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1 de agosto de 2013

Crédito imobiliário passou de 6% do PIB para 7,5% em um ano


O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, informou que a participação do crédito imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 6% em junho de 2012 para 7,5% em igual mês deste ano. "O financiamento imobiliário foi o destaque do mês", resumiu o técnico. De acordo com dados do Banco Central divulgados mais cedo, o financiamento imobiliário está crescendo a uma taxa de 35% nos últimos meses. Em junho, ficou em 35,4% no acumulado de 12 meses.

Ele lembrou que esse ritmo de crescimento já foi de 50%, mas que o dado tem mostrado moderação, até por conta do aumento da base de comparação. Maciel admitiu também, após ser questionado por jornalistas, que o aumento da fatia do crédito imobiliário em relação ao PIB ocorreu porque o crescimento está menor. Isso é fácil de comprovar, de acordo com ele, justamente porque o ritmo de crescimento dos empréstimos imobiliários tem sido justamente de cerca de 35%. "Então, o PIB nominal é bem menor do que isso."

Maciel afirmou que os dados do crédito no primeiro semestre de 2013 mostram moderação no segmento com taxas livres e desempenho mais forte no direcionado, com destaque para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e para habitação. O estoque do crédito livre desacelerou de 14% de expansão no fechamento de 2012 para 9,7% nos 12 meses encerrados em junho de 2013. Na mesma comparação, a expansão do direcionado passou de 20,5% para 26,6%. Em relação às empresas, a linha capital de giro, que representa cerca de 50% das operações, desacelerou de 18% para 11% no mesmo período.

Maciel disse ainda que os efeitos das manifestações nas ruas em junho "não se fizeram perceber" nos dados do crédito. Disse que o recuo nas concessões médias diárias (-3,4% em relação a maio), por exemplo, não pode ser atribuído a isso, pois esse é um dado muito volátil e que não apresenta tendência sazonal definida para este mês do ano. "Não há nada que se possa dizer de que junho caiu por conta de manifestações."

Investimento. Maciel também destacou que está em curso uma ampliação do financiamento para investimento. Ele fez esta afirmação ao comentar a alta de 1,9% do financiamento dos investimentos concedido pelo BNDES, atingindo a marca de R$ 447,026 bilhões.

O crédito do sistema financeiro com recursos direcionados para pessoas jurídicas aumentou 2,6% no período, passando para R$ 643,719 bilhões. "Há, de fato, em curso a ampliação do financiamento para investimento", constatou.

Questionado a respeito da queda dos desembolsos, que registraram um recuo mensal de 13,6% em junho, ele citou que, no final do ano passado, o resultado foi bastante expressivo e que, portanto, a base de comparação é alta. "Mas o estoque de empréstimos está crescendo 17,2%", considerou em relação ao dado acumulado nos últimos 12 meses encerrados em junho. "Este é um indicador mais robusto."

Com informações do Estadão

15 de janeiro de 2013

Banco reduz juro na compra de imóvel acima de R$ 500 mil


 A Caixa Econômica Federal reduziu os juros para o financiamento de imóveis com valor acima de R$ 500 mil. As novas taxas já valem para os empréstimos contratados a partir desta terça-feira. 

Para clientes que não possuem relacionamento com o banco, a taxa efetiva cai de 9,9% para 9,4% ao ano. Para clientes que possuem relacionamento e conta salário, os juros passam de 8,9% para 8,4% ao ano. Servidores públicos contam ainda com uma redução adicional, com juros de 8,3% ao ano agora.

Imóveis acima de R$ 500 mil estão fora das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e não contam, portanto, com recursos subsidiados da poupança ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No ano passado, o banco já havia cortado as taxas para imóveis enquadrados no SFH.

"Diante do cenário de demanda crescente por crédito imobiliário, o objetivo da Caixa é oferecer condições atrativas para os todos os clientes", diz o vice-presidente de Habitação e Governo da Caixa, José Urbano Duarte.

"Desta vez, ampliaremos as opções também ao público de média e alta renda." Segundo cálculo da Caixa, com a redução da taxa, um financiamento de R$ 600 mil, por exemplo, poderá ficar em torno de R$ 43 mil mais barato em 30 anos.

Com informações de Exame

4 de outubro de 2012

Poupança tem o melhor resultado desde 1995


Os depósitos na caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 5,95 bilhões em setembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Banco Central. Foi o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica do BC, em 1995.

Os números mostram que a redução no rendimento da caderneta de poupança neste ano, resultado da mudanças das regras e dos cortes da Selic não têm afugentado os investidores.

No mês passado, ainda segundo informações do Banco Central, os depósitos na caderneta somaram R$ 93,74 bilhões, enquanto as retiradas foram de R$ 87,79 bilhões. Com o ingresso de R$ 5,95 bilhões na poupança em setembro, o volume total de recursos na caderneta alcançou R$ 473 bilhões, contra R$ 465 bilhões em agosto.

Acumulado do ano e saldo da poupança

No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o BC informou que os depósitos na caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 33,18 bilhões. Este é o maior ingresso para os nove primeiros meses do ano de toda a série histórica do banco, que começa em 1995. O recorde anterior havia sido registrado em 2010, de R$ 25,74 bilhões.

De acordo com o BC, no acumulado do ano, a maior parte do dinheiro entrou na caderneta somente após as alterações nas regras de remuneração da poupança, anunciadas pelo governo federal em 3 de maio, com validade a partir do dia seguinte (4 de maio). Do total de R$ 33,18 bilhões de ingresso do primeiro semestre, R$ 27,93 bilhões foram registrados após a mudança.

Novas regras e cortes nos juros

Pelas novas regras definidas pelo governo federal, a poupança passou a ser atrelada aos juros básicos da economia, rendendo 70% da aplicação, mais a Taxa Referencial (TR). 

Esse novo formato de rendimento da poupança foi aplicado, porém, somente quando a taxa básica de juros, definida pelo Banco Central, atingiu 8,5% ao ano – acionando o chamado "gatilho" para a mudança.

Pela regra anterior, que vigorava desde 1991, a poupança não podia render menos de 6,17% ao ano, mais TR. A nova regra vale somente para depósitos feitos de 4 de maio em diante. A modalidade continua isenta do Imposto de Renda e sem a cobrança de taxa de administração.

Atualmente, após nove cortes sucessivos por parte do BC, os juros básicos da economia estão em 7,5% ao ano – o menor valor da série histórica. Com isso, o rendimento da caderneta de poupança passou a ser de 5,25% ao ano mais TR. 

Pesquisa feita neste ano pela Fecomércio-RJ/Ipsos revelou que entre, os 19% de brasileiros com algum dinheiro guardado, 88% aplicam na caderneta. Em seguida, vêm as opções "guardar o dinheiro em casa" (8%), e "fundo de investimento" (3%). 
Para o economista Christian Travassos, da Fecomércio-RJ, a mudança no cálculo da rentabilidade da caderneta de poupança abriu caminho para a redução geral dos juros, o que "realçou as características do tipo de investimento, como liquidez [possibilidade de sacar os recursos a qualquer momento] e a não cobrança de Imposto de Renda".

“Em um primeiro momento, a poupança mostrou-se mais vantajosa, pois a nova regra só passou a valer quando a taxa básica de juros, a Selic, chegou a 8,5%. Muita gente se antecipou à mudança, para garantir aos seus recursos as regras antigas”, disse o economista. 

Com informações do site G1

1 de dezembro de 2011

Crédito do BB no Ceará é alavancado por empresas

O crédito das empresas tem sido o catalisador para o aumento no volume total de recursos financiados pelo Banco do Brasil (BB) no Ceará. No mês de outubro, as empresas de pequeno, médio e grande porte chegaram a R$ 1,8 bilhão, o que representa crescimento de 24% na comparação com os doze meses imediatamente anteriores.

"Este é o momento mais aquecido para as empresas, quando elas se preparam para as festas de fim de ano", destaca o superintendente do BB no Estado, Luís Carlos Moscardi em entrevista ao jornal Diário do Nordeste.

Segundo Moscadi, este é o segundo ano consecuitivo em que o Banco do Brasil lançou a promoção “Pague 2012”, meio pelo qual as empresas financiam recursos que só começam a ser pagos em 120 dias.

"As empresas querem é fazer estoque e vender, preocupando-se em pagar depois, com o dinheiro proveniente das vendas", emendou, ao enfatizar a grande procura por esta linha de financiamento.

Imóveis

Neste último ano, o Banco do Brasil obteve um aumento considerável na sua carteira de crédito imobiliário, 140% só no Ceará. A expectativa do banco é ultrapassar R$ 80 milhões direcionados para imóveis até o fim do ano, contemplando moradias destinadas à pessoa física. O banco também espera encerrar 2011 com R$ 60 milhões em contratos com construtoras e existem R$ 200 milhões em operações sendo analisados.