22 de julho de 2011

Classe C continuará alavancando o setor no futuro

Mercado aquecido, facilidade de crédito e aquele empurrãozinho do Minha Casa, Minha Vida, programa do Governo Federal, fizeram com que a construção de moradias para a classe C alavancasse ainda mais o setor de construção civil no Estado. Uma tendência que a longo prazo poderá ser modificada, mas não extinta. Pelo contrário. A classe deverá ser uma das maiores consumidoras de moradias no Estado em um futuro próximo.

Construtoras veem no segmento uma grande oportunidade de expansão. Desde 2008 enxergamos esse filão de mercado que deverá ter continuidade , acredita o diretor regional da QG, Múcio Souto. A empresa tem, em média, quatro mil unidades desse tipo entregues ou em construção. Já a Pernambuco Construtora conta com investimentos em São Lourenço da Mata e mais de 1400 imóveis em Ipojuca. Esse mercado já é uma realidade local , completa Múcio.

Para garantir o crescimento desse nicho, o empresariado pernambucano se apoia na carência atual de moradias. Recursos para dar continuidade aos projetos não devem faltar, mas os próximos 25 anos deverão ter seus altos e baixos. Essa trajetória não deverá ser sempre crescente. De acordo com o mercado mundial teremos períodos muito bons, mas outros moderados , analisa Múcio. Os recursos deverão continuar, porque vêm do FGTS e a demanda está aí , complementa Eduardo Wanderley, da Pernambuco Construtora.

A diferença de hoje para o futuro deverá ser na faixa de preço. Com o Minha Casa, Minha Vida, famílias com renda de até 10 salários mínimos têm a chance de adquirir sua casa própria. Se no futuro o programa for extinto, construtoras pernambucanas que investiram nesse mercado deverão dar continuidade as linhas de baixo custo, mas com um preço um pouco acima dos atuais. É importante que esse tipo de iniciativa continue, porque temos uma carência muito grande nesse sentido , analisa Wanderley.

PARCERIAS

Outra tendência que poderá se destacar em um futuro bem próximo são as parcerias para construções de moradia. Com a quantidade de investimentos que vem sendo feita no Estado e a chegada de diversas pessoas do País inteiro e até de outros países, Pernambuco ficou pequeno para comportar tanta gente.

Com a demanda maior que a oferta, os preços subiram e hoje comprar um imóvel virou a corrida do ouro. Com as novas regras para construção e os poucos espaços disponíveis, os valor das unidades acabou subindo. Nos dias atuais é possível vender um prédio inteiro em poucos dias ou até mesmo poucas horas , afirma Eduardo Wanderley.

Como solução para a situação, a Pernambuco Construtora está investindo em parcerias com os grandes empreendimentos estruturadores que chegam ao Estado. Um de seus residenciais em Ipojuca está sendo construído em parceria com o Estaleiro Atlântico Sul para ser oferecido para trabalhadores do EAS. Esse sistema deverá virar tendência muito em breve. Com isso ofertamos um imóvel com preço mais baixo e condições diferenciadas para essas pessoas, além de ser uma moradia perto do trabalho deles , analisa o diretor técnico.

Com informações do Jornal do Comércio de Pernambuco.

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