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21 de agosto de 2014

10 lições que podemos aprender com nossos filhos

Mesmo as atitudes mais singelas dos pequenos podem trazer uma grande aprendizagem para a vida dos adultos que os cercam


Já ouvimos muitas vezes a frase: “Ter filhos é padecer no paraíso” e apesar de em muitas situações nos colocarmos a pensar realmente na veracidade dessa frase, em momentos em que eles nos colocam à prova com suas birras, confrontos, dificuldades na escola, mas a grande verdade é que é maravihoso poder compartilhar da companhia deles, dar risadas, rolar no chão, brincar de bola.

A criança tem uma inocência maravilhosa, são seres de uma pureza extrema, dão gargalhadas por qualquer coisa, tudo é engraçado, tudo é motivo de brincadeira.

Nós adultos perdemos com o tempo muitas das qualidades que tínhamos quando criança, poucos são os que conservam algum aspecto dessa época tão recheada de fantasias e alegrias.

A grande questão é: o que podemos aprender com elas?

Será que é possível recuperar um pouco dessa época maravihosa? Será que eles mesmo sendo mais novos e com menos vivência de vida tem algo a nos ensinar? A boa notícia é que é possível sim.

Veja a seguir 10 coisas que podemos aprender com os filhos e entenda como eles colaboram com a evolução dos pais:

As crianças enxergam as pessoas com o coração puro, e nós adultos acabamos endurecendo essa visão até em função das situações que vivenciamos em nossas vidas, mas será que podemos deixar de generalizar e nos colocar mais verdadeiramente para o outro e permitir um olhar mais doce? Vamos tentar? Enxergar a vida sob outras perspectivas.

A criança aprende na escola as regras de trânsito e quando estão no carro com os pais apontam o sinal e mostram que agora eles também tem conhecimento. E o que acontece se os pais desrespeitarem o sinal, que mensagem nossos filhos aprenderão? Então, vamos respeitar o sinal, o outro, com a mesma certeza e determinação que uma criança faz quando aprende as leis. Eles as levam a sério.

O amor incondicional é um aspecto que só aprendemos quando geramos um filho, um amor que supera tudo, onde nos doamos de forma total e genuína.

Mágoa é um sentimento que a criança definitivamente não carrega, ela briga em um dia com um amiguinho e no dia seguinte é o melhor amigo de novo, uma prova que devemos aprender a respeitar o outro e a perdoar.

Eles são como CDs virgem, aprendem o tempo todo, curiosos, estão sempre em busca de novidades, explorando ao máximo o mundo ao seu redor. Não devemos perder nunca o estímulo de aprender, de estudar, eles são nossos melhores exemplos.

O sonho é algo que nos motiva a viver o dia a dia e com nossos filhos percebemos o quanto sonhar é algo fantástico, um estímulo sempre positivo.

Acordam todos os dias sorrindo, enfrentam o dia com leveza e bom humor, vale a pena seguir o exemplo deles.

O respeito aos animais é algo que fica claro na relações que estabelecem com eles, o carinho, a troca do afeto.

Crianças são simples, não complicam as situações, querem fazer ou não, suas respostas são pontuais, a indecisão não se faz presente.

Nossos filhos crescem e caminham em direção à vida, não poderemos mais decidir o que farão, aonde vão, nem escolher seus parceiros. Com eles aprendemos que não podemos controlar as pessoas e nem as situações.

Fonte: Dicas de Mulher 



27 de agosto de 2013

Como - e por que - se tornar o líder financeiro da família



A liderança financeira na família é essencial para que os objetivos familiares sejam alcançados. Mas pode ser que não haja no clã um líder nato ou um apaixonado por finanças pessoais. Para o Conrado Navarro, consultor financeiro do Dinheirama, não é fundamental que haja apenas um líder financeiro em cada família, mas sim que as pessoas tomem atitudes de liderança em relação ao dinheiro e tenham cada qual uma tarefa ligada às finanças da família.

Em artigo recente, Navarro defendeu essa ideia, listando algumas das principais atitudes que você e sua família devem tomar de forma a colocar o dinheiro em um lugar de importância dentro de casa. Em entrevista a EXAME.com, o consultor listou mais algumas atitudes. Segundo ele, tanto faz se uma ou mais pessoas desempenham a função de guiar a família no tema, desde que todos tenham tarefas e assumam responsabilidades.

Confira a seguir o que fazer para assumir uma postura de liderança financeira dentro da sua casa:

1. Transforme o assunto “dinheiro” em prioridade

O dinheiro não deve ser encarado como um fim, mas sim como um meio para se alcançar objetivos. Por isso mesmo deve ser um assunto prioritário dentro de casa.

2. Faça um orçamento doméstico

“Não dá para falar em liderança financeira sem uma ferramenta de controle”, diz Navarro. O mínimo que uma família deve ter, segundo ele, é um orçamento doméstico atualizado, com todas as receitas, despesas e planejamento de poupança para se alcançar os diferentes objetivos. “O orçamento é o que dá o parâmetro para se decidir o que está bom ou ruim”, diz.

3. Tenha uma reserva de emergência

Especialistas recomendam que cada família tenha, em aplicações bem seguras de renda fixa, um montante suficiente para o seu sustento por um período de seis meses a um ano. Esta reserva serve para socorrer a família em momentos de aperto, como um desemprego, a perda de uma fonte geradora de renda ou ainda um problema de saúde grave que demande muitos gastos e cuidados.

De acordo com Navarro, essa reserva ajuda a prevenir aqueles “apertos” no fim do mês, possibilitando um melhor planejamento financeiro e conversas mais tranquilas sobre dinheiro em família.

4. Defina objetivos que dependam de dinheiro

Conrado Navarro sugere que, antes de se tomar qualquer decisão financeira em família, sejam definidos objetivos coletivos e individuais, marcando-se o que é prioritário. Primeiro, é bom definir objetivos mais gerais: essa família tem o sonho de ter um imóvel com determinadas características ou que os filhos cheguem ao pós-doutorado no exterior? Será uma família mais voltada para estudos, para viagens, para o desenvolvimento da carreira de alguém que tenha um supertalento ou do tipo mais equilibrada?

Em seguida, é preciso definir as prioridades. O que é mais importante para a família neste momento? Quais os prazos para se alcançar cada objetivo?

Finalmente, é necessário separar os objetivos comuns dos objetivos individuais. E Navarro frisa que os objetivos individuais também devem ter espaço nas discussões coletivas, ainda que se trate de hobbies, por exemplo. “Não devemos falar apenas de bens palpáveis, materiais. Pode ser que um dos membros da família esteja trabalhando muito e deseje mais qualidade de vida, como o tempo livre dedicado a uma atividade de que goste. E esse objetivo deve ser alcançado com o apoio da família”, diz Navarro.

5. Faça reuniões familiares para falar sobre as finanças ao menos uma vez ao mês

De acordo com o consultor do Dinheirama, a discussão dos objetivos e a divisão de tarefas devem acontecer em reuniões mensais em família, cuja data deve ser sempre respeitada. É nessa ocasião que se deve avaliar o que está dando certo e o que está dando errado no planejamento financeiro, definir e rever prioridades, conversar sobre os reveses financeiros e ouvir a opinião de todos os membros da família acerca do que está sendo feito.

Segundo Navarro, os objetivos devem ser colocados na seguinte ordem: primeiro, os objetivos coletivos, que afetam toda a família, como a compra de um imóvel, a troca de um carro, a previdência complementar dos pais ou o estudo dos filhos; em seguida, todos devem “pôr para fora” seus desejos e objetivos individuais, como um MBA para alavancar sua carreira, ou mesmo o desejo de começar um hobby que custe algum dinheiro.

As reuniões devem contar com a presença de todo o núcleo familiar, mesmo das crianças. De acordo com especialistas em educação financeira infantil, aos seis anos as crianças já têm noção de valores e já entendem como funciona o dinheiro. Pode parecer bobo, mas essa participação é importante por causa do próximo ponto.

6. Estimule as novas gerações

A participação das crianças e dos adolescentes nas reuniões e nas tarefas ligadas às finanças contribui para a sua educação financeira e os prepara para o futuro. Para Navarro, estimulá-los a participar é uma forma de dar o bom exemplo, de mostrar o que os adultos fazem para contribuir para as finanças da família. “É uma forma de quebrar o tabu que é falar de dinheiro e ainda mostrar que essas atitudes dão bons frutos para a família”, observa.

Ele aconselha, no entanto, a deixar os filhos de fora quando os assuntos forem mais delicados, principalmente no caso dos mais jovens. “Questões mais delicadas e que envolvam discussões mais aprofundadas do que simplesmente fazer contas, ligadas a aspectos emocionais, devem ser discutidas mais intimamente pelo casal. Vai do bom senso”, explica Navarro.

Pode ser que os filhos ainda sejam novos demais para dar alguma contribuição nas reuniões, ou ainda que façam aquela bagunça. Mas para o consultor, isso não é motivo para excluí-los dos encontros e muito menos das tarefas, para incentivar desde cedo sua participação. Ele sugere que as reuniões sejam usadas para definir linhas mais gerais e que depois, se necessário, os pais se sentem a sós para refinar mais o raciocínio.

7. Ao mostrar problemas, aponte também possíveis soluções

Na hora da reunião, ao opinar sobre algo que você acredite estar errado, coloque também uma alternativa de possível solução. Isso contribui para a união familiar e previne aquelas críticas vazias que podem levar a conflitos.

8. Não decida tudo sozinho – distribua tarefas

Em algumas famílias, muitas vezes um dos membros tem bastante interesse e talento para as finanças, enquanto os outros têm desinteresse e até aversão ao assunto. Como consequência, todas as decisões acabam recaindo nas costas de apenas uma pessoa, que decide e faz tudo sozinha. Isso acarreta uma série de problemas – da falta de colaboração dos demais a erros de planejamento. No fim das contas, um fica sobrecarregado e os outros, completamente vulneráveis caso o déspota financeiro venha a faltar.

Navarro não vê problemas na existência de um líder bem definido das finanças da família, desde que todos desempenhem tarefas e estejam a par de tudo que acontece, podendo também opinar. Daí a importância das reuniões mensais.

Assim, você pode centralizar o orçamento doméstico e guiar as reuniões, mas distribua entre os demais membros da família tarefas como a marcação das reuniões, o pagamento das contas (ainda que você forneça o dinheiro), a organização dos vencimentos das contas em um calendário e a organização dos comprovantes de pagamento de compras e contas. Muitas dessas tarefas podem ser desempenhadas pelos filhos, por exemplo.

A própria organização do orçamento, sugere Navarro, já pressupõe uma participação coletiva, em que todos devem informar ao responsável sobre os gastos e entregar-lhe os comprovantes.


Com informações da revista Exame

8 de agosto de 2013

Já é hora de dar mesada?



A mesada é uma boa estratégia para ensinar os pequenos a gastar o dinheiro de forma inteligente e produtiva. Afinal, as pessoas devem ter uma relação saudável com as finanças já na infância. E são as lições de agora que ajudarão seu filho a ser um adulto sem dívidas.

Até os 6 anos

Não é indicado dar uma quantia com regularidade, porque o pequeno ainda não tem noção de valores. Mas incentive a criança a guardar dinheiro em um cofrinho para depois comprar o que deseja.

Dos 6 até os 10 anos

O pequeno já pode ganhar uma “semanada”. O valor? Até os 10 anos, os pais podem dar R$ 1 por ano de idade a cada semana. Assim, uma criança de 8 anos receberia R$ 32 mensais, por exemplo. No entanto, o cálculo depende do orçamento familiar. Ensine seu filho a usar um pouco desse dinheiro para comprar o que deseja e guardar o restante num cofrinho.

Dos 11 até os 14 anos

Depois dos 10 anos, os filhos podem passar a receber mesada. O valor pode aumentar, mas sem exageros.Não vincule a mesada ao cumprimento de tarefas domésticas e nem a notas altas na escola.

Dos 15 anos em diante

Aumente um pouco o valor da mesada. Se ele gastar mais do que deve, é importante conversar para definir se o valor é suficiente - lembrando que não deve ser muito alto. A mesada não equivale a um salário! Se o jovem precisar de mais dinheiro para ir a algum lugar ou comprar alguma coisa, converse sobre a real necessidade do pedido dele. Os pais podem emprestar o dinheiro extra e descontar nas próximas mesadas.

Com informações da Revista Anamaria

18 de julho de 2013

Saiba como investir na universidade dos filhos



Se para os adolescentes passar no vestibular é uma grande preocupação, para os pais o problema vem depois: como pagar as mensalidades das faculdades particulares? Como as vagas em universidades públicas estão cada vez mais concorridas, muitos pais começam a pensar nos custos do canudo desde o nascimento do bebê. E eles não estão errados.

Se as contas da casa estão em dia e é possível reservar uma pequena quantia mensal para o futuro, é bom se precaver. “A educação dos filhos é uma das cinco necessidades financeiras universais, juntamente com a proteção da família, o crescimento do patrimônio, a aposentadoria e o legado”, explica Gilberto Poso, superintendente-executivo de gestão de patrimônio do HSBC. “Hoje, para quem tem condições de fazer isso, recomendamos começar já no nascimento da criança”, completa Poso.

Não é para menos – quanto mais tempo você poupar e investir, melhor. Para pagar o curso de administração de empresas em uma faculdade de primeira linha, por exemplo, você teria que desembolsar 135 mil reais hoje. Se a escolha for direito ou engenharia, os cursos saem por volta de 110 mil reais. Isso sem falar na graduação em medicina, que em média tem mensalidades de 4 mil reais, chegando a custar 280 mil reais o curso completo. Ou seja: muitas vezes, a mensalidade da universidade pode ser equivalente à renda mensal de uma família de classe média brasileira.

O casal Priscilla e Renato Issatugo já fez essa conta. Ele, economista, começou a pensar em abrir uma poupança para os estudos do filho, Heitor, (hoje com 3 anos) quando ele ainda estava na barriga de Priscilla. Mas a madrinha da criança se antecipou e fez um plano de previdência para o afilhado. “Ela deposita cerca de 120 reais mensais, e a previsão é de que tenhamos cerca de 35 mil reais quando o Heitor completar 18 anos”, diz Priscilla. Se o filho for aprovado em uma universidade pública, os pais pretendem usar a quantia para ajudar nos custos de uma eventual pós-graduação. “Ou mesmo comprar um carro para ele”, conta Priscilla.

O HSBC criou um plano de previdência chamado Previdência Jovem para casais prevenidos, como Priscilla e Renato. “Esse plano tem uma cobertura no caso de falecimento ou invalidez do responsável pelo jovem que o ajudará em seus estudos”, explica Poso.

No cenário atual, de juros baixos, Poso recomenda que os pais façam esse plano, mas que também apostem em outros investimentos do mercado financeiro. “Se você vai poupar por dez anos ou mais, vale a pena diversificar os investimentos – parte em um plano de previdência e parte em ações, por exemplo”, diz Poso.

Veja os cálculos de quanto um casal teria que poupar para garantir a universidade do filho no caso de investir no Previdência Jovem e no caso de diversificar os investimentos (parte em ações, parte no plano de previdência). Confira:



Plano Previdência Jovem*:

Idade da criança: 0 ano

Investimento para gerar 120 mil: 550 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 1.100 reais mensais



Idade da criança: 8 anos

Investimento para gerar 120 mil: mil reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 2 mil reais mensais



Idade da criança: 15 anos

Investimento para gerar 120 mil: 3.333 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 6.666 reais mensais



Parte no plano e parte em ações*:

Idade da criança: 0 ano

Investimento para gerar 120 mil: 420 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 840 reais mensais



Idade da criança: 8 anos

Investimento para gerar 120 mil: 860 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 1.720 reais mensais



Idade da criança: 15 anos

Não recomenda esse investimento.


*Levando-se em conta o cenário atual da economia. Observar as condições gerais no ato da contratação.

Uma observação: não é indicado o investimento em poupança se o plano for a longo prazo. “Se você pode poupar por mais de dois anos, esqueça esse tipo de investimento, pois no cenário atual não cobre nem a inflação”, recomenda Poso. Portanto, quanto mais cedo você decidir programar essa reserva de dinheiro, maior será o benefício para auxiliar na graduação do seu filho. Mas, para quem acha que já está tarde demais ou que é muito difícil reservar parte da renda pensando num futuro tão distante, a dica é fazer uma tabela com os gastos de toda a família – do aluguel ao cafezinho – e, juntos, avaliar o que pode ser diminuído ou cortado da lista. Assim, além de poupar para a educação superior do seu filho, você estará colaborando para a educação financeira dele!

Com informações de HSBC

11 de julho de 2013

Educação financeira começa cedo



Téo ainda não completou 5 anos, mas sua mãe, a bailarina Patricia Celanti, já o ensinou a juntar moedinhas para adquirir seu sonho de consumo atual: ovinhos de chocolate que vêm com brinquedos surpresa. Na casa da publicitária Andrea Tupinambá, Vitor e Gabriela, de 12 e 9 anos, participam de decisões como se vale mais a pena comprar um aparelho novo de celular a prazo ou negociar um desconto à vista.

Patricia e Andrea são mães que levam a sério desde cedo a educação financeira dos filhos. “Minha maior dificuldade está em dizer não ao que os meninos pedem, pois só assim eles vão aprender que precisam economizar e administrar o dinheiro para alcançarem os seus objetivos”, diz Andrea.

O especialista em educação financeira Reinaldo Domingos sabe bem as dificuldades que elas enfrentam em um mundo cada vez mais consumista. Autor da série de livros infantis O Menino do Dinheiro, Reinaldo reuniu dicas de como ajudar os adultos a transmitir noções de finanças para a garotada. Ele explica que desde cedo é possível – e necessário – dar aos pequenos uma noção do valor das coisas. Confira algumas sugestões para educar os filhos financeiramente:

Anote as despesas! Tanto pais quanto filhos devem fazer um diagnóstico financeiro dos gastos. Para isso, nada melhor que anotar todas as compras e contas, do cafezinho ao aluguel. No fim do mês, converse com seu filho sobre o que pode ser cortado ou economizado.

Dê mesada, mas com supervisão. O valor da mesada ou semanada deve ser calculado tendo em vista os gastos da criança. De preferência, deve-se dar a ela até um pouco menos do que a quantia ideal, para que pense antes de comprar e vá aprendendo a administrar o dinheiro – e ele não acabe antes do tempo.

Guarde antes e compre depois. Se você der à criança o que ela quer e combinar que vai descontando da mesada, por exemplo, é bem provável que não consiga cumprir o acordo. Ensine-a a guardar – em uma poupança ou “no porquinho” – e a ir curtindo a realização de alcançar a quantia necessária. Ela vai aprender a valorizar os sacrifícios que fizer em prol de seu desejo.

Resista à tentação de dar tudo sempre. Se os pais compram tudo o que a criança pede, ela nunca aprende o valor das coisas. Peça a ela para escolher somente um produto supérfluo no supermercado, por exemplo, e atenha-se à lista de compras.

Dialogue sempre. Reúna a família para conversar sobre os sonhos de consumo de cada um. Se possível, estabeleça com cada criança um desejo a curto prazo, um a médio prazo e um a longo prazo (até três meses, entre seis meses e um ano e mais de um ano de economia, respectivamente). Pesquise e mostre a ela quanto terá que poupar para alcançar cada sonho.

Com informações de Projetos Especiais

25 de julho de 2012

Ensine seu filho a arrumar o quarto

Crianças brincando dentro de casa nem sempre é significado de sossego para os pais, principalmente quando envolve bagunça e sujeira. É através das brincadeiras e dos brinquedos que as crianças começam a formar a base de palavras e experiências que usarão nas futuras associações de ideias. Por esse motivo é importante incentivá-las com brincadeiras inteligentes e saudáveis, mas também é preciso que aprendam a guardar e arrumar seus objetos pessoais depois que a diversão termina.

Fazer com que as crianças consigam manter seu entorno limpo e organizado é uma missão para os pais, que devem ensiná-los a lidar com isso logo na primeira infância, como explica a psicóloga Paula Pessoa Carvalho. "A partir dos dois ou três anos, a mãe já pode introduzir procedimentos de organização na vida da criança. Elas não entendem o porquê de fazer, mas fazem a partir do momento em que a mãe começa a brincar com o lado lúdico da organização", ressalta Paula.

Segundo a psicóloga, a partir dos três anos de idade algumas lições de organização que exigem maior coordenação motora já podem ser ensinadas, como dobrar suas próprias roupas e guardá-las no armário, por exemplo. Para os pequenos pode ser difícil compreender a ordem genérica de "arrume seu quarto", porém, se for uma ordem específica, como "dobre a sua roupa e coloque no guarda-roupa ou no cesto de roupa suja", as crianças entendem melhor. Ainda que as tarefas de arrumação não sejam executadas com perfeição, ou às vezes resultem em uma desordem ainda maior, é preciso ter paciência para ensinar. Ao aprender desde cedo, as crianças vão desenvolvendo hábitos saudáveis sem nem mesmo perceber.


Brincar com o lúdico é a dica da psicóloga para estimular as crianças a manter a casa organizada. "Os pais não podem ser chatos. Se a criança tem capacidade de brincar, também tem capacidade de guardar. Brincadeiras como 'quem guarda mais rápido' ou 'quem guarda mais brinquedos' podem funcionar bem", sugere Paula. É preciso levar em conta a idade de cada criança para desafiá-la com tarefas que ela possa cumprir sem grandes esforços físicos. Dessa forma eles nem vão perceber que estão arrumando a casa.

As crianças conseguem compreender melhor como executar tarefas específicas, por isso, o ideal é dividir e organizar o quarto em tarefas menores, como sugere Melissa Lourenço, home organizer. Segundo ela, dessa maneira fica mais fácil explicar para os pequenos o que eles precisam arrumar e como fazer. A organizer lembra que é importante determinar os espaços onde vão ficar os brinquedos, onde a criança vai estudar, onde vai guardar sapatos, roupas, etc.

Por questão de segurança, apenas prateleiras e móveis mais baixos, que fiquem ao alcance das crianças, devem ser usados. Melissa menciona que é possível separar os brinquedos por tamanho, categoria, idade, ou como os pais preferirem. Para esses casos, a organizer sugere usar caixas organizadoras transparentes, pois assim não será necessário espalhar todos os brinquedos para procurar aquele carrinho favorito. Uma opção interessante para quem quer deixar tudo bem organizado é colocar etiquetas para facilitar a compreensão dos espaços. Mas tem crianças que ainda não aprenderam a ler, nesse caso, ao invés de usar palavras usam-se símbolos e desenhos.

É preciso atenção redobrada para o quarto ser um ambiente suficientemente seguro para elas exercitarem a autonomia e liberdade. Quando corretamente estimuladas, as crianças se sentem orgulhosas por executar aquilo que lhes é pedido, especialmente quando conseguem realizar sem a ajuda dos adultos. "Quando a criança aprende a guardar os brinquedos, ela vai saber onde eles estão quando quiser brincar novamente. Esse tipo de atitude dos pais incentiva a criança a organizar e criar uma certa independência", explica Paula. Um fator importante e que deve ser levado em consideração é não esquecer da altura das prateleiras, a proteção de janelas e tomadas, além do cuidado com objetos e substâncias perigosas.



Depois de preparar o ambiente, é hora de entender as regras do jogo da organização. É importante que as crianças compreendam o motivo de cada regra como um fator de motivação. Deve-se exaltar, por exemplo, as vantagens de estar num ambiente limpo e organizado depois das brincadeiras. "Para a criança é importante criar uma rotina. Criança brinca e guarda os brinquedos todos os dias. Com essa atitude, ela generaliza para outras tarefas. Os pais devem ajudar e estimular até o momento em que se percebe que a criança já faz sem instrução, apenas por repetição", explica Paula.

Para deixar o trabalho mais divertido pode-se usar um mural, como os quadros de cortiça, de ímãs ou para caneta e anotar, de maneira divertida, cada tarefa que deve ser realizada pela criança para deixar todo o quarto em ordem. Quando o hábito de organizar não foi instituído desde pequeno, talvez a criança precise de estímulos, como uma recompensa depois de cada trabalho realizado. A psicóloga frisa que é importante que isso seja deixado de lado com o tempo. É preciso cuidado com imposições, mas às vezes elas são necessárias. Dependendo da faixa etária, as crianças podem ser muito resistentes às ordens. A dica é montar uma lista de afazeres e deixar que escolham o que querem fazer.

A regra de colocar os objetos no mesmo lugar depois de tê-los utilizado é de simples explicação e abrange a maior parte das ações que precisam ser realizadas para manter o quarto em ordem. A brinquedoteca deve estar sempre em ordem antes de dormir, os livros devem ir para as prateleiras depois de lidos, a roupa da escola vai para o cesto de roupa suja após a aula e assim por diante.

O momento de organizar o quarto também pode ser uma boa hora para ensinar os filhos a dividir seus brinquedos. Uma vez ao ano eles devem ser convidados a escolher aqueles dos quais tiverem se cansado de brincar para doar a instituições de caridade. Algumas dessas entidades recuperam os brinquedos quebrados, mas você pode ensinar as crianças a cuidarem melhor de seus brinquedos para que durem mais ou para que outros possam brincar com eles depois. O mesmo vale para sapatos e roupas.



Aos três anos as crianças já conseguem colocar seus brinquedos de volta em seus lugares, limpar com um pano o lugar na mesa onde comeram, colocar suas roupas sujas no cesto e agrupar objetos que estejam espalhados. Dos quatro aos cinco anos de idade, as crianças aprendem como organizar melhor suas coisas, conseguem separar e ajudar na arrumação das compras de supermercado. Crianças de seis a oito anos podem ser ensinadas a arrumar suas camas, regar as plantas, dobrar e guardar suas roupas limpas, ajudar a pôr a mesa, ajudar a lavar o carro e manter seu próprio quarto limpo. "É preciso lembrar que as tarefas devem ser de curta duração e que os pais devem achar todo o esforço válido", comenta Paula Carvalho.

Com os adultos por perto as crianças se sentem mais motivadas a realizar tarefas domésticas. Depois do dia de maratona, para mantê-las comprometidas a deixar seu quarto arrumado, deve-se inventar maneiras divertidas de controle até que o hábito se fixe e as crianças se adaptem à rotina de limpeza. Um ambiente limpo, fresco e lúdico, onde a criança possa brincar com liberdade e segurança, contribui inclusive para sua capacidade de concentração.

Muitos pais ficam indecisos na hora de ensinar seus filhos a ajudarem nos afazeres domésticos, mas esses ensinamentos são tão importantes quando o ensino dos cuidados com a higiene pessoal. Depois dessas lições, a criança estará mais preparada para viver em sociedade, realizar tarefas em equipe e conviver com outras pessoas.

Com informações do blog Bbel da UOL.