22 de dezembro de 2011

Economia brasileira volta a mostrar força

A economia brasileira voltou a reagir e a responder os estímulos adotados pela equipe econômica depois da paralisação no terceiro trimestre. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apesar do pouco tempo os indicadores de novembro já indicam uma reativação clara.

Mantega atribuiu a estagnação do primeiro trimestre ao efeito da ação deliberada do governo para esfriar a atividade produtiva. Ele confirma que diante da inflação foi preciso elevar os juros e dificultar o acesso ao crédito, mas já na primeira quinzena de Dezembro os consumidores voltaram às compras para aproveitar os preços mais baixos.

O setor dos comerciários foi beneficiado diretamente pela redução no Imposto sobre Produtos Industrializados e indiretamente pelo barateamento do crédito, levando a economia brasileira a crescer novamente.

Com informações da CBIC

21 de dezembro de 2011

CBIC prevê 160 bilhões em crédito imobiliário para o ano que vem

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) prevê que o crédito imobiliário em 2012 chegue a R$ 160 bilhões para 2012. A previsão é 45,4% superior a projeção inicial que era de R$110 bilhões. Os números consideram recursos oriundos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A CBIC acredita que cerca de 70% dos recursos serão investidos em novos imóveis, e segundo a instituição a crise econômica internacional não irá afetar a boa fase do mercado. Já que não há sinais de crise bancária no Brasil. Até outubro, já foram financiados R$ 65 bilhões com recursos da poupança, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Os financiamentos que utilizaram dinheiro do FGTS também obtiveram um acréscimo, até novembro deste ano, essa renda totalizava R$ 27,2 bilhões. Juntos, os recursos somam R$ 92,2 bilhões e podem ultrapassar a previsão inicial da Cbic para 2011.

Na avaliação do professor do curso de administração da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Paulo Roberto Faria, ainda existe espaço para o aumento do crédito. Enquanto o financiamento imobiliário corresponde a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, outros países, como Chile e Espanha, registram uma relação crédito/PIB de dois dígitos.

20 de dezembro de 2011

Dicas para quem quer dividir o Apartamento com os amigos

Morar com os amigos é o sonho de muitos, mas nem tudo são flores. Se não houver um entendimento entre os moradores, principalmente quando se trata de dinheiro, o acordo e até a amizade pode chegar ao fim. As despesas são um assunto que deve ser discutido antes de se mudar, planejar com antecedência evita problemas, dizem os especialistas.

Para não comprometer o orçamento do grupo, o ideal é fazer uma planilha com gastos fixos mensais, como água, aluguel e condomínio. “A organização começa a se definir nos gastos básicos da casa. O próximo passo é saber dividir despesas como as do supermercado”, diz Ângela Menezes, professora de finanças do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa).

Segundo especialistas, o maior problema nas finanças de quem mora junto ocorre nas pequenas compras do dia-a-dia, geralmente alimentos que são consumidos por outros, alguns chegam até a esconder produtos para que isso não ocorra, rompendo longas amizades.

Para que desentendimentos sejam evitados, os moradores devem perceber se é realmente vantajoso comprar os alimentos em conjunto ou não. “Se fizerem a maioria de suas refeições fora de casa, não há sentido em dividir igualmente este tipo de gasto”, diz Nélson de Souza, professor de finanças do Ibmec. “Mas, se a compra for coletiva e apenas um realizar o pagamento para depois os outros acertarem é preciso cumprir o acordo”, afirma.

Hospedar familiares e namorados (as) trazem despesas extras que não estão no orçamento e que não devem ser compartilhadas, diz o consultor financeiro Mauro Calil. “O morador que trouxer o hóspede deve fazer compras no supermercado e aumentar sua contribuição em contas como água, luz e gás, já que haverá um excedente de consumo”, afirma. “Além disso, no caso de algum objeto ser danificado, é preciso fazer a reparação imediata por meio da compra de um novo produto ou do ressarcimento financeiro”, completa

19 de dezembro de 2011

Saiba como valorizar seu imóvel

Muitas vezes comprar um imóvel pode significar renda para você. Investir em uma propriedade pode garantir satisfação financeira, mas deve se ter em mente algumas dicas de como valorizar aquele apartamento ou casa. Alguns fatores independem do perfil do morador, como, vista atraente, ausência de umidade e, na maior parte dos casos, facilidade de estacionamento.

Outras características tendem a mudar conforme o perfil sócio-econômico do comprador ou inquilino. “Moradores de imóveis de alto padrão tendem a preferir ruas residenciais e sossegadas, enquanto pessoas de menor renda buscam proximidade do transporte coletivo”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo).

Outros fatores relevantes e que contam muito na hora de negociar o imóvel são o valor do condomínio que caso sejam altas tendem a afastar compradores e o número de vagas na garagem, caso a renda do provável comprador seja alta, mais vagas serão exigidas.

Caso você queira reformar é bom ficar atento a alguns detalhes antes de derrubar as paredes, saiba que nem toda obra conta pontos para comercialização. “Muitas das modificações estéticas são apenas para o próprio prazer, sem retorno financeiro”, afirma o arquiteto Saulo Szabó, do escritório Szabó e Oliveira Arquitetura. Ele exemplifica: “o comprador pode não se dispor a pagar a mais por piso de mármore caríssimo, até porque pode não gostar dele”.

Por isso, se o objetivo for ganhar mais na venda ou aluguel, ele recomenda investir no encanamento, rede elétrica, esquadrias de qualidade e, se for o caso, ar-condicionado. “Imóveis com boa infraestrutura valem mais”. Afirma Szabó.

14 de dezembro de 2011

Recursos para financiamento imobiliário devem crescer entre 20% e 25%

O brasileiro que deseja financiar seu imóvel pode comemorar. Os recursos da poupança e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) irão crescer de 20% a 25% em 2012. Serão 160 bilhões em crédito imobiliário para quem deseja adquirir ou trocar seu apartamento ou casa. Segundo estimativas da CBIC (Câmara Brasileira da Construção Civil), 1,6 milhões de novos imóveis devem ser negociados.

“A previsão inicial, feita no meio do ano, era fechar 2011 com saldo de R$ 110 bilhões em financiamentos, sendo R$ 75 bilhões da poupança e R$ 35 bilhões do FGTS. Mas como a economia brasileira tem demonstrado melhora, a estimativa é que o ano encerre com saldo de R$ 120 bilhões a R$ 130 bilhões. Com base nessa perspectiva, imaginamos que em 2012 esse saldo cresça de 20% a 25%, chegando a R$ 160 bilhões”, afirma o economista da instituição Luis Fernando Melo Mendes, ao Jornal Rede Bom Dia.

O SFH (Sistema Financeiro da Habitação) que utiliza os recursos da poupança e o FGTS que usa dinheiro do fundo e cobra juros menores são as formas de financiamentos mais comuns.

Segundo estimativas, até outubro de 2011 os financiamentos com saldo da poupança somaram aproximadamente R$ 65 bilhões, mais do que o realizado em todo o ano passado (R$ 56,2 bilhões). Comparado ao mesmo período de 2010, houve crescimento de 45%, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Neste período, foram financiadas 404 mil unidades, com crescimento de 18% em relação ao número registrado nos dez primeiros meses do ano passado. Já o FGTS emprestou R$ 27,5 bilhões para financiar 433 mil imóveis.

A pesquisa mostra ainda que cerca de R$ 100 bilhões devem vir dos depósitos da caderneta de poupança, por meio do SFH, e vão beneficiar principalmente trabalhadores que ganham mais de R$ 5 mil. Os recursos do FGTS devem contribuir com outros R$ 60 bilhões e beneficiam trabalhadores com renda familiar menor, de até R$ 5,4 mil.

13 de dezembro de 2011

Cresce o número de trabalhadores formais na construção civil

Pesquisas recentes mostram que o número de trabalhadores formais no setor da construção civil dobrou, de 1,4 milhão para 3,1 milhões de profissionais com carteira assinada.

Um estudo feito pela Fundação Getulio Vargas mostrou que as ofertas de trabalho aumentaram 10,55% de janeiro a setembro de 2011, e o nordeste foi a região que mais cresceu, 1,68%.

Eles afirmam ainda que cerca de 300 mil novos trabalhadores ingressaram na construção civil nesse período. Em setembro, o setor contratou 31.536 pessoas com carteira assinada, o que resulta em alta de 1,02% em relação a agosto. Nos últimos 12 meses, foram 228.269 a mais (7,87%).

Nesses dez últimos anos o mercado da construção mudou e cresceu muito, o que tornou possível a contratação de novos profissionais e consequentemente o aumento do salário, a renda de um pedreiro, carpinteiro ou azulejista pode alcançar R$4 mil por mês.

12 de dezembro de 2011

Nordeste é a região mais barata do país para construir

Os nordestinos podem comemorar. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o Nordeste é a região mais barata do país para construir, enquanto que o sudeste é a mais cara, diz a pesquisa.

O IBGE revela que o Sudeste gasta em média a R$ 842,07, incluindo materiais e mão-de-obra, enquanto que o custo médio nacional atingiu R$ 808,65 no mês passado. A pesquisa foi divulgada na última semana.

O nordestino por sua vez gastou R$ 766,62, o menor valor do Brasil. Enquanto isso, a região Norte gastou R$ 818,95; Centro-Oeste, os custos atingiram R$ 813,09; e Sul, com o metro quadrado a R$ 802,26.

Segundo especialistas, isso se deve ao crescimento da economia nordestina e ao crédito imobiliário que cresceu 140%, segundo o Banco do Brasil. "O crédito imobiliário está bastante aquecido, e o crescimento nas operações continua alto, até porque tínhamos uma base pequena. Mas tende a continuar elevado também no ano que vem", destaca Luís Carlos Moscardi, superintendente do BB no Estado em entrevista ao Diário do Nordeste.