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22 de agosto de 2013

Como poupar em dólar para estudar nos EUA por 2 anos?



Dúvida do internauta: "Sou consultor e ganho cerca de 10 mil reais por mês. Consigo poupar a maior parte dessa quantia. Gostaria de cursar MBA nos Estados Unidos daqui a 24 meses e pretendo estudar em período integral durante dois anos. Ou seja, não obterei renda. Segundo os dados que pesquisei junto às principais escolas de MBA dos EUA, vou precisar desembolsar aproximadamente 2.500 dólares por mês para o meu sustento durante as aulas. Como devo investir meu dinheiro?"

Primeiramente, parabenizo-o por dois aspectos que você demonstra e que ainda são, infelizmente, raros em nosso país:

1 - Desejo em investir em sua própria melhoria profissional, o que com certeza lhe trará ótimos frutos futuros;

2 - Planejamento com prazo adequado.

Analisando suas necessidades com base nas informações prestadas, você precisará de um total de 60 mil dólares (2.500 dólares por mês durante 24 meses). Este é o valor que você precisará obter até sua viagem, de forma a poder aproveita-la de forma plena.

Para prazos como estes - dois anos de acumulação e dois anos de utilização - os juros tem sua importância, mas, neste caso, não são o fator mais decisivo a ser considerado na escolha da melhor aplicação. Mitigar o risco cambial é o fator determinante.

Assim, a melhor solução será acumular estes valores reduzindo ao máximo este risco, mesmo que não possa contar com a força dos juros a seu favor.

Você poderia investir em fundos cambiais atrelados ao dólar, que tenderão a acompanhar a variação da moeda, embora não de forma idêntica, mas acho que existe uma solução mais prática e que reduz ainda mais os riscos: compre mensalmente 2.500 dólares. Você pode adquiri-los em espécie ou por meio de cartões pré-pagos (mais seguros, flexíveis, práticos e, muitas vezes, mais baratos) nos principais bancos e casas de câmbio. A operação é perfeitamente legal e, no máximo, estas empresas lhe solicitarão um cadastro com comprovação da origem dos recursos para a compra.

Desta forma, quando você for viajar, terá o montante acumulado, sem ter que se preocupar com a variação cambial do período e, portanto, seu objetivo será alcançado.

Você pode, inclusive, possuir mais de um cartão (de mais de um banco ou empresa de câmbio) de forma a pesquisar as melhores cotações todos os meses e carregar o cartão que oferecer a melhor taxa, a cada vez.

É comum que, quando pensamos em investimentos, apenas a rentabilidade e os juros nos venham à cabeça. No entanto, o foco deve ser sempre atingir o objetivo, que é o alvo da aplicação. Se ele for atingido, independentemente de rentabilidade, a aplicação foi um sucesso.

No seu caso, com certeza será! Boas aplicações, boa viagem e bons estudos.

*Valter Police é CFP® (Certified Financial Planner), planejador financeiro certificado pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).


Com informações da Revista EXAME

18 de julho de 2013

Saiba como investir na universidade dos filhos



Se para os adolescentes passar no vestibular é uma grande preocupação, para os pais o problema vem depois: como pagar as mensalidades das faculdades particulares? Como as vagas em universidades públicas estão cada vez mais concorridas, muitos pais começam a pensar nos custos do canudo desde o nascimento do bebê. E eles não estão errados.

Se as contas da casa estão em dia e é possível reservar uma pequena quantia mensal para o futuro, é bom se precaver. “A educação dos filhos é uma das cinco necessidades financeiras universais, juntamente com a proteção da família, o crescimento do patrimônio, a aposentadoria e o legado”, explica Gilberto Poso, superintendente-executivo de gestão de patrimônio do HSBC. “Hoje, para quem tem condições de fazer isso, recomendamos começar já no nascimento da criança”, completa Poso.

Não é para menos – quanto mais tempo você poupar e investir, melhor. Para pagar o curso de administração de empresas em uma faculdade de primeira linha, por exemplo, você teria que desembolsar 135 mil reais hoje. Se a escolha for direito ou engenharia, os cursos saem por volta de 110 mil reais. Isso sem falar na graduação em medicina, que em média tem mensalidades de 4 mil reais, chegando a custar 280 mil reais o curso completo. Ou seja: muitas vezes, a mensalidade da universidade pode ser equivalente à renda mensal de uma família de classe média brasileira.

O casal Priscilla e Renato Issatugo já fez essa conta. Ele, economista, começou a pensar em abrir uma poupança para os estudos do filho, Heitor, (hoje com 3 anos) quando ele ainda estava na barriga de Priscilla. Mas a madrinha da criança se antecipou e fez um plano de previdência para o afilhado. “Ela deposita cerca de 120 reais mensais, e a previsão é de que tenhamos cerca de 35 mil reais quando o Heitor completar 18 anos”, diz Priscilla. Se o filho for aprovado em uma universidade pública, os pais pretendem usar a quantia para ajudar nos custos de uma eventual pós-graduação. “Ou mesmo comprar um carro para ele”, conta Priscilla.

O HSBC criou um plano de previdência chamado Previdência Jovem para casais prevenidos, como Priscilla e Renato. “Esse plano tem uma cobertura no caso de falecimento ou invalidez do responsável pelo jovem que o ajudará em seus estudos”, explica Poso.

No cenário atual, de juros baixos, Poso recomenda que os pais façam esse plano, mas que também apostem em outros investimentos do mercado financeiro. “Se você vai poupar por dez anos ou mais, vale a pena diversificar os investimentos – parte em um plano de previdência e parte em ações, por exemplo”, diz Poso.

Veja os cálculos de quanto um casal teria que poupar para garantir a universidade do filho no caso de investir no Previdência Jovem e no caso de diversificar os investimentos (parte em ações, parte no plano de previdência). Confira:



Plano Previdência Jovem*:

Idade da criança: 0 ano

Investimento para gerar 120 mil: 550 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 1.100 reais mensais



Idade da criança: 8 anos

Investimento para gerar 120 mil: mil reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 2 mil reais mensais



Idade da criança: 15 anos

Investimento para gerar 120 mil: 3.333 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 6.666 reais mensais



Parte no plano e parte em ações*:

Idade da criança: 0 ano

Investimento para gerar 120 mil: 420 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 840 reais mensais



Idade da criança: 8 anos

Investimento para gerar 120 mil: 860 reais mensais

Investimento para gerar 240 mil: 1.720 reais mensais



Idade da criança: 15 anos

Não recomenda esse investimento.


*Levando-se em conta o cenário atual da economia. Observar as condições gerais no ato da contratação.

Uma observação: não é indicado o investimento em poupança se o plano for a longo prazo. “Se você pode poupar por mais de dois anos, esqueça esse tipo de investimento, pois no cenário atual não cobre nem a inflação”, recomenda Poso. Portanto, quanto mais cedo você decidir programar essa reserva de dinheiro, maior será o benefício para auxiliar na graduação do seu filho. Mas, para quem acha que já está tarde demais ou que é muito difícil reservar parte da renda pensando num futuro tão distante, a dica é fazer uma tabela com os gastos de toda a família – do aluguel ao cafezinho – e, juntos, avaliar o que pode ser diminuído ou cortado da lista. Assim, além de poupar para a educação superior do seu filho, você estará colaborando para a educação financeira dele!

Com informações de HSBC

21 de março de 2013

Será que o financiamento estudantil é despesa dedutível com educação?




Infelizmente não é possível realizar a dedução dos pagamentos feitos à instituição financeira que concedeu o crédito educativo ou financiamento estudantil, no caso a Caixa.

O financiamento estudantil ou crédito educativo caracteriza-se como empréstimo, com ônus e encargos próprios desse tipo de contrato. Ainda que o financiamento seja destinado a suprir as despesas com a instrução do contribuinte ou de seu dependente, o financiamento estudantil ainda assim é considerado pelo nosso ordenamento jurídico como uma espécie de financiamento e, por falta de previsão na legislação, não poderá ser deduzido em sua declaração de imposto de renda.

Apesar do pagamento do empréstimo propriamente dito não ser dedutível, os pagamentos feitos à instituição educacional poderão ser deduzidos se forem feitos durante o curso, mesmo que sejam realizados integralmente ou em parte com recursos do financiamento estudantil. Já o pagamento do empréstimo feito no futuro (depois de encerrado o curso), que apenas diminui a dívida, não é dedutível.

*Rodrigo Paixão é coordenador de Imposto de Renda de Pessoa Física na H&R Block Brasil. A H&R Block é líder mundial no preparo de declaração de Imposto de Renda, com atuação nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Índia e Brasil.

Com informações de EXAME