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8 de agosto de 2013

Já é hora de dar mesada?



A mesada é uma boa estratégia para ensinar os pequenos a gastar o dinheiro de forma inteligente e produtiva. Afinal, as pessoas devem ter uma relação saudável com as finanças já na infância. E são as lições de agora que ajudarão seu filho a ser um adulto sem dívidas.

Até os 6 anos

Não é indicado dar uma quantia com regularidade, porque o pequeno ainda não tem noção de valores. Mas incentive a criança a guardar dinheiro em um cofrinho para depois comprar o que deseja.

Dos 6 até os 10 anos

O pequeno já pode ganhar uma “semanada”. O valor? Até os 10 anos, os pais podem dar R$ 1 por ano de idade a cada semana. Assim, uma criança de 8 anos receberia R$ 32 mensais, por exemplo. No entanto, o cálculo depende do orçamento familiar. Ensine seu filho a usar um pouco desse dinheiro para comprar o que deseja e guardar o restante num cofrinho.

Dos 11 até os 14 anos

Depois dos 10 anos, os filhos podem passar a receber mesada. O valor pode aumentar, mas sem exageros.Não vincule a mesada ao cumprimento de tarefas domésticas e nem a notas altas na escola.

Dos 15 anos em diante

Aumente um pouco o valor da mesada. Se ele gastar mais do que deve, é importante conversar para definir se o valor é suficiente - lembrando que não deve ser muito alto. A mesada não equivale a um salário! Se o jovem precisar de mais dinheiro para ir a algum lugar ou comprar alguma coisa, converse sobre a real necessidade do pedido dele. Os pais podem emprestar o dinheiro extra e descontar nas próximas mesadas.

Com informações da Revista Anamaria

11 de julho de 2013

Educação financeira começa cedo



Téo ainda não completou 5 anos, mas sua mãe, a bailarina Patricia Celanti, já o ensinou a juntar moedinhas para adquirir seu sonho de consumo atual: ovinhos de chocolate que vêm com brinquedos surpresa. Na casa da publicitária Andrea Tupinambá, Vitor e Gabriela, de 12 e 9 anos, participam de decisões como se vale mais a pena comprar um aparelho novo de celular a prazo ou negociar um desconto à vista.

Patricia e Andrea são mães que levam a sério desde cedo a educação financeira dos filhos. “Minha maior dificuldade está em dizer não ao que os meninos pedem, pois só assim eles vão aprender que precisam economizar e administrar o dinheiro para alcançarem os seus objetivos”, diz Andrea.

O especialista em educação financeira Reinaldo Domingos sabe bem as dificuldades que elas enfrentam em um mundo cada vez mais consumista. Autor da série de livros infantis O Menino do Dinheiro, Reinaldo reuniu dicas de como ajudar os adultos a transmitir noções de finanças para a garotada. Ele explica que desde cedo é possível – e necessário – dar aos pequenos uma noção do valor das coisas. Confira algumas sugestões para educar os filhos financeiramente:

Anote as despesas! Tanto pais quanto filhos devem fazer um diagnóstico financeiro dos gastos. Para isso, nada melhor que anotar todas as compras e contas, do cafezinho ao aluguel. No fim do mês, converse com seu filho sobre o que pode ser cortado ou economizado.

Dê mesada, mas com supervisão. O valor da mesada ou semanada deve ser calculado tendo em vista os gastos da criança. De preferência, deve-se dar a ela até um pouco menos do que a quantia ideal, para que pense antes de comprar e vá aprendendo a administrar o dinheiro – e ele não acabe antes do tempo.

Guarde antes e compre depois. Se você der à criança o que ela quer e combinar que vai descontando da mesada, por exemplo, é bem provável que não consiga cumprir o acordo. Ensine-a a guardar – em uma poupança ou “no porquinho” – e a ir curtindo a realização de alcançar a quantia necessária. Ela vai aprender a valorizar os sacrifícios que fizer em prol de seu desejo.

Resista à tentação de dar tudo sempre. Se os pais compram tudo o que a criança pede, ela nunca aprende o valor das coisas. Peça a ela para escolher somente um produto supérfluo no supermercado, por exemplo, e atenha-se à lista de compras.

Dialogue sempre. Reúna a família para conversar sobre os sonhos de consumo de cada um. Se possível, estabeleça com cada criança um desejo a curto prazo, um a médio prazo e um a longo prazo (até três meses, entre seis meses e um ano e mais de um ano de economia, respectivamente). Pesquise e mostre a ela quanto terá que poupar para alcançar cada sonho.

Com informações de Projetos Especiais