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20 de dezembro de 2012
Como ganhar dinheiro comprando a dívida de uma empresa
No Brasil as debêntures constituem uma das formas mais antigas de captação de recursos por parte das empresas no financiamento de suas operações. Trata-se de um título de dívida, de médio e longo prazo, que confere a seu detentor um direito de crédito contra a companhia emissora, que rende juros que podem estar atrelados, entre outros indexadores, à inflação (IPCA + juros), ao CDI ou às taxas de juros de referência.
Todas as pessoas podem investir em debêntures. Porém, como há variação das características de cada oferta, o valor inicial pode ser bem diferente para cada emissão (normalmente entre 1.000 reais até 300.000 reais).
A possibilidade de render mais que outras aplicações de renda fixa (como CDBs e Fundos DI) e a rentabilidade definida após o prazo estabelecido, são algumas das vantagens deste investimento. Para realizar investimento em debêntures, basta ser cliente de uma corretora de valores que negocie este produto.
Outra vantagem desse investimento que têm despertado o interesse de novos investidores é a isenção IR. Assim como os Fundos de Investimento Imobiliário e os Certificados de Recebíveis Imobiliários, as debêntures podem ter sua emissão seguindo a Lei 12.431, de junho de 2011, que isenta esses investimentos para investidores estrangeiros e pessoa física.
Diante do cenário apresentado pelo Banco Central do Brasil de seguir com a Selic em um patamar de 7,25%, ratificando sua intenção de mantê-la neste nível por um período prolongado, os investimentos em debêntures com isenção de IR e com bons níveis de rating avaliados pelas empresas classificadores de risco são uma boa alternativa de alocação de recursos dos investidores brasileiros.
Cabe ao investidor analisar cuidadosamente as possibilidades ofertadas à pessoa física e seguir a análise de seu consultor financeiro na escolha dos produtos mais adequados ao seu perfil de investimento e adequação ao risco. E lembre-se que as decisões financeiras realizadas por você hoje impactarão na sua qualidade de vida amanha!
*Fabiano Pessanha, CFP é gerente comercial da Geração Futuro Corretora de Valores e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).
Com informações de EXAME
26 de julho de 2012
Governo sinaliza nova redução de juros para empresas
O governo pode promover uma nova redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que serve de referência para os empréstimos feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as empresas. A última redução foi anunciada há um mês, quando o governo lançou um programa de estímulo para as empresas e baixou a TJLP de 6% para 5,5% ao ano.
Segundo o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, a redução na TJLP será feita quando o quadro da economia brasileira for "adequado". "O governo já ajustou a TJLP algumas vezes olhando para o Risco Brasil, para as condições internas. Sempre existe essa possibilidade de redução. O governo vai continuar adotando medidas quando achar que for necessário", explicou.
A redução nas taxas de juros para as pessoas jurídicas tem a intenção de acelerar e incentivar investimentos por parte da iniciativa privada. Com isso, a tentativa do governo é melhorar o desempenho da economia e alavancar o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no País.
Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, apesar da redução da expectativa de alta do PIB para este ano - de 4,5% em 2012 para 3% -, o segundo semestre deste ano será mais aquecido que o primeiro, o que deve sustentar a previsão de crescimento. "Estamos confiando numa retomada do crescimento no segundo semestre que seja capaz de levar a esse patamar sustentável", disse a ministra.
A redução nas taxas de juros para as pessoas jurídicas tem a intenção de acelerar e incentivar investimentos por parte da iniciativa privada. Com isso, a tentativa do governo é melhorar o desempenho da economia e alavancar o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no País.
Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, apesar da redução da expectativa de alta do PIB para este ano - de 4,5% em 2012 para 3% -, o segundo semestre deste ano será mais aquecido que o primeiro, o que deve sustentar a previsão de crescimento. "Estamos confiando numa retomada do crescimento no segundo semestre que seja capaz de levar a esse patamar sustentável", disse a ministra.
Com informações do Terra.
8 de novembro de 2011
Para investidores de longo prazo, governança corporativa é item fundamental
A governança corporativa é vista como um item decisivo para investidores de longo prazo e as empresas que não possuem bons níveis de governança acabam sendo excluídas do portfólio desses investidores. A opinião é do gerente-geral do INI (Instituto Nacional de Investidores), Paulo Portinho.
“Os investidores de longo prazo estão muito interessados em padrões elevados de governança corporativa. Eles se preocupam e buscam investir em empresas que garantam seus direitos como acionistas minoritários”, afirma Portinho.
Segundo ele, as companhias que não adotam estas práticas acabam sendo banidas do portfólio dos investidores de longo prazo. “Aquela pessoa que investe pensando lá na frente está preocupada com seus direitos e opta por empresas que os garantam”, afirma o gerente do INI.
O sócio-diretor da consultoria financeira Finacap, Samuel Emery, concorda. “A melhor coisa que o investidor pode fazer em relação às empresas que não adotam práticas de governança corporativa é deixar de investir nelas”, diz.
Médico por formação, Emery é um típico investidor ativista, sempre preocupado com os direitos dos minoritários dentro do universo dos investimentos de renda variável. Para ele, ainda falta muito para que as empresas brasileiras tenham um padrão de governança corporativa elevado, mas houve uma mudança significativa nos últimos anos.
“Quando comecei a investir, as companhias se preocupavam muito menos com o acionista minoritário. Atualmente, isso mudou bastante, mas ainda está longe do ideal”, acredita. “Este é um processo evolutivo, ainda deve demorar bastante para chegar em um nível avançado”, continua Emery.
Novo Mercado
Segundo ele, uma das principais mudanças aconteceu no final do ano 2000, quando a BM&FBovespa lançou segmentos especiais de listagem das empresas, desenvolvidos, segundo a própria bolsa, “com o objetivo de proporcionar um ambiente de negociação que estimulasse, simultaneamente, o interesse dos investidores e a valorização das companhias”.
Com isso, foram criados os níveis diferenciados de governança corporativa, entre eles o Novo Mercado, considerado o mais elevado padrão neste sentido. Entre os direitos garantidos aos investidores que fazem parte do Novo Mercado, está o tag along de 100% (no caso de venda do controle da companhia, todos os acionistas – inclusive os minoritários - têm direito a vender suas ações pelo mesmo preço) e a divulgação de dados financeiros mais completos, incluindo relatórios trimestrais com demonstração de fluxo de caixa e relatórios consolidados revisados por um auditor independente.
Além disso, as companhias listadas neste nível de governança só podem emitir ações com direito de voto, as chamadas ações ordinárias (ON). “Com a criação do Novo Mercado e dos diferentes níveis de listagem, houve uma melhoria da relação com os minoritários e as empresas”, afirma Emery.
Com informações do Info Money.
“Os investidores de longo prazo estão muito interessados em padrões elevados de governança corporativa. Eles se preocupam e buscam investir em empresas que garantam seus direitos como acionistas minoritários”, afirma Portinho.
Segundo ele, as companhias que não adotam estas práticas acabam sendo banidas do portfólio dos investidores de longo prazo. “Aquela pessoa que investe pensando lá na frente está preocupada com seus direitos e opta por empresas que os garantam”, afirma o gerente do INI.
O sócio-diretor da consultoria financeira Finacap, Samuel Emery, concorda. “A melhor coisa que o investidor pode fazer em relação às empresas que não adotam práticas de governança corporativa é deixar de investir nelas”, diz.
Médico por formação, Emery é um típico investidor ativista, sempre preocupado com os direitos dos minoritários dentro do universo dos investimentos de renda variável. Para ele, ainda falta muito para que as empresas brasileiras tenham um padrão de governança corporativa elevado, mas houve uma mudança significativa nos últimos anos.
“Quando comecei a investir, as companhias se preocupavam muito menos com o acionista minoritário. Atualmente, isso mudou bastante, mas ainda está longe do ideal”, acredita. “Este é um processo evolutivo, ainda deve demorar bastante para chegar em um nível avançado”, continua Emery.
Novo Mercado
Segundo ele, uma das principais mudanças aconteceu no final do ano 2000, quando a BM&FBovespa lançou segmentos especiais de listagem das empresas, desenvolvidos, segundo a própria bolsa, “com o objetivo de proporcionar um ambiente de negociação que estimulasse, simultaneamente, o interesse dos investidores e a valorização das companhias”.
Com isso, foram criados os níveis diferenciados de governança corporativa, entre eles o Novo Mercado, considerado o mais elevado padrão neste sentido. Entre os direitos garantidos aos investidores que fazem parte do Novo Mercado, está o tag along de 100% (no caso de venda do controle da companhia, todos os acionistas – inclusive os minoritários - têm direito a vender suas ações pelo mesmo preço) e a divulgação de dados financeiros mais completos, incluindo relatórios trimestrais com demonstração de fluxo de caixa e relatórios consolidados revisados por um auditor independente.
Além disso, as companhias listadas neste nível de governança só podem emitir ações com direito de voto, as chamadas ações ordinárias (ON). “Com a criação do Novo Mercado e dos diferentes níveis de listagem, houve uma melhoria da relação com os minoritários e as empresas”, afirma Emery.
Com informações do Info Money.
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