9 de março de 2011

Financiamento de imóveis pode ser afetado

A taxa básica de juros (Selic) subiu 0,5 ponto percentual, para 11,75% ao ano. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão ligado ao Banco Cetral (BC), concretiza a expectativa de alta - a segunda das quatro esperadas em 2011.

Em curto prazo, a medida não deve ter grandes impactos na economia nacional. Em um manejo de macroeconomia, o argumento do BC para pontuar os juros para cima é seguir a rigorosa política de combate a inflação.

A princípio, o aumento na Selic vai deixar mais caros financiamentos - novos e já contratados -, principalmente de imóveis, conforme explica o economista e analista de mercado, Eduardo Miranda.

“As operações de financiamento que possuem indexadores (principalmente TR e TJLP), como financiamento imobiliário, serão afetados. O consumidor deve estar atendo a esse detalhes, quando for comprar uma casa. Atualmente, com o contexto de elevação de taxa de juros, a taxa prefixada seria mais cômoda. Mas no caso do imobiliário, é longo prazo, fica difícil mensurar. Se for pós-fixada e o juros cair vai ser favorável a quem aplicou. O ideal é planejar de acordo com orçamento”, comentou.

O presidente Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Nordeste (Apimec-NE), Célio Fernando, comenta que não só pessoa física, mas empresas também juros maiores.

“Todos aqueles que comprarem a prazo ou necessitarem de capital de giro vão ser afetados. A intenção é essa mesmo. A taxa de juros é o preço do dinheiro. Ela afeta todas as demais taxas da economia. Você faz com que as pessoas não consumam hoje para que consumam amanhã”, explica.

A alta na Selic não deve influenciar no caso de crédito para comprar um veículo, já que geralmente são em taxas pré-fixadas, ou seja, não variam de acordo com a flutuação da taxa básica.

Maior do mundo
O Brasil segue liderando em um ranking pouco cobiçado, o de maior taxa de juros reais (retirada a inflação) do mundo -desde janeiro de 2010.

Na segunda posição está a Austrália, com taxa real de 2,0%, quase três vezes menos que a taxa brasileira. A Hungria está na terceira posição, com 1,9%. O ranking foi elaborado por Jason Vieira, analista internacional do Cruzeiro do Sul, e Thiago Davino, gerente financeiro da Weisul Agrícola.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Aumentar a Selic é um remédio amargo para combater a inflação. Mas é o mais eficiente atualmente. Equalizar melhor os gastos governamentais é um caminho para barrar alta dos preços, ao passo que pode reduzir juros.

NÚMEROS

11,75

POR CENTO

é a taxa anual para qual foi a Selic, os juros básicos do País.

0,5

PONTO PERCENTUAL

ao ano foi quanto o Banco Central subiu a Selic.

Com informações do Jornal O Povo.

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