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29 de março de 2012

Microcrédito financia 200 mil pequenos negócios por ano no Brasil

Um recente estudo do Sebrae em parceria com a Abcred revelou que as operadoras de microcrédito produtivo atendem por ano às necessidades de crédito de 200 mil pequenos negócios.

O levantamento apontou também que o crédito médio por empreendimento é de R$ 2,8 mil, tendo menor valor nas regiões Nordeste (R$ 1,8 mil), Centro-Oeste (R$ 1,9 mil) e Norte (R$ 2,6 mil), e maior nas regiões Sul e Sudeste - a média é de R$ 4,6 mil e R$ 3,4 mil, respectivamente.

Dentre os pequenos negócios mencionados, 55% concentram-se no comércio, 28% no setor de serviços, 12% na indústria e 5% na agricultura. Já com relação aos tomadores de microcrédito junto às Oscip (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público), os negócios formais chegam a atingir 25%, segundo o Sebrae.

“São empreendedores individuais e micro e pequenas empresas. Os demais tratam de empreendimentos informais, atendidos há cerca de dez anos por essas instituições, a exemplo do Banco do Povo”, informa a entidade.

Quanto ao crédito médio aferido aos clientes de micro e pequenas empresas e empreendedores individuais, a estimativa do estudo é que o mesmo tenha sido 40% superior ao crédito dos empreendedores informais.

E, embora o crédito na região norte seja um dos menores, é preciso relembrar que o tempo médio das operações nessa região está avaliado em 14,6 meses, e que a média nacional atual é de 11,5 meses. Além disso, dos clientes MPE e EI, apenas 6,3% são inadimplentes.

“Entre as garantias exigidas dos empreendedores pelas instituições, estão o aval, a garantia solidária, a garantia real e a fiança. Para avaliar o montante a ser financiado, as Oscips fazem análise de crédito por meio de um levantamento socioeconômico, com dados da atividade e da família do empreendedor”, informa o estudo.

Com informações do InfoMoney

6 de dezembro de 2011

Micro e pequenas empresas geram mais de 6 milhões de empregos

Segundo o Anuário do Trabalho as micros e pequenas empresas geraram cera de 6 milhões de novos empregos com carteira assinada nos últimos 10 anos. A pesquisa foi divulgada pelo Sebrae em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).O número de empregos gerados por essas empresas cresceu 70,9%, subindo de 8,6 milhões, em 2000, para 14,7 milhões, no ano passado.

O superintendente do Sebrae-CE, Carlos Cruz afirma que o Ceará cresce no mesmo ritmo do país no mesmo período. Em 2010, eram 173.805 empregos em microempresas cearenses (22,3% do total) e 205.016 nos pequenos estabelecimentos (26,3%), somando 378.821 ocupados em 173.906 MPEs do Ceará.

"Esse resultado foi favorecido pelo crescimento da economia do País", afirma Cruz, em entrevista ao jornal Diário do Nordeste. "Expansão da classe C, maior poder de consumo, marco regulatório que facilitou a ascensão de MPEs no Simples Nacional, além do empreendedor individual para autônomos, contribuíram para este desempenho", completou.

As micros e pequenas empresas cresceram no Brasil 45,2% em dez anos e já chega a 4,2 milhões de novos estabelecimentos, em 2000, para 6,1 milhões. Portanto, houve a criação de aproximadamente 1,9 milhões de novos negócios.

De acordo com a pesquisa, esse crescimento das empresas foi responsável por 99% dos estabelecimentos, 51,6% dos empregos privados não agrícolas formais no país e quase 40% da massa de salários. Em média, durante a década de 2000, de cada R$ 100 pagos aos trabalhadores no setor privado não agrícola, aproximadamente R$ 41 foram gerados pelas MPEs.

O setor da construção cresceu 10,3% e apresentou ligeiro crescimento, tendo sua participação relativa subido de 3,9% para 4,5% em 2010 – com 273 mil estabelecimentos.