31 de maio de 2010

O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) variou 1,19% em maio 2010

Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 1,19% em maio. Em abril, o índice variou 0,77%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 1,49%. No mês anterior, a taxa foi de 0,72%. O índice relativo aos Bens Finais variou -0,42%, em maio. Em abril, este grupo de produtos mostrou variação de 0,82%. Contribuiu para a desaceleração o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 0,57% para -1,93%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de -0,41%. Em abril, a taxa foi de 0,34%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,58%. Em abril, a taxa foi de 0,78%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou decréscimo em sua taxa de variação, que passou de 1,12% para 0,57%, sendo o principal responsável pela desaceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,64%, ante 0,86%, em abril.

No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou 5,83%, em maio. No mês anterior, o índice registrou variação de 0,47%. Os itens minério de ferro (-1,06% para 49,76%), soja (em grão) (-2,02% para 2,88%) e laranja (-18,25% para -15,21%) foram os principais responsáveis pela aceleração do grupo. Em sentido oposto, registraram-se desacelerações em itens como: leite in natura (10,97% para 6,04%), bovinos (3,63% para 1,49%) e algodão (em caroço) (11,44% para 2,67%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,49%, em maio. No mês anterior, a variação foi de 0,73%. Apenas uma das sete classes de despesa componentes do índice registrou recuo em sua taxa de variação: Alimentação (2,06% para 0,56%). Neste grupo, as maiores contribuições partiram dos itens: hortaliças e legumes (7,79% para -1,95%), laticínios (5,02% para 2,74%) e adoçantes (0,96% para -2,32%).

Os demais grupos apresentaram os seguintes avanços em suas taxas de variação: Habitação (0,23% para 0,60%), Despesas Diversas (0,10% para 0,39%), Transportes (-0,38% para -0,11%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,53% para 0,80%), Vestuário (0,69% para 0,81%) e Educação, Leitura e Recreação (0,19% para 0,24%). Os destaques nestes grupos foram: tarifa de eletricidade residencial (0,04% para 1,38%), alimento para animais domésticos (-0,74% para 0,28%), álcool combustível (-11,49% para -4,98%), medicamentos em geral (1,00% para 2,57%), roupas (0,60% para 1,22%) e passagem aérea (-5,64% para 2,30%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em maio, variação de 0,93%, abaixo do resultado do mês anterior, de 1,17%. Dois dos três grupos componentes apresentaram decréscimos em suas taxas de variação: Materiais e Equipamentos, de 0,73% para 0,51%, e Mão de Obra, de 1,73% para 1,41%. O grupo Serviços apresentou a mesma taxa do mês anterior, 0,36%.

28 de maio de 2010

Crédito imobiliário já supera o de veículos


As operações de empréstimos para a compra da casa própria já superar o crédito voltado à aquisição de veículos, segundo Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC (Banco Central).

Em abril, as operações de crédito para a habitação somaram R$ 104 bilhões, enquanto a do comércio – que envolve carros e outros setores do varejo – somaram R$ 140 bilhões.

- Estamos percebendo grande aumento do crédito habitacional, e essa modalidade já alcançou o crédito para a compra de veículos, que sempre foi mais elevada.

O empréstimo para a compra da casa própria registrou aumento de 3,3% em relação a março e elevação de 49,7% nos últimos 12 meses. Já o crédito do comércio aumentou 1,7% em relação a março e 17,6% no último ano.

A partir deste mês, a Caixa realiza feirões da casa própria no país, com 450 mil imóveis, entre novos, usados e na planta, com expectativa de alta de 24% nos contratos de financiamento, no volume de cerca de R$ 1,5 bilhão.

Apesar do crescimento do crédito, as taxas bancárias têm se mantido baixas, apesar da pequena elevação em abril, pela 1ª vez em quatro meses - passando de 41% ao ano em março (menor valor da série histórica) para 41,1% ao ano em abril.(R7)

26 de maio de 2010

Taxa de condomínio é decisiva na hora de comprar ou alugar apartamento.



Vale a pena pagar um condomínio de valor elevado? A pergunta para quem vai comprar um imóvel, de acordo com consultores em finanças pessoais, deveria ser outra. "Será que vou usar todos os serviços e benefícios que o prédio me oferece?" Nesse caso, se a resposta for sim, o preço se torna secundário. Mas, se for mais ou menos ou não, o condômino está jogando dinheiro fora. Segundo os especialistas, não existe uma equação para saber se você paga muito ou pouco. Mas é preciso estar atento. Na hora de comprar ou alugar um imóvel, o valor do condomínio é relevante para 60% dos consumidores das classes B e C, segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG). Para a chamada nova classe média, o peso da taxa mensal influencia os negócios em 45%, ainda conforme a entidade.


De acordo com o presidente da Lar Imóveis, Luiz Antônio Rodrigues, o preço de um imóvel que tem condomínio elevado chega a cair até 15% na hora da venda ou do aluguel. “Clientes da classe B, que compram imóveis de até R$ 750 mil, e da classe C (de até R$ 280 mil) se preocupam com o valor do condomínio, o que infuencia no preço do apartamento. Se tiver uma taxa alta, cai no mínimo 10%”, avalia o empresário.


"O valor do condomínio é levado em conta tanto na venda quanto na locação do imóvel. O consumidor deve prestar atenção quando optar por um prédio com lazer porque, no início, todo mundo usa os serviços, depois as áreas ficam vazias", diz o vice-presidente da área de administradoras de condomínio da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Leonardo Mota. Ele, que também é dono da administradora de condomínios Pacto, afirma que 80% dos seus novos clientes procuram a empresa para reduzir os custos. "O valor costuma ser mais influente do que o serviço que o prédio oferece", explica.


A consultora em finanças pessoais Maria Inês Prazeres faz cálculos e questiona: "Até quando é viável bancar um custo de manutenção de piscina se faço uso dela só no verão? Não ficaria mais barato ficar só com a quota do clube?". E acrescenta: "Em um prédio que não oferece opção nenhuma de lazer e ou serviços, o condomínio deve ser no máximo 15% do valor do aluguel".


Apenas status
Maria Inês enfatiza, no entanto, que condomínio caro é o que você paga para não usar. “Muitas pessoas querem morar em um prédio com lazer completo por causa de status. Mas a matemática é simples. O dinheiro que se gasta com essa despesa fixa poderia ser aplicado em qualquer investimento", alerta. "Se você não usa a quadra de tênis, a sauna, a piscina, o salão de festas e consegue economizar R$ 500 mudando para um prédio com condomínio mais barato, já é uma bela poupança. Pode garantir as férias de fim de ano com os filhos ou mesmo uma aposentadoria tranquila", ensina. Já para o analista em investimento e planejador financeiro Jurandir Sell Macedo, a mensalidade do condomínio é coercitiva, já que não é possível escapar dela. Portanto, planejamento é fundamental.


E a desvantagem aparece até para quem está acostumado a viver o dia a dia do mercado imobiliário. O presidente do Creci-MG e dono da Sotão, Paulo Vieira Tavares, já planeja mudar do prédio de oito unidades onde mora. "Pago um condomínio de R$ 1.780 e meu prédio tem apenas piscina, salão de festas e porteiro 24 horas. Mas não uso nada e porteiro não me traz conforto. Como são poucos apartamentos, o valor da taxa mensal é alto. Teria até condições para arcar com um valor maior, mas, como sou empresário e analiso o custo-benefício, sei que estou jogando dinheiro fora", admite. (Uai)

25 de maio de 2010

Feirão da Caixa: negócios fechados no fim de semana atingem até R$ 735 mi

SÃO PAULO - Terminou no último domingo (23) a sexta edição do Feirão Caixa da Casa Própria nas cidades de Brasília, Campinas, Florianópolis, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Uberlândia. Com exceção do Rio de Janeiro, o volume de negócios gerados movimentou de R$ 248 milhões a R$ 735 milhões.


A maior quantia (R$ 735 milhões) foi verificada na cidade de Brasília, que recebeu mais de 52 mil pessoas no evento. O valor movimentado apresentou alta de 36% em relação ao registrado em 2009, de R$ 539 milhões.


Já a cidade mineira de Uberlândia foi a que registrou a menor movimentação, de R$ 248,8 milhões, gerados pelas negociação de 2.459 casas e apartamentos. No município, 16.098 pessoas visitaram o Feirão.


Outras cidades


Jardim Europa Condominium. Quer saber mais sobre esse empreendimento, acesse » www.jsimoes.com.br

A segunda maior movimentação, em termos de valores, se deu na cidade de Porto Alegre: R$ 716,5 milhões. No feirão, a visita de mais de 26 mil pessoas fez com que 9.123 unidades fossem negociadas, sendo que os valores dos imóveis mais procurados ficaram entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Na cidade, o valor médio dos financiamentos encaminhados foi de R$ 78,5 mil.


A quantia é cerca de 17% maior ao financiamento médio obtido em Recife. Na capital pernambucana, 48.601 pessoas visitaram o evento, que fechou mais de 6,5 mil negócios, num valor total de R$ 525,5 milhões.


Por fim, nas cidades de Campinas, em São Paulo, e Florianópolis (SC), o valor movimentado nesta edição do Feirão Caixa da Casa Própria foi, respectivamente, de R$ 447 milhões e de R$ 358 milhões.


No primeiro caso, durante os três dias do Feirão, foi registrada a visita de 18.951 pessoas. Já no segundo,19.961 pessoas compareceram ao evento, o que gerou 3.478 negócios.


Rio de Janeiro
Quanto à cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 23 deste mês, mais de R$ 901 milhões foram movimentados durante todo o Feirão, que contabilizou a geração de 9.233 negócios.


O evento ainda acontece em outras cidades, se encerrando em Belo Horizonte, entre os dias 11 e 13 de junho.(INfomoney)

Imóveis comerciais: quando é o melhor investimento

Especialistas dizem que imóveis comercias têm rentabilidade maior e inadimplência menor que residenciais

Há alguns anos, entrar no mercado de locação de imóveis comerciais era umas das piores estratégias para investidores. Mas o cenário mudou. A economia vai bem, os juros estão menores e as empresas têm feito fila para locar os espaços mais cobiçados. No entanto, as incógnitas sobre as vantagens da locação de imóveis comerciais em relação aos residenciais ainda persistem enquanto as diferenças de mercado entre as regiões dificultam a elaboração de uma resposta padrão para esse tipo de negócio.

A estratégia para resolver o dilema é recorrer a uma equação básica para as decisões de todo investidor. "As melhores oportunidades de investimento são resultado da interação entre as melhores condições de segurança, rentabilidade e liquidez", afirma André Rosa, diretor de vendas e investimentos da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle.

Geralmente, quando a variável em questão é rentabilidade, a locação de imóveis comerciais dispara na frente. Em média, os rendimentos na cidade de São Paulo, segundo Daniel Nader, diretor de investimentos da Cushman & Wakefield, variam de 0,8% a 1,1% sobre o preço do imóvel. A receita dos alugueis residenciais, por sua vez, alcança o percentual de 0,6%. Essa diferença, contudo, muda conforme a área de localização do imóvel. É possível que, em algumas regiões, seja mais rentável optar por investimentos em propriedades residenciais.

O perfil do locador dos dois tipos também deve pesar na decisão. "Quando você aluga para empresas, as garantias de crédito são de melhor qualidade", afirma Nader. Além disso, os contratos são firmados com uma duração bastante superior aos dos imóveis residenciais. Enquanto nas residências, a locação dura, em média, dois anos, nos empreendimentos comerciais, esse período varia de 5 a 10 anos. "O inquilino comercial dificilmente vai querer perder aquele ponto. No caso das residências, o perfil das famílias muda muito com o tempo e isso influencia no tipo de imóvel escolhido para morar", diz.

Ao mesmo tempo, as facilidades de financiamento e a expansão do mercado imobiliário no país têm levado muitos brasileiros a se livrar do aluguel e conquistar a casa própria. Já no mercado de imóveis comerciais, o movimento é oposto. As empresas estão deixando a cultura de ter sede própria e migrando para o sistema de locação. "No passado, as companhias investiam em imóvel próprio porque não havia oportunidades interessantes no mercado. Hoje, isso deixou de ser vantajoso", afirma Nader.

Por isso, as operações de sale and lease back, por exemplo, têm se tornado corriqueiras no Brasil. Neste sistema, as empresas vendem suas propriedades para depois alugá-las elas mesmas. "Além de proporcionar giro de capital, o aluguel pode garantir descontos nos tributos cobrados das companhias", diz o diretor de investimentos da Cushman & Wakefield.

Outra estratégia que tem caído no gosto do mercado imobiliário são as operações de build to suit, pelas quais os investidores constroem imóveis sob medida para as companhias e depois locam por contratos que se estendem por períodos que podem variar entre 10 e 20 anos. Segundo Rosa, da Jones Lang LaSalle, esta estratégia traz menos riscos para o investidor que decide construir o imóvel. Mas, por outro lado, a operação pode limitar a rentabilidade da locação com o tempo. Isso porque até o imóvel ficar pronto, a região pode se valorizar acima do valor estabelecido em contrato antes da construção.

Fonte: Portal Exame

Créditos do Sistema financeiro somam R$ 1,452 trilhão

Conforme relatório do Banco Central (BC), em março o volume total das operações de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 1,452 trilhão. A soma representa elevação de 1,1% em relação ao resultado apurado em fevereiro.

O ritmo de crescimento foi distribuído de forma equilibrada entre as carteiras formadas pelos chamados recursos livres, que operam taxas de juros diretamente pactuadas entre mutuários e instituições financeiras; e os denominados recursos direcionados, que traduzem operações efetuadas com taxas ou recursos preestabelecidos em normas governamentais, compreendendo os setores: habitacional, de infraestrutura e rural, informa o relatório.

O volume de R$ 1,452 trilhão operacionalizado em março, diz o BC, equivale a 45% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O patamar evoluiu 4% em relação a março de 2009, quando apresentou percentual de 41%.

O relatório do BC informa ainda que caíram os juros dos empréstimos para pessoa física. A taxa, que era de 41,9% ao ano em fevereiro, cedeu para 41% em março, menor patamar da série histórica do BC, iniciada em 1994. Para pessoa jurídica houve alta de 0,4% - a taxa passou de 25,9% ao ano em fevereiro, para 26.3% em março.

De acordo com o relatório, a alta para pessoa jurídica “reflete o aumento dos custos de captação, associado às expectativas relacionadas ao comportamento futuro das taxas de juros”.

Fonte: Redação

Futuro do mercado imobiliário está na demanda da classe C

Consultoria diz que aumentou a participação do mercado de renda média na oferta de imóveis novos e que a demanda chega a 10,4 milhões de unidades até 2016


A classe média popular vai dominar o mercado residencial brasileiro nos próximos anos, segundo recente estudo da consultoria MB Associados. De acordo com as projeções da empresa, a classe C, com renda familiar de três a 10 salários mínimos, terá uma demanda habitacional potencial por 10,4 milhões de imóveis até 2016.


A procura é medida pelo número de novas famílias que surgem em cada classe, incluindo-se na avaliação pessoas que partem para morar sozinhas, como um filho de sai de casa ou um divorciado. A consultoria exclui o déficit habitacional – condições precárias e coabitação, que atingem 7 milhões de famílias, 80% das quais na classe D e E – do calculo de demanda potencial.


O economista da MB Associados Sergio Vale crê que grande parte da procura se direcione para a compra de imóveis novos, dada a rápida expansão do crédito imobiliário e o aquecimento desse mercado. A demanda potencial da classe C é, inclusive, maior que a de todas as classes, que é de 9,5 milhões até 2016. O fenômeno se explica pela migração prevista, para a classe C, de famílias e classe D e E, com a continuidade do processo de crescimento econômico e redução da pobreza. Como as classes D e E vão diminuir, elas apresentarão uma demanda negativa de 2,4 milhões naquele período – isto é, essa será a redução do número de famílias nas duas classes mais pobres. Já o aumento do número de famílias da classe A e B (acima de 10 mínimos) será de 1,6 milhão até 2016.


- O foco do setor nos próximos anos tem de ser a classe C, que é uma classe média, e não as classes mais baixas, D e E, que estão diminuindo – diz Vale.


Os financiamentos residenciais no Brasil atingiram o pico histórico de quase 700 mil unidades em 2009, comparado a cerca de 250 mil em 2004. O maior salto foi nos concedidos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), cujo volume financeiro subiu de R$ 2,2 bilhões em 2004 para R$ 30 bilhões no ano passado. Os dados são do Banco Central e da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Mesmo com esse avanço, a participação do crédito habitacional brasileiro no PIB, de 3% em 2009, fica muito abaixo de países como México, China, Chile, Malásia e África do Sul, onde atinge respectivamente 9%m 10%, 14%, 30% e 34%.


Segundo a MB Associados, houve uma aumento da participação do mercado de renda média e de renda baixa na oferta de novos imóveis. Dados levantados pela incorporadora Cyrela, afirma Vale, mostram que a fatia do segmento econômico no total de lançamentos de imóveis residenciais na Grande São Paulo ampliou-se de 31% para 45% entre 2004 e 2009. No Rio de Janeiro, a categoria econômica saltou no mesmo período de 17% para 29% do total de lançamentos. Os imóveis econômicos são definidos como aquelas com preço entre R$ 1,9 mil e R$ 2,7 mil o metro quadrado.

Aumentam as opções de fundos imobiliários

Não tem dinheiro para comprar um apartamento? Já existem opções no mercado que permitem investir no setor imobiliário sem que se precise, necessariamente, adquirir o imóvel. Com menos de R$ 2.000 é possível ficar sócio de um shopping center ou de um prédio da Petrobras.


Aplicações desse tipo são feitas por meio da compra de cotas de fundos de investimentos imobiliários, que lucram financiando a construção de empreendimentos ou com a cobrança de aluguéis.


Para o investidor, o fundo paga uma remuneração mensal. Ele também pode ganhar com a valorização das cotas, que são negociadas na Bovespa ou em mercado de balcão organizado.


Além de estarem mais acessíveis, os fundos apresentam outras vantagens em relação aos imóveis. Um exemplo: a compra de cotas não inclui gastos com cartório, corretagem ou ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis)


Para Sérgio Belleza, especialista em fundos imobiliários, as taxas de administração dos fundos também são atrativo, em torno de 0,5% ao ano, bem abaixo da média das outras aplicações do mercado.


Segundo ele, há também incentivos tributários. "A rentabilidade mensal é isenta de Imposto de Renda, caso a pessoa física possua menos de 10% das cotas e o fundo tenha mais de 50 investidores", diz Belleza.


Contudo, é preciso ler atentamente o prospecto dos fundos e o termo de securitização antes de comprar as cotas, para saber quais são os compromissos do fundo e seus riscos.


O lucro com a venda das cotas, no entanto, é tributado em 20%, explica Romeu Pasquantonio, especialista da Brazillian Finance & Real Estate.


Levantamento feito pelo site www.fundoimobiliario.com.br com 17 fundos negociados há mais de um ano na Bovespa mostra que a rentabilidade total (rendimento mensal mais valorização das cotas) acumulada de abril de 2009 a abril de 2010 varia muito.


O mais lucrativo no período foi o ABC Plaza Shopping (66,7%), seguido do Continental Square Faria Lima (49,74%) e do Hotel Maxinvest (42,90%) -todos com valorização acima do Ibovespa (42,80%). Na ponta oposta, estão Shopping West Plaza (9,80%) e o Projeto Água Branca (9,44%).


Alta de 40%
Segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o setor cresceu cerca de 40% no último ano. Hoje, existem 94 fundos, totalizando patrimônio superior a R$ 5 bilhões.


Isso porque, há dois anos, esses fundos ganharam flexibilidade para aplicar não só em imóveis mas em outros ativos, como Cédulas de Crédito Imobiliário (CCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Esses papéis, lastreados em financiamentos imobiliários, remuneram com o pagamento de juros e a amortização do empréstimo.


Na sexta-feira, a BM&FBovespa e a Arisp (Associação dos Registradores de Imóveis do Estado de São Paulo) assinaram um convênio para dar mais segurança e transparência aos investimentos em CCI e CRI.


A parceria permitirá que o investidor consulte a situação jurídica e fiscal do imóvel, saber se está penhorado, por exemplo. "O objetivo é dar segurança para que esse mercado cresça. O crédito imobiliário representa 3% do PIB do Brasil. No México, é 14%. Em países desenvolvidos, mais de 60%", diz José Gragnani, diretor executivo de Fomento de Negócios da BM&F/Bovespa.
(Fonte:ADEMI-FolhaSaopaulo)

24 de maio de 2010

CNI eleva crescimento da economia brasileira para 6% em 2010

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2010. Segundo o Informe Conjuntural, divulgado nesta segunda-feira (17) pela entidade, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deverá crescer 6% neste ano. Em dezembro, a previsão da CNI era de uma expansão de 5,5%.

De acordo com o documento, o ritmo de crescimento brasileiro será superior aos 4,2% previstos para a economia mundial. "Dados preliminares referentes ao primeiro trimestre de 2010 não só confirmam a tendência de robusto crescimento, como também indicam aceleração do ritmo de expansão da atividade econômica. Nesse sentido, a CNI elevou a estimativa do PIB de 5,5% para 6% em 2010", registrou o Informe.

Para a CNI, a indústria será neste ano o setor que mais contribuirá para o desempenho da economia. A projeção da entidade para o PIB industrial foi elevada de 7% em dezembro para 8% no Informe divulgado na segunda. "As perspectivas dos empresários industriais captadas em abril para os próximos seis meses são de aumento na demanda de forma cada vez mais disseminada pela indústria. Há, inclusive, otimismo em relação às exportações futuras", destacou o documento.

A CNI também reviu para cima a projeção para o consumo das famílias. Segundo o Informe, esse componente do PIB - que foi fundamental para a economia brasileira se recuperar dos efeitos da crise - será, ao lado da demanda, o que mais contribuirá para a expansão do PIB em 2010. A previsão é de que o consumo das famílias cresça 6,2% neste ano, ante 5,6% da projeção feita em dezembro.

"A expansão da economia também estimula os investimentos. De acordo com a previsão da indústria, os investimentos, que tiveram uma queda de 9,9% em 2009, aumentarão 18% em 2010", destacou a CNI, lembrando que a previsão anterior, de dezembro de 2009, apontava para um crescimento dos investimentos de 14%. Para a taxa de desemprego, a previsão da CNI é de que a variação média anual atinja 7,2% da População Economicamente Ativa (PEA), ante 7,6% da previsão anterior.


Inflação
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010 será de 5,4%, segundo a nova previsão da CNI. Essa projeção é maior que a feita em dezembro de 2009, quando a entidade previa um índice de 4,7%.

"O IPCA nos quatro primeiros meses de 2010 veio mais intenso do que o previsto pelo mercado. Em função disso, mesmo um desempenho favorável dos preços administrados e dos produtos industriais durante o ano não evitará que a inflação ultrapasse o centro da meta de 4,5% a.a, em função do grupo alimentos e bebidas", destacou o Informe da CNI.

Com isso, a entidade também projeta um alta para a Selic (a taxa básica de juros da economia), que deverá chegar ao fim do ano em 11% ao ano, segundo o Informe Conjuntural. Em dezembro, a previsão da entidade era de uma taxa de juros ao fim de 2010 de 8,75% ao ano. "O sistema de metas de inflação, foco da política monetária, levou ao aumento da taxa básica de juros Selic em abril (de 8,75% para 9,5% a.a.). Essa deverá ser a tendência seguida nas próximas reuniões do Copom (o Comitê de Política Monetária). A CNI estima que a taxa se eleve em 2,25 pontos porcentuais (p.p.) em 2010", destaca.

Fonte:
Revista Grandes Construções