17 de agosto de 2011

Crédito para casa própria sobe 7%

Depois de encerrar 2010 com crescimento recorde na concessão de crédito imobiliário para pessoa física em Pernambuco, a Caixa Econômica Federal (CEF) aposta em outro resultado histórico para este ano. O balanço do primeiro semestre de 2011 aponta para uma expansão de 7% nos financiamentos. A taxa é o dobro da média nacional, que fechou em 3,4% no mesmo intervalo.

O superintendente regional da CEF no Recife, Paulo Nery, acredita que o balanço do segundo semestre ainda poderá ser algo entre 10% e 15% superior a primeira metade do ano. Esse crescimento está baseado em dois componentes principais. O primeiro é o aumento da renda per capita do pernambucano, o bom momento da economia e a estabilidade. O segundo foi a aliança entre a Caixa Econômica Federal e os governos municipais e estadual para fomentar o crédito , enumera Nery.

No primeiro semestre foram assinados 9.800 contratos em Pernambuco, totalizando R$ 643,3 milhões em financiamentos imobiliários para clientes pessoa física. Por dia, são assinados uma média de 46 contratos, no valor de R$ 3,3 milhões. O aquecimento da economia estadual é apontado como tendência para que as altas taxas de concessão de crédito de mantenham.

Essa tendência deverá ser reforçada no segundo semestre, quando começarem as contratações da segunda etapa do programa Minha casa, minha vida. Só na faixa um (que compreende a população com renda de zero a R$ 1.600) deverão ser ofertadas 26 mil unidades até 2014 , destaca Nery. Essa segunda fase do programa foi lançada em julho e a estimativa é que comece a operar em novembro deste ano.


Com informações de CBIC

16 de agosto de 2011

Jornal da Globo lançou nesta segunda-feira série “Em Obras”

O jornal da Globo começou exibir nesta segunda-feira, dia 15 de agosto, a série “Em Obras”. Em cinco matérias, de segunda a sexta-feira (dia 19), a jornalista Christiane Pelajo mostrará o atual cenário do mercado imobiliário e da construção civil, que teve uma grande valorização nos últimos anos.

De acordo com a série, no primeiro semestre de 2011, o crédito imobiliário bateu recorde e registrou alta de 55% em relação ao mesmo período em 2010.

Os preços dos imóveis também não ficaram para trás, nos últimos 12 meses subiram 43% no Rio de Janeiro, 27% em Belo Horizonte, 29% em São Paulo e 15% em Fortaleza. “O super aquecimento desta área se deve a vários fatores. A Copa e as Olimpíadas são apenas dois deles. Vamos abordar estes motivos na nossa série”, diz Pelajo.

Na matéria de estreia, Pelajo mostrou esse "boom" no mercado imobiliário que desde 2008 vive a euforia de vendas de imóveis, sem paralelo na história.

A jornalista fez reportagens e entrevistas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Londrina.

Durante toda a semana, Pelajo irá apresentar reportagens explicando como funciona o crédito imobiliário, os fatores que contribuem para a valorização dos imóveis, as consequências para o mercado, e a questão: Será que vivemos uma bolha imobiliária? Ainda haverá a participação da correspondente em Nova York, Elaine Bast, que falará da crise americana, de 2008, que começou com o super aquecimento do mercado imobiliário.

Com informações de Sandra Bezerra.

15 de agosto de 2011

Governo vai investir em centro de pesquisa para construção civil

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, assinou uma carta de intenções para a implantação de um centro tecnológico destinado à pesquisa em construção civil, em parceria com entidades do setor.

O Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído (Pisac) faz parte das estratégias do governo e do setor privado para aumentar a produtividade da construção civil e solucionar gargalos do setor que enfrenta escassez de mão-de-obra.

"A ideia básica é que esse esforço de pesquisa que as cadeias produtivas precisam desenvolver dificilmente vai avançar se cada empresa tentar resolver problemas individualmente", disse Mercadante durante evento do setor de construção, em São Paulo.

O lançamento do Pisac ocorre em um momento em que o governo federal promove grandes investimentos em construção civil. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, reafirmou durante o evento o objetivo do governo de investir 125,7 bilhões de reais na segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, para a construção de até 2,6 milhões de moradias até 2014.

O Pisac será implantado no campus da Universidade de Brasília (UnB) na cidade de Gama. A primeira etapa contará com recursos da ordem de 25 milhões de reais, negociados com o ministério de Mercadante, governo do Distrito Federal e empresas do setor, segundo informações da UnB.

A implantação do centro será realizada em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria de Construção, Sindicato das Indústrias da Construção Civil (SindusCon), Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário, governo do Distrito Federal e com a empresa britânica Building Research Establishment.

O presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, já havia afirmado à Reuters em julho que a entidade apresentaria a proposta do centro tecnológico ao governo federal.
Mercadante também ressaltou no evento a importância de aumentar a excelência do setor para que o país enfrente o cenário externo adverso.

O ministro afirmou que, com as crises das dívidas norte-americana e europeia e as dificuldades trazidas pelo terremoto no Japão, a indústria externa começará a disputar os mercados mundiais, incluindo o brasileiro, que precisa estar preparado para enfrentar a concorrência.

"A cadeia da construção civil ficou muitos anos sufocada. Não tinha crédito, não havia financiamento de longo prazo, havia uma carga tributária indevida. Vivemos hoje um momento de investimento, temos crédito, temos que aproveitar para dar um salto de qualidade", disse Mercadante durante o evento.

Com informações da Revista Exame.

14 de agosto de 2011

12 de agosto de 2011

Caixa eleva projeção de concessões de crédito imobiliário no ano

As concessões de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal atingiram R$ 45 bilhões até agosto deste ano. Dado o avanço da carteira, a instituição revisou sua projeção para o ano, afirma o presidente da Caixa, Jorge Hereda

"Esperávamos atingir R$ 81 bilhões este ano. Mas, com os números até agosto, revisamos as metas e já esperamos atingir R$ 90 bilhões em concessões no ano", disse Hereda, durante a divulgação do balanço da Caixa, em Sao Paulo.

O programa do governo federal "Minha Casa, Minha Vida" contribuiu para essa nova estimativa. Do total programado para o ano, R$ 32,4 bilhões são destinados a ele.

Segundo Hereda, neste segundo semestre terão início as liberações para a faixa de zero a três salários dentro do "Minha Casa, Minha Vida 2".

Já a portaria interministerial que regulamenta as demais faixas para a segunda etapa do programa deve sair ainda este mês, afirma José Urbano Duarte, vice- presidente de Governo e Habitação da Caixa.

"O programa não parou. Já fizemos quase 200 mil contratos neste ano", afirmou Hereda. Ele reconhece, no entanto, que mercado está em compasso de espera para dar seguimento aos projetos quando sair a portaria.

A carteira imobiliária atingiu R$ 129,314 bilhões no fim de junho deste ano, avanço de 48,8% em doze meses.

A Caixa acredita em expansão total da carteira em torno de 30% neste ano, número considerado pela diretoria da Caixa como conservador, tanto pelo desempenho dos anos anteriores quanto pelos números do primeiro semestre.

O estoque total atingiu R$ 205,9 bilhões. A carteira comercial chegou a R$ 63,2 bilhões, crescimento 21,7%.

Com informações de Fernando Travaglini (Valor).

11 de agosto de 2011

Construção civil cria programa de sustentabilidade para o setor

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) entrega hoje à presidente Dilma Rousseff o Programa Construção Sustentável, que reúne as propostas do setor para o governo e a sociedade brasileira. A proposta do CBIC foi discutida por um conselho composto por ONGs, sindicatos, parlamentares e empresariado. O modelo utilizado é baseado na estratégia do governo britânico para construção sustentável. "A diferença é que na Grã-Bretanha o tema é política pública. Aqui, o máximo que podemos fazer é sugerir medidas para o governo e a sociedade", diz o vice-presidente do CBIC, João Carlos Martins.

O documento a ser entregue à presidente está dividido em sete eixos: mudanças climáticas; desenvolvimento humano; energia; água; materiais e sistemas; resíduos; e meio ambiente, infraestrutura e desenvolvimento urbano.

"O próximo passo é começar um inventário de emissões da cadeia produtiva da construção civil brasileira", esclarece Martins. "Os dados gerais adotados para o setor contabilizam que 20% das emissões ocorrem no decorrer da obra e os outros 80% no pós-obra. Mas, aqui, as maiores emissões ocorrem durante a execução." Segundo ele, no Brasil, o transporte é o grande vilão das emissões no setor. "A matéria-prima está cada vez mais longe dos grandes centros", explica.

Com informações do Jornal O Estado de São Paulo.

10 de agosto de 2011

Setor imobiliário vive momento de estabilidade

O setor imobiliário brasileiro vive momento de "extrema estabilidade", com recordes de expansão ano a ano, e mais possibilidades se abrem para o futuro, em que pese a "suposta incapacidade" de a caderneta de poupança continuar a sustentar o avanço dos financiamentos do setor, avalia o diretor de Habitação e Infraestrutura da Caixa Econômica Federal, Teotônio Costa Resende.

Ao participar ontem do Seminário de Crédito Imobiliário e Securitização, organizado pela Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (Setip), no auditório da Caixa, em Brasília, ele ressaltou que o Brasil é um dos poucos países do mundo em que os financiamentos imobiliários são sustentados por recursos direcionados. Para o setor continuar a crescer "vamos ter que buscar alternativas de crédito no mercado, a exemplo do que fazem outros países", disse.

Na opinião de Resende, o refinanciamento pode ser bom negócio para os bancos, desde que seja só até o valor do imóvel. "Acima disso é um risco", disse, ao lembrar o que ocorreu nos Estados Unidos, em 2007, com os derivativos de créditos refinanciados com valores muito altos. Dentro do limite de 100% ele acha, inclusive, que até os correspondentes bancários podem ser usados como "braço operacional" para o refinanciamento.

INCENTIVO. Quem também se manifestou favorável à busca de novas fontes de financiamento para o setor foi o diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Filipe Pontual. Ele acha que o uso dos certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e de letras de crédito imobiliário (LCI) devem ser incentivados, juntamente com mais investimentos em qualificação profissional para levar sempre "mais credibilidade" para o setor.

Segundo Pontual, o setor imobiliário no País vive um "momento muito saudável". "Basta ver alguns números sobre o crescimento do setor, que movimentou R$ 3 bilhões em 2004, e de lá para cá evoluiu fortemente, a ponto de contabilizar investimentos de R$ 56,2 bilhões no ano passado", afirmou Pontual. E o melhor, de acordo com ele, com nível de inadimplência muito baixo, de apenas 2,06% em 2010, contra níveis ao redor de 11% em 2003 e 2004.

Com informações do Jornal do Commercio.