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7 de fevereiro de 2013
Assuma o controle do seu dinheiro
Comer nhoque todo dia 29 do mês, colocar uma nota de um dólar na carteira durante a noite de Ano Novo, assim como outras simpatias para ganhar dinheiro, têm uma coisa em comum: não deixam ninguém rico de um dia para outro! Recorrer às crendices populares infelizmente não é a saída para colocar ordem em suas contas e juntar dinheiro.
Existem conselhos muito mais úteis para você aprender a administrar de forma mais eficiente as suas finanças. Confira as dicas abaixo e descubra que organizar sua vida financeira é mais fácil do que imagina:
Gaste menos do que ganha
Muitas pessoas se esforçam para economizar nas compras, mas acabam gastando o dinheiro com outros itens, e desta forma não conseguem poupar. Se o seu orçamento está equilibrado, ou seja, você gasta o que recebe, você tem duas alternativas para conseguir começar a poupar: aumentar a sua renda ou cortar suas despesas.
Nos dois casos a receita é a mesma: você deve gastar menos do que recebe. Na prática, isso significa que você deve definir o seu padrão de vida com base na renda que recebe, sem incluir o limite do cheque especial ou do cartão de crédito! Assim que receber seu salário, reserve entre 5% e 10% do que receber para poupar. Este é um hábito importante. Essa estratégia é muito mais eficiente do que esperar o mês acabar e dar uma olhada no que sobrou. Normalmente nunca sobra nada!
Controle seus gastos
Faça um planejamento orçamentário. Não deixe que seu dinheiro vá embora todo mês com coisas inúteis. Valorize seu trabalho e gaste seu salário de forma mais racional. Ninguém está pedindo para que você se torne um pão-duro, um muquirana. Muita gente leva tão a sério o hábito de poupar que chega a ficar paranóica com isso. Tente controlar seus gastos melhor e descubra para onde está indo seu dinheiro, pois assim fica mais fácil saber o que pode ser cortado.
Atenção ao parcelar!
Hoje em dia é praticamente impossível obter um desconto na compra à vista, ao invés disso, os varejistas oferecem a possibilidade de pagamento sem juros. A razão para isso é simples: é mais fácil convencer alguém que está comprando parcelado a comprar um bem mais caro, pois o peso da prestação no orçamento é menor, do que alguém que está pagando à vista.
Pense da seguinte forma: se você tiver que pagar à vista uma TV de R$ 500 você se planeja, mas se puder parcelar em 10 vezes, talvez não se importe de comprar uma TV de R$ 750 (ou seja, 50% mais cara), pois a prestação (R$ 75) ainda caberá no seu orçamento. A menos que você mantenha um controle bastante bom dos seus gastos, o acúmulo de compras parceladas pode, sim, levar ao descontrole financeiro.
Isso sem falar que é o primeiro passo para o crediário. Acostumado com o conceito de prestações, você acaba mais suscetível às compras financiadas. Antes que perceba está comprando uma geladeira nova no crediário, o que irá lhe custar muito mais do que se tivesse planejado a compra. Por mais que os juros tenham caído, eles ainda seguem elevados para o consumidor, de forma que financiar bens de consumo não é recomendável. O ideal é planejar a compra, mas se isso não for possível, é importante planejar o levantamento do crédito.
Aprenda a investir seu dinheiro
Por ignorância e preconceito, milhões de brasileiros deixam de ganhar muito dinheiro por não saber qual a melhor forma de aplicar seus recursos. Ao contrário do que parece, investir seu dinheiro não requer um conhecimento muito amplo de economia nem do mercado financeiro. O ideal é que você busque informações atualizadas em jornais e sites financeiros, sem deixar de consultar especialistas da área. Invista na sua educação financeira, ela lhe trará bons retornos!
Estabeleça objetivos claros
Economizar para poder investir só faz sentido se você está planejando alguma coisa no futuro. Afinal, ao poupar você precisa abrir mão da satisfação imediata do consumo presente em favor da possibilidade de gastar mais para frente. No Brasil, como os juros são altos, ao poupar você também garante que a quantia que irá receber no futuro é maior do que aquela que deixou de gastar no presente.
Apesar disto, poupar não é uma tarefa fácil. Estabelecer objetivos claros, como uma viagem ao exterior, um carro novo ou simplesmente a compra da casa própria, também ajuda, pois dá um estímulo a mais para você poupar. De tempos em tempos é importante rever o seu planejamento e definir novas metas de poupança, afinal, com o tempo, é de se esperar que a sua realidade financeira mude.
Por último, lembre-se que realizar um sonho custa caro, porém com disciplina e organização é possível realizá-los antes do esperado. Como diz o velho ditado, o importante não é economizar muito, mas economizar sempre! E, quanto antes você começar, melhor!
Com informações de INFOMONEY
20 de dezembro de 2012
Como ganhar dinheiro comprando a dívida de uma empresa
No Brasil as debêntures constituem uma das formas mais antigas de captação de recursos por parte das empresas no financiamento de suas operações. Trata-se de um título de dívida, de médio e longo prazo, que confere a seu detentor um direito de crédito contra a companhia emissora, que rende juros que podem estar atrelados, entre outros indexadores, à inflação (IPCA + juros), ao CDI ou às taxas de juros de referência.
Todas as pessoas podem investir em debêntures. Porém, como há variação das características de cada oferta, o valor inicial pode ser bem diferente para cada emissão (normalmente entre 1.000 reais até 300.000 reais).
A possibilidade de render mais que outras aplicações de renda fixa (como CDBs e Fundos DI) e a rentabilidade definida após o prazo estabelecido, são algumas das vantagens deste investimento. Para realizar investimento em debêntures, basta ser cliente de uma corretora de valores que negocie este produto.
Outra vantagem desse investimento que têm despertado o interesse de novos investidores é a isenção IR. Assim como os Fundos de Investimento Imobiliário e os Certificados de Recebíveis Imobiliários, as debêntures podem ter sua emissão seguindo a Lei 12.431, de junho de 2011, que isenta esses investimentos para investidores estrangeiros e pessoa física.
Diante do cenário apresentado pelo Banco Central do Brasil de seguir com a Selic em um patamar de 7,25%, ratificando sua intenção de mantê-la neste nível por um período prolongado, os investimentos em debêntures com isenção de IR e com bons níveis de rating avaliados pelas empresas classificadores de risco são uma boa alternativa de alocação de recursos dos investidores brasileiros.
Cabe ao investidor analisar cuidadosamente as possibilidades ofertadas à pessoa física e seguir a análise de seu consultor financeiro na escolha dos produtos mais adequados ao seu perfil de investimento e adequação ao risco. E lembre-se que as decisões financeiras realizadas por você hoje impactarão na sua qualidade de vida amanha!
*Fabiano Pessanha, CFP é gerente comercial da Geração Futuro Corretora de Valores e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).
Com informações de EXAME
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