23 de setembro de 2013

Piso de madeira: trocar ou restaurar?


Quem escolhe usar madeira nos pisos da casa logo se inquieta com o surgimento de manchas, trincas e riscos. O problema se torna mais crítico com o passar do tempo, e a dúvida sobre trocar ou restaurar se concretiza. Responder esta questão depende principalmente de aspectos como qualidade, espessura e estado da madeira. “Vale a pena investir em uma raspagem quando o material for de boa qualidade, já que madeiras de lei possuem estética e valores diferenciados”, diz Wladimir Franco, diretor comercial da Vitrine by Casa Fortaleza.

O método da raspagem exige que o revestimento tenha, no mínimo, dois centímetros de espessura. Tamanha restrição se deve porque, durante o tratamento, o piso será raspado por igual e, se estiver muito desgastado, a possibilidade do contrapiso aparecer aumenta. Desse modo, caso a madeira maciça tenha sofrido três restaurações, o processo ficará inviável. O cuidado deve ser ainda maior em pisos de menor resistência , já que aguentam somente duas manutenções.

A raspagem desaparece com os riscos e, a aplicação de novas camadas de verniz renova o visual. Revestimentos em madeira costumam durar, em ambientes de circulação média de pessoas, cerca de 10 anos. Após o tratamento com verniz, seu tempo de vida é reestabelecido. Outra vantagem do processo é a conservação da história da casa, uma vez que madeiras de boa qualidade ganham status de raras e valorizam o imóvel.

Fazer uma análise do custo x benefício antes de optar pela restauração do material também é importante. O preço da instalação dos pisos de madeira varia conforme o modelo (taco, taco palito e assoalho) e a qualidade. O metro quadrado das madeiras mais resistentes (como ipê, jatobá e cumaru) custa, em média, R$ 300; já o das intermediárias (peroba e tauari) tem custo de R$ 260, e o das macias (amêndula, eucalipto e teca) gira em torno de R$ 220.

É também nesse momento que a raspagem se torna vantajosa , além do aspecto de preservação de árvores, pois seu valor médio é de R$ 50 (por metro quadrado). Um dos inconvenientes do tratamento é a necessidade de aguardar até 30 dias para ficar pronto. Alguns pisos com estética de madeira (estruturados e laminados), no entanto, não suportam raspagens e, quando gastos, devem ser substituídos.

Os estruturados possuem somente uma camada de quatro milímetros de madeira nobre, sendo o restante material reflorestado, e custam R$ 180 (o m²). Os laminados são ainda mais baratos e seu metro quadrado chega a R$ 60. Uma saída intermediária para quem deseja apostar no visual de madeira , sem gastar muito com manutenção, é investir em pisos de linha pronta. A vantagem desta opção – vendida por R$ 290 (o m²) - é substituir somente as peças danificadas, uma vez que o verniz já vem aplicado. “O aspecto negativo é que, muitas vezes, a nova peça acaba apresentando coloração diferente da do conjunto”, afirma Dimas Donizete, presidente da IndusParquet. 
Veja ainda como preservar a beleza dos pisos de madeira por mais tempo:

- Evite usar saltos finos em locais com madeira macia, pois acabam deixando marcas irreversíveis; 
- Envolva os pés de móveis e rodízios de cadeiras com capas de gel para não riscarem o piso; 
- Faça uma aplicação de verniz a cada 15 dias, garantindo melhor acabamento estético; 
- Limpe o revestimento com uma vassoura de cerdas macias e um pano úmido bem torcido; 
- Deixe um capacho na entrada da porta para reter grãos de areia vindos da rua; 
- Não arraste os móveis pela casa; 
- Tenha cuidado com líquidos derramados sobre o piso. Seque rapidamente; 
- Evite usar produtos químicos como alvejantes e detergentes, porque desgastam o verniz do material; 
- Se possível, modere a intensidade dos raios solares sobre o piso, evitando deformações físicas na madeira e alterações de cor.

(*) Preços apurados em janeiro de 2013 

Com informações do Portal de Notícias IG

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