, ou ainda que façam aquela bagunça. Mas para o consultor, isso não é motivo para excluí-los dos encontros e muito menos das tarefas, para incentivar desde cedo sua participação. Ele sugere que as reuniões sejam usadas para definir linhas mais gerais e que depois, se necessário, os pais se sentem a sós para refinar mais o raciocínio.

7. Ao mostrar problemas, aponte também possíveis soluções

Na hora da reunião, ao opinar sobre algo que você acredite estar errado, coloque também uma alternativa de possível solução. Isso contribui para a união familiar e previne aquelas críticas vazias que podem levar a conflitos.

8. Não decida tudo sozinho – distribua tarefas

Em algumas famílias, muitas vezes um dos membros tem bastante interesse e talento para as finanças, enquanto os outros têm desinteresse e até aversão ao assunto. Como consequência, todas as decisões acabam recaindo nas costas de apenas uma pessoa, que decide e faz tudo sozinha. Isso acarreta uma série de problemas – da falta de colaboração dos demais a erros de planejamento. No fim das contas, um fica sobrecarregado e os outros, completamente vulneráveis caso o déspota financeiro venha a faltar.

Navarro não vê problemas na existência de um líder bem definido das finanças da família, desde que todos desempenhem tarefas e estejam a par de tudo que acontece, podendo também opinar. Daí a importância das reuniões mensais.

Assim, você pode centralizar o orçamento doméstico e guiar as reuniões, mas distribua entre os demais membros da família tarefas como a marcação das reuniões, o pagamento das contas (ainda que você forneça o dinheiro), a organização dos vencimentos das contas em um calendário e a organização dos comprovantes de pagamento de compras e contas. Muitas dessas tarefas podem ser desempenhadas pelos filhos, por exemplo.

A própria organização do orçamento, sugere Navarro, já pressupõe uma participação coletiva, em que todos devem informar ao responsável sobre os gastos e entregar-lhe os comprovantes.


Com informações da revista Exame

8 de agosto de 2013

Já é hora de dar mesada?



A mesada é uma boa estratégia para ensinar os pequenos a gastar o dinheiro de forma inteligente e produtiva. Afinal, as pessoas devem ter uma relação saudável com as finanças já na infância. E são as lições de agora que ajudarão seu filho a ser um adulto sem dívidas.

Até os 6 anos

Não é indicado dar uma quantia com regularidade, porque o pequeno ainda não tem noção de valores. Mas incentive a criança a guardar dinheiro em um cofrinho para depois comprar o que deseja.

Dos 6 até os 10 anos

O pequeno já pode ganhar uma “semanada”. O valor? Até os 10 anos, os pais podem dar R$ 1 por ano de idade a cada semana. Assim, uma criança de 8 anos receberia R$ 32 mensais, por exemplo. No entanto, o cálculo depende do orçamento familiar. Ensine seu filho a usar um pouco desse dinheiro para comprar o que deseja e guardar o restante num cofrinho.

Dos 11 até os 14 anos

Depois dos 10 anos, os filhos podem passar a receber mesada. O valor pode aumentar, mas sem exageros.Não vincule a mesada ao cumprimento de tarefas domésticas e nem a notas altas na escola.

Dos 15 anos em diante

Aumente um pouco o valor da mesada. Se ele gastar mais do que deve, é importante conversar para definir se o valor é suficiente - lembrando que não deve ser muito alto. A mesada não equivale a um salário! Se o jovem precisar de mais dinheiro para ir a algum lugar ou comprar alguma coisa, converse sobre a real necessidade do pedido dele. Os pais podem emprestar o dinheiro extra e descontar nas próximas mesadas.

Com informações da Revista Anamaria

6 de agosto de 2013

Shoppings preveem alta de 15% nas vendas para o dia dos pais



Conforme informações levantadas pela Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), junto a empresas associadas, as vendas relacionadas ao Dia dos Pais, em shopping centers, prometem um crescimento de 3% este ano. Esta projeção menor, em relação à igual data de 2012, é fruto da realidade da situação econômica no Brasil. A evolução de custos e preços produz índice de propensão a comprar menos que o verificado em 2012, os endividamentos cresceram, gerando uma desaceleração da economia, informa a Alshop.

A data, que é a quarta mais importante do ano para o varejo - ficando atrás de outras como Natal, Dia das Mães e Namorados -, ainda atrai a atenção e eleva a esperança para que haja crescimento das vendas neste período. Estão na lista de preferências para a data: roupas, perfumes, calçados, eletroeletrônicos, livros entre outros produtos.

No Ceará, existem, ao todo, 28 shoppings, entre tradicionais (16), temáticos (5), atacados (5) e rotativos (2). Na tentativa de atrair consumidores, ampliando suas vendas para a data comemorativa que se aproxima, os shoppings de Fortaleza, por exemplo, investem em campanhas e promoções das mais diversas.

ESTRATÉGIAS

O Shopping Iguatemi vai sortear duas motocicletas Harley-Davidson (modelos XR-1200X e FXDF – Fat Bob) entre os clientes que trocarem R$ 300,00 em notas fiscais cumulativas, por cupons da promoção, que tem validade até o próximo dia 11. Segundo a gerente de Marketing do shopping, Rachel Mendonça, foram investidos R$ 300 mil na campanha, e as motos foram escolhidas como prêmio devido ao forte apelo com os representantes do sexo masculino, uma estratégia para aguçar o consumo desse público. O sorteio acontecerá no dia 12, às 15h.

Por sua vez, o North Shopping Fortaleza vai contar com um stand que promete envolver todos os pais. Até o dia 11 de agosto, na Praça de Eventos (1º piso), juntamente com o posto de troca da promoção, terá um lounge voltado para agradar e encantar os clientes. Além disso, o empreendimento preparou a seguinte promoção: a cada R$ 200,00 em compras, os clientes podem trocar por um cupom e concorrer a 20 vales-compras da loja Riachuelo, no valor de R$ 2 mil, sendo que as compras via máquina Cielo (cartão de crédito/débito) receberão cupons em dobro. A promoção segue, também, até o dia 11, e o sorteio será no dia 12, às 18h.

O Shopping Benfica preparou a campanha ‘Meu Pai é Show’, que ocorre em duas ocasiões: um concurso cultural e uma gincana. A promoção consiste na resposta dos filhos usando a criatividade em responder em apenas 14 palavras e, como diferencial, não é preciso adquirir produtos ou serviços do shopping, pois a participação é gratuita. Entre as premiações, estão conjuntos Box (casal e solteiro), jogos de cama, smartphones, notebooks, vale-compras e tablets. Este ano, em vez de três melhores pares ganharem prêmios, as 14 melhores duplas (pai e filho) serão contempladas. O resultado final será divulgado no dia 18 de agosto.

Já no Shopping Del Paseo, a campanha de pais 2013 tem como peça principal a Revista Del Paseo Especial Homem que, além de um guia de presentes para a data, traz informações de moda, tendência e beleza masculina. Como consequência dessa junção entre informação e produto, a gerência do Shopping acredita em um retorno de vendas maior para as lojas.

ESTIMATIVAS

Com a promoção, o Iguatemi projeta um crescimento de 10% nas vendas e no fluxo de clientes, em relação a igual período de 2012. Para isso, o shopping aposta numa campanha publicitária que tem peças assinadas pelas agências Tudo e 3|3|3 Propaganda, que serão veiculadas nas TVs e nas rádios.

A gerente de marketing do North Shopping Fortaleza, Roberta Barros, acredita em um movimento de 15% superior às vendas de 2012. Ela destaca que a maior procura concentra-se em roupas e eletrônicos, acrescentando a variedade de opções. “O North Shopping Fortaleza apresenta uma imensa variedade de compras que cabe no orçamento de todos, desde uma lembrancinha até um superpresente. O importante é celebrar e homenagear os pais nesse dia especial”, ressaltou. A data, segundo Roberta, representa 8% em vendas anuais.

COMÉRCIO DE FORTALEZA DEVE MOVIMENTAR R$ 137 MILHÕES

A pesquisa encomendada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), na qual constam as informações sobre o potencial de consumo do fortalezense, para o Dia dos Pais, mostra que os consumidores da Capital devem movimentar cerca de R$ 137 milhões no comércio local com a compra de presentes para a data. A estimativa representa um crescimento de 5,4%, em relação a esse mesmo período do ano passado. Dando preferência por calçados/carteiras, celulares, vestuário e itens de perfumaria, 56,9% dos entrevistados disseram que pretendem ir às compras para o Dia dos Pais.

A preferência dos consumidores concentra-se em apenas quatro produtos principais, que, juntos, correspondem a 84,2% das indicações de consumo. Os artigos de vestuário aparecem no topo da lista, com 43,8% das intenções de compra, seguidos itens de perfumaria (16,4%), por calçados/carteira (15,2%) e aparelhos de telefonia celular (8,8%). Em sua grande maioria, 78,7% das respostas, os participantes da pesquisa disseram que pretendem comprar até R$ 200,00. O perfil básico dos entrevistados que responderam afirmativamente sobre a intenção de compras para o Dia dos Pais é do gênero feminino (60,3%), com idade entre 18 e 24 anos (73,6%) e renda familiar superior a seis salários mínimos (64,7%).

Com informações do Jornal O Estado

1 de agosto de 2013

Crédito imobiliário passou de 6% do PIB para 7,5% em um ano


O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, informou que a participação do crédito imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 6% em junho de 2012 para 7,5% em igual mês deste ano. "O financiamento imobiliário foi o destaque do mês", resumiu o técnico. De acordo com dados do Banco Central divulgados mais cedo, o financiamento imobiliário está crescendo a uma taxa de 35% nos últimos meses. Em junho, ficou em 35,4% no acumulado de 12 meses.

Ele lembrou que esse ritmo de crescimento já foi de 50%, mas que o dado tem mostrado moderação, até por conta do aumento da base de comparação. Maciel admitiu também, após ser questionado por jornalistas, que o aumento da fatia do crédito imobiliário em relação ao PIB ocorreu porque o crescimento está menor. Isso é fácil de comprovar, de acordo com ele, justamente porque o ritmo de crescimento dos empréstimos imobiliários tem sido justamente de cerca de 35%. "Então, o PIB nominal é bem menor do que isso."

Maciel afirmou que os dados do crédito no primeiro semestre de 2013 mostram moderação no segmento com taxas livres e desempenho mais forte no direcionado, com destaque para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e para habitação. O estoque do crédito livre desacelerou de 14% de expansão no fechamento de 2012 para 9,7% nos 12 meses encerrados em junho de 2013. Na mesma comparação, a expansão do direcionado passou de 20,5% para 26,6%. Em relação às empresas, a linha capital de giro, que representa cerca de 50% das operações, desacelerou de 18% para 11% no mesmo período.

Maciel disse ainda que os efeitos das manifestações nas ruas em junho "não se fizeram perceber" nos dados do crédito. Disse que o recuo nas concessões médias diárias (-3,4% em relação a maio), por exemplo, não pode ser atribuído a isso, pois esse é um dado muito volátil e que não apresenta tendência sazonal definida para este mês do ano. "Não há nada que se possa dizer de que junho caiu por conta de manifestações."

Investimento. Maciel também destacou que está em curso uma ampliação do financiamento para investimento. Ele fez esta afirmação ao comentar a alta de 1,9% do financiamento dos investimentos concedido pelo BNDES, atingindo a marca de R$ 447,026 bilhões.

O crédito do sistema financeiro com recursos direcionados para pessoas jurídicas aumentou 2,6% no período, passando para R$ 643,719 bilhões. "Há, de fato, em curso a ampliação do financiamento para investimento", constatou.

Questionado a respeito da queda dos desembolsos, que registraram um recuo mensal de 13,6% em junho, ele citou que, no final do ano passado, o resultado foi bastante expressivo e que, portanto, a base de comparação é alta. "Mas o estoque de empréstimos está crescendo 17,2%", considerou em relação ao dado acumulado nos últimos 12 meses encerrados em junho. "Este é um indicador mais robusto."

Com informações do Estadão

23 de julho de 2013

Realize seus sonhos com um simples orçamento doméstico



Comprar um apartamento, levar a família para uma viagem inesquecível, ter o primeiro filho são desejos que custam muito caro. Consultores ensinam como realizar esses projetos sem ter de vender a alma. Organize a sua vida financeira: seu sonho pode estar bem mais perto do que imagina. Confira:

Casa própria

Alguns desejos parecem tão inatingíveis que ficamos paralisadas, pensando em quanto vão custar e se teremos fôlego para a empreitada, não é mesmo? O "imobilismo" pode ser vencido com uma estratégia que Reinaldo Domingos, autor de Terapia Financeira (Ed. Gente), resume numa palavra: planejamento. "É preciso ver o que entra e sai do bolso para decidir a quantia que você destinará à realização do seu desejo e em quanto tempo ele se tornará palpável", diz. O planejamento se apoia num velho instrumento: o caderno de notas. Ou, claro, um programa de computador. Anote tudo, até as despesas miúdas, como a gorjeta e o cafezinho, que não entram no orçamento. "Os microgastos são o ralo perigoso por onde escoa nosso dinheiro", adverte.

Viagem do sonho

Para sua família viajar é sagrado? Então, organize suas finanças logo no começo do ano. Para o consultor financeiro Stefanno Rocco, o primeiro passo do planejamento da viagem é a família gastar menos do que ganha. O ideal é guardar uma mesma quantia todos os meses. Nos dois últimos meses (antes da viagem), a família precisará guardar o dobro do valor estipulado - para despesas inesperadas e para pagar o cartão de crédito na volta. Para isso, devem anotar também os gastos pequenos. "Assim saberão exatamente para onde está indo o dinheiro, vão planejar melhor as despesas dos próximos meses, estancar o ralo e poupar, explica Rocco."

Já dá para ter nosso filho?

Os custos com a chegada de um filho em uma família de classe média atingem cerca de 20 mil reais. Os cálculos são do economista Marcos Silvestre. Estão incluídos aí cerca de 6 mil reais para o quartinho, 2,7 mil para carrinho, cadeirinha de transporte, bebê-conforto etc. e 2 mil para o enxoval do primeiro ano. O custo maior é com o parto: em torno de 12 mil reais (médicos e internação). O ideal é ter um convênio que cobre a maternidade. Assim, o casal pagará apenas os médicos, economizando metade. Assim, teriam que juntar cerca de 16 mil. Separando 2 mil por mês, terão a quantia em oito meses", diz Marcos. A segunda etapa, após o nascimento, será incorporar o pequeno no orçamento. "As despesas com um filho consomem de 20% a 25% da renda familiar." É bom também já ir pensando nas aulas de natação, no aparelho ortodôntico, no acampamento de férias... O futuro chega rapidinho.

Com informações de Revista Cláudia

18 de julho de 2013

Saiba como investir na universidade dos filhos



Se para os adolescentes passar no vestibular é uma grande preocupação, para os pais o problema vem depois: como pagar as mensalidades das faculdades particulares? Como as vagas em universidades públicas estão cada vez mais concorridas, muitos pais começam a pensar nos custos do canudo desde o nascimento do bebê. E eles não estão errados.

Se as contas da casa estão em dia e é possível reservar uma pequena quantia mensal para o futuro, é bom se precaver. “A educação dos filhos é uma das cinco necessidades financeiras universais, juntamente com a proteção da família, o crescimento do patrimônio, a aposentadoria e o legado”, explica Gilberto Poso, superintendente-executivo de gestão de patrimônio do HSBC. “Hoje, para quem tem condições de fazer isso, recomendamos começar já no nascimento da criança”, completa Poso.

Não é para menos – quanto mais tempo você poupar e investir, melhor. Para pagar o curso de administração de empresas em uma faculdade de primeira linha, por exemplo, você teria que desembolsar 135 mil reais hoje. Se a escolha for direito ou engenharia, os cursos saem por volta de 110 mil reais. Isso sem falar na graduação em medicina, que em média tem mensalidades de 4 mil reais, chegando a custar 280 mil reais o curso completo. Ou seja: muitas vezes, a mensalidade da universidade pode ser equivalente à renda mensal de uma família de classe média brasileira.

O casal Priscilla e Renato Issatugo já fez essa conta. Ele, economista, começou a pensar em abrir uma poupança para os estudos do filho, Heitor, (hoje com 3 anos) quando ele ainda estava na barriga de Priscilla. Mas a madrinha da criança se antecipou e fez um plano de previdência para o afilhado. “Ela deposita cerca de 120 reais mensais, e a previsão é de que tenhamos cerca de 35 mil reais quando o Heitor completar 18 anos”, diz Priscilla. Se o filho for aprovado em uma universidade pública, os pais pretendem usar a quantia para ajudar nos custos de uma eventual pós-graduação. “Ou mesmo comprar um carro para ele”, conta Priscilla.

O HSBC criou um plano de previdência chamado Previdência Jovem para casais prevenidos, como Priscilla e Renato. “Esse plano tem uma cobertura no caso de falecimento ou invalidez do responsável pelo jovem que o ajudará em seus estudos”, explica Poso.

No cenário atual, de juros baixos, Poso recomenda que os pais façam esse plano, mas que também apostem em outros investimentos do mercado financeiro. “Se você vai poupar por dez anos ou mais, vale a pena diversificar os investimentos – parte em um plano de previdência e parte em ações, por exemplo”, diz Poso.

Veja os cálculos de quanto um casal teria que poupar para garantir a universidade do filho no caso de investir no Previdência Jovem e no caso de diversificar os investimentos (parte em ações, parte no plano de previdência). Confira:



Plano Previdência Jovem*:

Idade da criança: 0 ano

Investimento para gerar 120 mil: 550 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 1.100 reais mensais



Idade da criança: 8 anos

Investimento para gerar 120 mil: mil reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 2 mil reais mensais



Idade da criança: 15 anos

Investimento para gerar 120 mil: 3.333 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 6.666 reais mensais



Parte no plano e parte em ações*:

Idade da criança: 0 ano

Investimento para gerar 120 mil: 420 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 840 reais mensais



Idade da criança: 8 anos

Investimento para gerar 120 mil: 860 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 1.720 reais mensais



Idade da criança: 15 anos

Não recomenda esse investimento.


*Levando-se em conta o cenário atual da economia. Observar as condições gerais no ato da contratação.

Uma observação: não é indicado o investimento em poupança se o plano for a longo prazo. “Se você pode poupar por mais de dois anos, esqueça esse tipo de investimento, pois no cenário atual não cobre nem a inflação”, recomenda Poso. Portanto, quanto mais cedo você decidir programar essa reserva de dinheiro, maior será o benefício para auxiliar na graduação do seu filho. Mas, para quem acha que já está tarde demais ou que é muito difícil reservar parte da renda pensando num futuro tão distante, a dica é fazer uma tabela com os gastos de toda a família – do aluguel ao cafezinho – e, juntos, avaliar o que pode ser diminuído ou cortado da lista. Assim, além de poupar para a educação superior do seu filho, você estará colaborando para a educação financeira dele!

Com informações de HSBC

8 de julho de 2013

Aprenda a guardar dinheiro para viagens



Está louca para fazer uma viagem? Com disciplina, você consegue guardar a quantia necessária.

Isso implica algumas renúncias, mas os bons momentos no destino compensarão o esforço. Comece cortando gastos supérfluos: evite comer em restaurantes, comprar roupas e sapatos que não sejam "fundamentais"... Depois, fale com seu gerente e aplique as economias visando rentabilidade mínima de 0,6% ao mês (pode ser num fundo indexado ao CDI).

Confira abaixo o tempo que você precisa para juntar R$ 3 mil, por exemplo - o valor médio que um casal gasta num minicruzeiro nacional, a viagem dos sonhos de muitos brasileiros.


Prazo - 36 meses

Aplicação mensal - R$ 75

Taxa de juros - 0,6% a. m.

Valor total - R$ 3 mil


Prazo - 24 meses

Aplicação mensal - R$ 117

Taxa de juros - 0,6% a. m.

Valor total - R$ 3 mil



Prazo - 12 meses

Aplicação mensal - R$ 242

Taxa de juros - 0,6% a. m.

Valor total - R$ 3 mil

Com informações de M de Mulher

2 de abril de 2013

Evite cair na malha fina do Imposto de Renda com nossas dicas


Alguns pequenos erros, como colocar um ponto em vez de vírgula, no preenchimento da declaração do Imposto de Renda podem fazer a diferença na inclusão do contribuinte na malha fina da Receita Federal.
Pensando nisso, o presidente da Fradema Consultores Tributários, Dr. Francisco Arrighi, listou os 12 erros mais comuns que os contribuintes cometem na hora da declaração, confira:

1. Digitar o ponto (.), em vez de vírgula (,), considerando que o programa gerador da declaração não considera o ponto como separador de centavos.

2. Não declarar todos os rendimentos tributáveis recebidos, como salários, pró-labores, proventos de aposentadoria, aluguéis, entre outros.

3. Não declarar o rendimento tributável recebido pelo outro cônjuge, quando a opção for pela declaração em conjunto.

4. Declarar o somatório do Imposto de Renda Retido na Fonte descontado do 13º salário, ao Imposto de Renda Retido na Fonte descontado dos rendimentos tributáveis e descontar integralmente este somatório do imposto devido apurado.

5. Declarar o resultado da subtração entre os rendimentos tributáveis e os rendimentos isentos e não tributáveis, ambos informados no comprovante de rendimentos fornecidos pela fonte pagadora (empresa).

6. Declarar prêmios de loterias e de planos de capitalização na ficha “Rendimentos Tributáveis”, considerando que esses prêmios devem ser declarados na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva.

7. Declarar planos de previdência complementar na modalidade VGBL como dedutíveis, uma vez que a legislação só permite dedução de planos de previdência complementar na modalidade PGBL e limitadas em 12% do rendimento tributável declarado.

8. Declarar qualquer doação a entidades assistenciais. A legislação só permite doações efetuadas diretamente aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e limitados em até 6% do imposto devido.

9. Declarar Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva, como Rendimentos Tributáveis, como por exemplo o 13º salário.

10. Não declarar os Ganhos ou Perdas de Capital quando são alienados bens e direitos.

11. Não declarar os Ganhos ou Perdas de Renda Variável quando o contribuinte opera em bolsa de valores.

12. Declarar despesas com planos de saúde de dependentes não relacionados na declaração do IR.

Com informações de Infomoney

26 de fevereiro de 2013

Doe seu imposto de renda em vez de pagá-lo ao governo



Os contribuintes que têm imposto a pagar, em vez de destiná-lo ao governo, podem doar o valor a entidades beneficentes e abater a doação do imposto de renda devido. Mas para isso é preciso que a instituição beneficiada se enquadre nas regras das doações com incentivo tributário. Em 2013 ficou mais fácil fazer doações incentivadas, já que agora é possível fazer todo o processo por meio do próprio programa gerador da declaração de IR, que também informa até qual valor é possível deduzir a doação do imposto devido.

Neste ano será possível deduzir tanto as doações incentivadas feitas ao longo de 2012 quanto aquelas feitas já em 2013, até 30 de abril, no ato do preenchimento da declaração. No primeiro caso, a doação poderia ter sido feita diretamente à entidade ou fundo beneficente dentro da modalidade incentivada até 31 de dezembro de 2012. Já no segundo caso, apenas poderão ser abatidas do IR 2013 as doações feitas até 30 de abril aos fundos que se enquadram no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por meio do programa gerador da declaração, no ato do seu preenchimento.

Além da maior praticidade, quem fizer a doação neste ano, por meio do programa, tem a vantagem de saber exatamente qual é o imposto devido e qual é o valor máximo para dedução, ao preencher a declaração. Quem fez a doação no ano passado poderá abater o valor doado na declaração deste ano, mas não teve a opção de verificar qual seria o imposto devido e o valor exato que entra no limite de dedução.

Como doar neste ano para abater o IR 2013

As doações feitas por meio do programa são aquelas destinadas aos fundos municipais, estaduais ou ao fundo nacional da criança e do adolescente, que repassam recursos a projetos voltados para os mais jovens. Eles são mantidos, conforme o caso, pelos conselhos municipais, estaduais, distrital e federal da criança e do adolescente.

Para doar no ato do preenchimento da declaração, basta entrar na ficha “Doações diretamente ao Estatuto da Criança e do Adolescente” que fica no resumo geral do programa; selecionar um ou mais fundos cadastrados na lista fornecida; e, por fim, informar o valor da doação, que deve estar dentro do limite de dedução, calculado automaticamente pelo software.

“Na cidade de São Paulo, por exemplo, o fundo que recebe as doações é o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD). No site do fundo é possível verificar quais instituições têm projetos junto ao fundo. O contribuinte escolhe o fundo para o qual ele quer doar e é este fundo que escolhe os projetos que vão receber recursos”, afirma Antonio Teixeira Bacalhau, coordenador da consultoria de IR do IOB Folhamatic.

O programa emitirá um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), sob o código 3351, que deve ser pago em dinheiro, pessoalmente, nas agências bancárias, ou pelos meios eletrônicos oferecidos pelo banco. Isto é, bens, como imóveis, não são aceitos como doações. O pagamento deve ser feito até o último dia da entrega da declaração (30 de abril).

Para quem fez a doação fora do programa, em 2012, basta informar os pagamentos efetuados na ficha "Doações Efetuadas" – que agora não fica mais junto à ficha de Pagamentos Efetuados - indicando o nome do beneficiário, o número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), o código e o valor doado. Novamente, o programa informará automaticamente os limites de dedução de acordo com o imposto devido do contribuinte.

O contribuinte que fez doações em 2012 e deseja realizar novas doações por meio do programa em 2013 deve primeiramente informar as doações de 2012. Dessa forma, o programa irá calcular qual parcela já foi utilizada dentro do limite de dedução. Assim, quando o contribuinte fizer a doação dentro da declaração, o programa já informará quanto ainda lhe resta para destinar às doações e abater do IR.

Doações que podem ser abatidas

Não são todas as doações que contam com o benefício fiscal. No caso das doações que ainda podem ser feitas e abatidas em 2013, apenas podem ser deduzidas as doações feitas aos fundos municipais, estaduais, distrital e nacional da criança e do adolescente, que se enquadram no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

No caso das doações feitas em 2012 e que poderão ser abatidas em 2013, só podem ser deduzidas aquelas feitas aos fundos municipais, estaduais, distrital e nacional do idoso; aos projetos aprovados pelo Ministério da Cultura e enquadrados na Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet); aos projetos aprovados pelo Ministério da Cultura ou pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e enquadrados na Lei de Incentivo à Atividade Audiovisual; aos projetos aprovados pelo Ministério do Esporte e enquadrados na Lei de Incentivo ao Esporte; e aos projetos aprovados pelo Ministério da Saúde no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas) ou do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).

“Muita gente se equivoca sobre as doações feitas diretamente a algumas entidades filantrópicas, que não são dedutíveis por falta de previsão legal. Por isso é preciso se certificar sobre quais instituições contam com o incentivo”, explica Samir Choaib, sócio do escritório Choaib, Paiva e Justo, Advogados Associados e especialista em imposto de renda. 

Segundo Antonio Teixeira Bacalhau, do IOB Folhamatic, não existe uma lista que relacione todos os projetos que possuem incentivos fiscais. “É muito importante tomar esse cuidado para verificar os projetos credenciados. Muitas ONGs pedem doações e dizem que é possível deduzi-las do imposto de renda, mas em alguns casos isso não ocorre”, afirma.

As doações para entidades beneficiadas pelos fundos que se enquadram no ECA devem necessariamente ser feitas por meio dos fundos para contarem com o incentivo. Alguns deles permitem ao doador escolher a instituição que vai receber seus recursos, mas o dinheiro precisa passar pelo fundo para contar com o benefício fiscal. Quem fizer a doação neste ano diretamente no programa gerador da declaração poderá somente escolher o fundo, mas não a entidade que vai receber os recursos.

O raciocínio dos fundos de amparo ao idoso é o mesmo daqueles enquadrados no ECA. Nas demais modalidades, é preciso se certificar se o projeto foi previamente aprovado Ministério responsável. Algumas entidades, como hospitais e fundações, oferecem mais de uma modalidade de doação, por isso é preciso ficar atento: pode ser possível doar sem o incentivo fiscal - para finalidades não enquadradas em leis de incentivo ou programas governamentais - e na modalidade de doação incentivada, para um projeto previamente aprovado e que conte com o benefício fiscal. Por isso é fundamental se informar antes de doar.

Limites de dedução

As deduções de doações só podem ser feitas no modelo de declaração completa do imposto de renda, já que pela declaração simplificada há um percentual de desconto fixo sobre a renda tributável de 20% que substitui todo tipo de dedução.

O limite de dedução para doações é de até 8% do imposto devido, mas não é possível alcançar esse limite fazendo a doação a apenas uma entidade. Para destinar 8% do imposto devido, parte das doações deve ser feita em 2012 e o benefício deve se dividir entre o Pronas, o Pronon e os outros tipos de incentivos.

As doações aos fundos que se enquadram no ECA, aos fundos de amparo ao idoso e aos demais projetos culturais e esportivos incentivados realizadas em 2012 não podem, somadas, ultrapassar o limite global de 6% do imposto de renda devido. Isto é, se o imposto devido for de 3 mil reais, o valor máximo de dedução é de 180 reais para esses tipos de doação juntos.

Já as doações feitas aos projetos aprovados no âmbito do Pronas e do Pronon, que não estão sujeitas ao limite global, não podem ultrapassar 1% do imposto devido cada uma.

As doações realizadas em 2013, que só podem ser destinadas aos fundos da criança e do adolescente, não podem passar de 3% do imposto devido, desde que o limite global de 6% não seja ultrapassado. Ou seja, quem já fez doações incentivadas no ano passado só vai poder, no máximo, inteirar o seu limite global de 6% neste ano. Quem ainda não doou também deve respeitar o limite de 3% para a próxima declaração.

Ou seja, para deduzir até 8% do imposto devido, o contribuinte deve ter doado, em 2012, 1% do imposto devido ao Pronon, 1% ao Pronas e outros 6% às outras instituições; ou 1% ao Pronas, 1% ao Pronon, 3% às demais instituições em 2012 e 3% ao ECA em 2013.

Com informações de EXAME

7 de fevereiro de 2013

Assuma o controle do seu dinheiro




Comer nhoque todo dia 29 do mês, colocar uma nota de um dólar na carteira durante a noite de Ano Novo, assim como outras simpatias para ganhar dinheiro, têm uma coisa em comum: não deixam ninguém rico de um dia para outro! Recorrer às crendices populares infelizmente não é a saída para colocar ordem em suas contas e juntar dinheiro.

Existem conselhos muito mais úteis para você aprender a administrar de forma mais eficiente as suas finanças. Confira as dicas abaixo e descubra que organizar sua vida financeira é mais fácil do que imagina:

Gaste menos do que ganha
Muitas pessoas se esforçam para economizar nas compras, mas acabam gastando o dinheiro com outros itens, e desta forma não conseguem poupar. Se o seu orçamento está equilibrado, ou seja, você gasta o que recebe, você tem duas alternativas para conseguir começar a poupar: aumentar a sua renda ou cortar suas despesas.

Nos dois casos a receita é a mesma: você deve gastar menos do que recebe. Na prática, isso significa que você deve definir o seu padrão de vida com base na renda que recebe, sem incluir o limite do cheque especial ou do cartão de crédito! Assim que receber seu salário, reserve entre 5% e 10% do que receber para poupar. Este é um hábito importante. Essa estratégia é muito mais eficiente do que esperar o mês acabar e dar uma olhada no que sobrou. Normalmente nunca sobra nada!

Controle seus gastos
Faça um planejamento orçamentário. Não deixe que seu dinheiro vá embora todo mês com coisas inúteis. Valorize seu trabalho e gaste seu salário de forma mais racional. Ninguém está pedindo para que você se torne um pão-duro, um muquirana. Muita gente leva tão a sério o hábito de poupar que chega a ficar paranóica com isso. Tente controlar seus gastos melhor e descubra para onde está indo seu dinheiro, pois assim fica mais fácil saber o que pode ser cortado.

Atenção ao parcelar!
Hoje em dia é praticamente impossível obter um desconto na compra à vista, ao invés disso, os varejistas oferecem a possibilidade de pagamento sem juros. A razão para isso é simples: é mais fácil convencer alguém que está comprando parcelado a comprar um bem mais caro, pois o peso da prestação no orçamento é menor, do que alguém que está pagando à vista.

Pense da seguinte forma: se você tiver que pagar à vista uma TV de R$ 500 você se planeja, mas se puder parcelar em 10 vezes, talvez não se importe de comprar uma TV de R$ 750 (ou seja, 50% mais cara), pois a prestação (R$ 75) ainda caberá no seu orçamento. A menos que você mantenha um controle bastante bom dos seus gastos, o acúmulo de compras parceladas pode, sim, levar ao descontrole financeiro.

Isso sem falar que é o primeiro passo para o crediário. Acostumado com o conceito de prestações, você acaba mais suscetível às compras financiadas. Antes que perceba está comprando uma geladeira nova no crediário, o que irá lhe custar muito mais do que se tivesse planejado a compra. Por mais que os juros tenham caído, eles ainda seguem elevados para o consumidor, de forma que financiar bens de consumo não é recomendável. O ideal é planejar a compra, mas se isso não for possível, é importante planejar o levantamento do crédito.

Aprenda a investir seu dinheiro
Por ignorância e preconceito, milhões de brasileiros deixam de ganhar muito dinheiro por não saber qual a melhor forma de aplicar seus recursos. Ao contrário do que parece, investir seu dinheiro não requer um conhecimento muito amplo de economia nem do mercado financeiro. O ideal é que você busque informações atualizadas em jornais e sites financeiros, sem deixar de consultar especialistas da área. Invista na sua educação financeira, ela lhe trará bons retornos!

Estabeleça objetivos claros
Economizar para poder investir só faz sentido se você está planejando alguma coisa no futuro. Afinal, ao poupar você precisa abrir mão da satisfação imediata do consumo presente em favor da possibilidade de gastar mais para frente. No Brasil, como os juros são altos, ao poupar você também garante que a quantia que irá receber no futuro é maior do que aquela que deixou de gastar no presente.

Apesar disto, poupar não é uma tarefa fácil. Estabelecer objetivos claros, como uma viagem ao exterior, um carro novo ou simplesmente a compra da casa própria, também ajuda, pois dá um estímulo a mais para você poupar. De tempos em tempos é importante rever o seu planejamento e definir novas metas de poupança, afinal, com o tempo, é de se esperar que a sua realidade financeira mude.
Por último, lembre-se que realizar um sonho custa caro, porém com disciplina e organização é possível realizá-los antes do esperado. Como diz o velho ditado, o importante não é economizar muito, mas economizar sempre! E, quanto antes você começar, melhor!

Com informações de INFOMONEY

28 de janeiro de 2013

Cartão de crédito pode ser amigo do orçamento



Você pode achar que não, e até ter provas concretas contra isso, mas o cartão de crédito pode ser seu aliado na hora de planejar o orçamento. Um dos primeiros erros que as pessoas cometem ao começar a usar esta ferramenta de pagamento é não estabelecer qual o limite de crédito que pode ser usado. Não estamos falando do limite que a instituição financeira oferece, mas daquele que você mensura de acordo com o seu orçamento.

"O cartão tem um limite calculado de acordo com as condições de crédito, mas isso não deveria interessar ao consumidor. No dia a dia o limite é dado pela própria pessoa, que calcula quanto ela pode gastar no cartão de crédito. Se você usa o limite da administradora como sendo o quanto você pode gastar, você está repassando para a administradora a função de estabelecer o quanto você pode gastar, mas isso não é função dela, é sua", afirma Michael Viriato, professor de finanças da faculdade Insper. 

Uma das coisas que facilitam o endividamento das pessoas quando usam o cartão de crédito é a falta da sensação de gasto. Como a pessoa não tira o dinheiro de seu bolso, conta nas mãos e passa para o vendedor, nem vê a baixa na conta corrente, ela não acha que está gastando. Por isso é preciso manter planilhas de orçamento e anotar nas despesas do mês seguinte cada compra feita com o cartão de crédito como saída de dinheiro, ensina Carlos de Almeida, economista da Serasa Experian. 

Para que a sensação de gasto e controle sejam ideais, você pode montar um quadro ou mesmo usar a porta da geladeira para ir fixando todos os comprovantes de compras feitas no cartão de crédito, ensina Rogério Nakata, consultor de planejamento financeiro. 

O valor de cada novo comprovante deve ser somado diariamente, se for o caso, e você deve deixar anotado lá qual a quantia de sua renda do mês seguinte já está comprometida, ou seja, não te pertence mais, e qual o valor real que você terá em mãos ao receber o salário. 

Você pode usar o cartão de crédito para pagar praticamente qualquer tipo de despesa, inclusive supermercado. Quando usado desta forma, ele é instrumento para concentrar todos os pagamentos que você precisa fazer em uma única data. 

Mas para isso é importante planejar também a data de pagamento do cartão de crédito. De acordo com Rogério Nakata, a data ideal para o vencimento da fatura do cartão é um dia depois daquele em que o maior recebimento da pessoa, como o salário, por exemplo, fica disponível em sua conta. 

A possibilidade de fazer o parcelamento de pagamento de bens adquiridos é outra facilidade do cartão de crédito que causa transtorno. Neste caso, o ideal é evitar que o parcelamento ultrapasse várias datas comemorativas, por exemplo, para evitar o acúmulo de parcelas. "Não só no cartão de crédito, mas qualquer parcelamento que se faz é mais um tijolo que se coloca na construção da parede que é o endividamento", comenta Rogério Nakata. 

O cartão de crédito também pode ser um instrumento para controlar melhor o fluxo de caixa, ou seja, a relação entre entrada e saída de dinheiro de seu orçamento, e evitar que você acabe usando o cheque especial. "As despesas vão consumindo o salário ao longo do mês e o cartão de crédito deve entrar naquele período em que a pessoa não pagaria mais naquele mês então ela joga as compras que precisa fazer para o mês que vem sem precisar tomar dinheiro emprestado do banco. Isso é jogar para depois sem pagar juros", explica Michael Viriato. 

Mas são necessárias duas medidas para que esse controle de fluxo de caixa funcione. Primeiro o consumidor precisa compreender que o cartão de crédito não é uma maneira de alavancar seu poder de compra. Isso significa que antes de usar o cartão, você deve pensar se há saldo em caixa para pagar aquela despesa. 

A outra medida é sempre pagar o valor completo da fatura, ou seja, não entrar no crédito rotativo, que costuma ser a modalidade de crédito com os maiores juros do mercado. Se você perceber que não terá condições de pagar a fatura por completo, a dica dos especialistas é procurar o gerente de seu banco e negociar a aquisição de empréstimo e com este dinheiro pagar o cartão, pois os juros neste caso geralmente são menores. 

Com informações do site bbel.com.br

15 de janeiro de 2013

Banco reduz juro na compra de imóvel acima de R$ 500 mil


 A Caixa Econômica Federal reduziu os juros para o financiamento de imóveis com valor acima de R$ 500 mil. As novas taxas já valem para os empréstimos contratados a partir desta terça-feira. 

Para clientes que não possuem relacionamento com o banco, a taxa efetiva cai de 9,9% para 9,4% ao ano. Para clientes que possuem relacionamento e conta salário, os juros passam de 8,9% para 8,4% ao ano. Servidores públicos contam ainda com uma redução adicional, com juros de 8,3% ao ano agora.

Imóveis acima de R$ 500 mil estão fora das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e não contam, portanto, com recursos subsidiados da poupança ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No ano passado, o banco já havia cortado as taxas para imóveis enquadrados no SFH.

"Diante do cenário de demanda crescente por crédito imobiliário, o objetivo da Caixa é oferecer condições atrativas para os todos os clientes", diz o vice-presidente de Habitação e Governo da Caixa, José Urbano Duarte.

"Desta vez, ampliaremos as opções também ao público de média e alta renda." Segundo cálculo da Caixa, com a redução da taxa, um financiamento de R$ 600 mil, por exemplo, poderá ficar em torno de R$ 43 mil mais barato em 30 anos.

Com informações de Exame

8 de janeiro de 2013

Consulta ao 1º lote da malha fina liberada hoje



A Receita Federal libera hoje (8), a partir das 9h, a consulta ao primeiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 da malha fina. A consulta estará disponível no site da Receita. Serão liberadas também declarações dos exercícios de 2011, 2010, 2009 e 2008. O dinheiro será depositado no banco no próximo dia 15.

Para o exercício de 2012, serão creditadas restituições a um total de 79.484 contribuintes, com correção de 6%. Do exercício de 2011, serão creditadas restituições para um total de 11.513 contribuintes, com correção de 16,75 %.

De 2010, serão 6.781 restituições, com correção de 26,9% e de 2009, o número chega a 4.613 , corrigidas em 35,36%. Do exercício de 2008, serão creditadas restituições para um total de 4.703 contribuintes, com correção de 47,43%.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone, 146. Outra alternativa para as pessoas físicas, informou a Receita, é utilizar um aplicativo para tablets e smartphones que permite, entre outras coisas, a consulta das restituições desde 1999 e a situação cadastral de inscrição no CPF.

O aplicativo, desenvolvido pelo Serpro, é gratuito e pode ser utilizado para o Android, sistema do Google, e o iOS, criado pela Apple. Para fazer o download do aplicativo, o contribuinte tem as seguintes opções:

A Receita lembra que a restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá procurar qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento do banco por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em qualquer banco.

Com informações de EXAME

7 de janeiro de 2013

Planeje seu orçamento para 2013



O começo do ano é sempre igual, IPVA, IPTU, matrícula em escolas, etc. Se você não se programar, pode ter surpresas desagradáveis, por isso, Ângela Nunes, economista, especialista em mercado de capitais e planejadora financeira certificada, CPF pelo IBCPF deu algumas dicas de como fazer um planejamento para um bom orçamento em 2013. 

Segundo Ângela, o primeiro passo é começar a planejar em janeiro, montando a previsão para os gastos até dezembro. A economista sugere guardar um pouco do salário todo o mês para suprir os gastos excessivos de final de ano sem ficar na dependência do 13º salário. "Acredito que uma boa saída para as pessoas é elas trabalharem com o planejamento a longo prazo, pois todo ano acontece o mesmo erro. As pessoas esquecem de analisar seus gastos mensalmente e o décimo terceiro passa a ser a salvação para quitar as dívidas acumuladas", comenta Ângela.

 Segundo pesquisas, o ano de 2012 foi o ano onde o brasileiro mais se endividou, especialistas dizem que isso é falta de planejamento e educação financeira. "O brasileiro pensa pouco no futuro, pois não tem o hábito de lidar com planejamento. Soma-se a precariedade da educação financeira nas escolas com o endividamento e tudo vira uma bola de neve difícil de controlar. É preciso planejar", comenta a economista. 
Ângela comenta que existem dois tipos de endividamento: O saudável e o por consumo. O saudável é aquele que traz algum benefício duradouro, como imóveis, carros, etc. O por consumo é endividamento por falta de controle, dívidas que não tarzem nenhum benefício, como roupas, viagens desnecessárias, etc. O forte apelo comercial presente nos meios de comunicação também é considerado pela economista como um atrativo ao endividamento. 

O parcelamento é apontado como outro fator de risco para o endividamento do brasileiro. "A pessoa faz as contas e vê que a parcela cabe no seu salário, mas se esquece de que ela tem outras três ou quatro parcelas que individualmente também cabiam no salário. Ao final do mês, quando for somar todos os parcelamentos, falta dinheiro e aí começam os problemas com o cheque especial e o cartão de crédito", menciona Ângela. 
Segundo a especialista, um erro muito comum é que no fim do ano as pessoas gastam completamente o 13º e esquecem das despesas do início do ano. "Caso a pessoa tenha exagerado nas compras de natal e não tenha sobrado dinheiro para as indesejáveis dívidas do começo do ano, vai precisar recorrer ao cheque especial e, com isso, estará sujeito à cobrança de juros e correção monetária sobre o valor usado para pagar suas despesas", aponta Ângela. 

Não é preciso esperar o final do ano para consertar as finanças. Organização e disciplina podem resolver facilmente, desde que todos que participam do orçamento familiar estejam empenhados na tarefa. A economista recomenda que logo no início de janeiro se faça uma previsão dos gastos até dezembro. Isso facilita na hora de identificar as principais despesas do orçamento familiar e a planejar inclusive o que pode ser cortado para ajudar na economia. Ângela sugere que o consumidor avalie sobre a real necessidade do consumo imediato em relação ao consumo futuro, evitando o endividamento pelas compras desnecessárias.

Com informações do site bbel.com.br

3 de janeiro de 2013

Investir em títulos públicos pela internet será mais barato em 2013




Desde ontem, quarta-feira (2), as pessoas físicas pagarão menos para investir em títulos públicos pela internet. A BM&FBovespa fechou acordo com o Tesouro Nacional para deixar de cobrar a taxa de negociação de 0,1% no momento da compra dos títulos do Tesouro Direto.

Com a mudança, as únicas taxas que o aplicador pagará para aplicar nos títulos públicos são a taxa de custódia, atualmente em 0,3% ao ano, e a taxa de administração cobrada pela instituição financeira, que varia de zero a 2% ao ano dependendo do banco ou da corretora que executa a aplicação.

De acordo com o Tesouro Nacional, a mudança torna o Tesouro Direto mais atrativo ao aplicador. Isso porque a redução dos custos aumenta a rentabilidade dos títulos públicos.

Segundo o órgão, um título de seis meses renderia 16,5% mais que a poupança, que é isenta de taxas, e de 10,5% a 27,6% mais que os fundos de investimento, que cobram de 1% a 2% de taxa de administração.

O Tesouro anunciou ainda que ampliou os incentivos para as instituições financeiras conseguirem investidores para o Tesouro Direto. Atualmente, as corretoras recebem da BM&FBovespa parte da taxa de custódia.

A partir de janeiro, metade do valor recebido terá de ser aplicado em divulgação e capacitação de funcionários para vender os títulos públicos aos aplicadores.


O programa de venda de títulos públicos pela internet foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, sem intermediação de agentes financeiros.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa fixa definida antecipadamente.

Com informações de EXAME

24 de dezembro de 2012

Curta as férias sem ficar no vermelho



As férias estão ai, e muitas pessoas querem apenas se desligar dos problemas e das preocupações do trabalho, mas é preciso saber aproveitar essa época com sabedoria, do contrário, a conta bancária pode ir pro vermelho. 

Ricardo Fairbanks Cacciaguerra, autor do livro "O ciclo da cigarra milionária" lembra que o ideal é que você faça um planejamento de pelo menos 12 meses, assim, você ganha mais segurança e tranquilidade para aproveitar. . "Quanto maior é o prazo para planejar, maior é o benefício. O prazo mínimo para não comprometer a renda é de três meses", adverte Ricardo. Ricardo Pereira, consultor financeiro do programa Consumidor Consciente da MasterCard, aponta a falta de organização do orçamento como um problema para quem vai sair de férias. "É preciso se organizar dentro dos limites do orçamento e saber o quanto você pode empregar para desfrutar das férias", comenta Pereira. 

A primeira dica é na hora de escolher o destino das férias, "A escolha tem que estar de acordo com as disponibilidades. Opte por programas que não extrapolem o limite e comprometam a sua condição financeira", orienta Cacciaguerra. O segundo passo é montar um orçamento prevendo quanto você irá gastar neste período. 

Dessa forma fica mais fácil visualizar o objetivo e planejar quanto tempo será preciso para economizar o suficiente para cobrir as despesas, inclusive a reserva financeira para eventuais emergências. "Todo gasto deve ser planejado e consciente", lembra Ricardo Cacciaguerra. Pereira lembra que é preciso investir no planejamento e não esquecer de levar em conta os custos com moedas estrangeiras, alternativas que favorecem a economia de dinheiro, valores de hotel, alimentação e até mesmo lugares para visitar. 

Quem optar por viajar ou fazer passeios que serão contratados com antecedência, Cacciaguerra sugere poupar para fazer os pagamentos à vista, pois dessa forma fica mais fácil negociar e conseguir melhores oportunidades e descontos. 

Ricardo Pereira ressalta que é importante não trabalhar com os limites do cheque especial, pois esse dinheiro "extra" pode ser motivo de dor de cabeça quando as férias terminarem. Renato Lourenço, funcionário público, aprendeu a não usar o limite da conta para pagar as férias depois que sua viagem quase triplicou de valor por conta dos juros do cheque especial. "A ida para Porto de Galinhas era um sonho antigo e quando eu vi a promoção, não pensei duas vezes. Parcelei em 10 vezes, mas não me atentei aos gastos extras que eu teria, como aluguel do carro, lembranças, alimentação e passeios. No final, ao invés de pagar 10 parcelas, fiquei quase dois anos pagando juros por não ter planejado melhor", conta Renato. 

Viagens internacionais merecem mais atenção, pois muitas vezes as pessoas esquecem da variação cambial. "Nesses casos o ideal é optar por cartões de crédito pré-pago, que evitam surpresas na hora de pagar a fatura", sugere Ricardo Cacciaguerra. Outra boa dica é antecipar a compra das passagens aéreas e as reservas em hotéis, o que pode render descontos de até 30%, segundo Cacciaguerra. 

O grande perigo financeiro para as férias é se descontrolar e gastar além do previsto originalmente. Viagens de turismo sempre são um convite a extrapolar o orçamento, portanto, vale a pena não agir pelo impulso, principalmente com os passeios oferecidos além do pacote contratado.   Esses são outros casos onde vale a pena investir nos cartões de crédito pré-pagos, pois é uma segurança sobre o limite que pode ser gasto. Cacciaguerra lembra que imprevistos podem acontecer, logo, planejar com coerência é a melhor estratégia para evitar a conta negativa ao retornar das férias. 

Ricardo Pereira reforça que o planejamento também é o melhor método para evitar sustos quando a fatura do cartão chegar ou quando a pessoa for verificar o extrato bancário. "É o típico caso de transformar a felicidade em frustração", alerta o consultor financeiro. Segundo Pereira, o cartão de crédito pode ser um grande parceiro para as férias, desde que usado de forma correta. "O cartão de crédito precisa ser encarado com responsabilidade. Ele passa a ser um aliado quando se aprende a respeitar os limites de forma segura", explica Ricardo Pereira. 

Vale lembrar que em uma viagem é sempre bom ter cuidado redobrado com o dinheiro. Ricardo Cacciaguerra sugere evitar andar com ele todo na carteira, pois sempre há o risco de perder ou sofrer um assalto. Quem optar por viagens internacionais deve evitar o uso do cartão de crédito normal. Isso porque a variação de câmbio pode trazer surpresas agradáveis ou desagradáveis. Na dúvida, o melhor é não arriscar e usá-lo apenas em casos de emergência. 

Com informações do site bbel.com.br